43. Corte uma cabeça...

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Olá, pessoal. Quero agradecer de todo coração o carinho de quem ainda lê a história. Peço minhas sinceras desculpas por não colocar notas de agradecimento em alguns capítulos, muitas vezes eu fico tão ansiosa para que vocês leiam que posto o capítulo logo que terminado. Minha vida pessoal virou de ponta cabeça porque terminei um namoro de três anos em novembro; foi muito difícil, fiquei tão nervosa que tive que ir pro hospital tomar um calmante. Fica aqui um alerta para vocês: se ele é um cara legal com todos ao redor EXCETO VOCÊ, ele não é o cara certo. O cara certo não te faz sofrer, nem brinca com as palavras para no fim sair por cima, o cara certo respeita seu tempo e suas emoções e não faz você se sentir um lixo de pessoa para se sentir melhor. O cara certo não precisa diminuir ninguém para se sentir bem, especialmente você. O cara certo não briga por coisas mesquinhas e ele respeita suas decisões. O cara certo não se aproveita do seu coração enorme e da sua generosidade. O cara certo não te afasta dos seus amigos e da sua família para ser o centro do seu mundo; ele protege e cuida, não machuca por prazer. 

Entre essa e outras coisas, cheguei à conclusão de que meu ex não era o cara certo. Uma pessoa normal pensaria "Ah, mas você logo vai encontrar esse cara, vai conseguir ser feliz com ele". 

Eu invento cenários hipotéticos na minha cabeça por diversão, além de criar gente que não existe, lugares que não existem e criar situações absurdas e irreais para meu entretenimento (e o de vocês também). O escritor de ficção não é uma pessoa normal. Tendo isso em mente, resolvi escrever (ou ao menos tentar escrever) o cara certo nas minhas histórias de romance. Pelo menos, até encontrar um para mim, né?

Faço terapia e isso me ajuda muito. Estou em processo de autodescoberta e autoconhecimento porque nunca me permiti fazer o que eu realmente queria. Estou feliz, na medida do possível. Praticamente terminei o curso de Letras, comprei um teclado (obrigado pelo empréstimo, Nubank, se quiser patrocinar a fanfic, é só avisar) e comecei a fazer aula de música, coisa que eu sonhava em fazer desde pequena. Eu estou aprendendo aos pouquinhos que a vida é de cada um, PERTENCE a cada um, singularmente. Cada um de nós escolhe as próprias lutas, as próprias paixões, os próprios interesses. Não temos que nos culpar, ou assumir um lugar de mártir para agradar aos outros. A coragem de fazer uma boa escolha e persistir, independente da tempestade que vier, é o que faz as pessoas felizes. A gente tem que correr atrás do que faz bem, sem medo de quebrar a cara. A vida é muito curta para ser vivida na base do remorso e do arrependimento.

Em relação à historia, houve um "ponto de ruptura": A partir do capítulo 40, passei a escrever o nome do capítulo. Isso foi uma forma de demarcar esse ponto, já que a história tomou um rumo diferente do que eu havia planejado, algo mais sério e menos "adolescente". O capítulo 40 para frente seria uma "segunda temporada" ou um "segundo livro", com os personagens mais maduros, em um cenário novo e diferente. Na minha opinião, não é algo perfeito, já que eu sou mais da comédia do que do drama, mas a história ficaria mais séria de qualquer jeito, então resolvi seguir esse curso. Vai demorar um tempo para que eu me acostume com o novo comportamento dos personagens, claro, mas sei que o desenvolvimento vai melhorar.

Agradeço de coração a todos que lêem e interagem, sem vocês, eu nem estaria escrevendo essa "segunda temporada". Muito obrigada por todo esse apoio e esse carinho, viu? Fico muito feliz que estejam gostando da história! Um beijo!

{Dr. Bruce Banner, "The Hulk"}

Ergui as mãos quando Lucas apontou uma arma para minha cabeça. Respirei fundo algumas vezes, me controlando. Com Natasha investigando os passos da HYDRA com a ajuda da KGB, não podia contar com a canção de ninar com tanta frequência como antes. Acabei convencendo o agente Singer a me ajudar com os problemas de raiva, mais precisamente, a controlar meus batimentos cardíacos. Não fora uma tarefa fácil, porém, depois de uma certa repetição, ter o cano de uma arma carregada encostando em sua têmpora acaba caindo na rotina.

Liars and KillersOnde histórias criam vida. Descubra agora