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O café da manhã estava servido na mesa quando Dong-Gu levantou da cama e foi direto para a cozinha.

  Bocejando e se sentando na mesa, o empregado da casa vem em sua direção com uma caixa dourada e com um lacinho preto.

  Dong-Gu não era acostumado com muitos presentes, exceto de algumas das mulheres ricas que uma vez ou outra, ele convidava para jantar. Relogios da cartier, cintos de couro e outros pequenos acessórios faziam seu dia não ser muito diferente dos outros.

  Porém, suas expectativas vão por água abaixo.

  O homem se levanta em um pulo da cadeira e larga a caixa no chão, fazendo os objetos que lá dentro estavam se esparramar e respingos de sangue sujarem seu chão lustroso e branco.

  O celular rosa de sua filha, quebrado e com manchas de sangue.

  O laço dourado, com o qual sempre amarrava seus cabelos, estava completamente vermelho e úmido.

  O cartão de crédito que Heather havia levado para gastar no shopping, estava quebrado e também sujo de sangue.

  E por fim, no fundo da caixa, em cima do papel de seda, mais ensopado do que os objetos, havia um pequeno papel com um endereço específico.

  — Procurem esse endereço... — É tudo o que ele consegue dizer antes de limpar seus dedos ensanguentados em um guardanapo e ordenar que limpassem toda aquela bagunça.

  Ele não termina de comer o café da manhã e corre para vestir roupas melhores do que o pijama que estava.

  Em poucos minutos, lhe avisam que encontraram o endereço e ele parte até o local.

  Na viagem, o homem sentia seu corpo esquentar e sua garganta secar mais e mais a cada segundo. Junto com o carro em que ele estava, havia mais dois com guardas armados e bem preparados.

  Se K estivesse naquele endereço, ordenaria no mesmo momento que matasse o garoto até não restar mais nada do mesmo para contar história. 

  O local era na beira da estrada, entrando para um matagal gigantesco e quase impossível de entrar lá. No GPS, um pontinho piscava bem no meio de todo aquele mato.

  Dong-Gu cria coragem e entra lá com guardas ao redor dele.

  Quando chegam próximo ao pontinho, um cheiro forte e podre entram queimando em suas narinas, mas isso não fazem desistir de querer chegar até o ponto.

  Com dificuldade extrema, eles chegam ao desejado e não encontram nada mais que um corpo com a cabeça decepada.

  — Heather... — Dong-Gu sussurra e lentamente tira o braço debaixo do nariz por causa do cheiro. Ele observa as roupas da menina e o corpo da mesma.

  Grudado em seu braço, havia um post-it escrito "sua cabeça ficará comigo como brinde. Ass: K."

  Dong-Gu olha para os guardas, que estavam mais em choque do que ele mesmo.

  — Quero que fiquem de vigia na minha casa, 24 horas por dia. — Ele diz aos homens. — Sem folga, até encontrarmos o sicário. Ou melhor, até ele ser morto.

***

  — Não quero trocar de roupa. — Heather fala à Jungkook pela milésima vez.

  Impaciente, o garoto respira fundo e joga as roupas masculinas no colchão ao lado de Heather, virando de costas para a garota.

Bulletproof Guys: Hired KillersOnde histórias criam vida. Descubra agora