cap. 18 segunda separacão.

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-O plano é o seguinte, na Vila central o povo é mais cuidadoso. Sempre estão rondando por precaução. Não acredito que mesmo com a força dos seus braços e o poder em seu sangue, nós conseguiríamos nos livrar deles tão fácil.

Well fechou os olhos concentrado enquanto ouvia o Plano, não era difícil de entender, e ele não era Burro, como Matias julgou. Somente não tinha nada para falar na maioria das vezes. Conseguia se expressar quando precisava. Não tinha uma inteligência aguçada para se gabar. Mas se recordava de uma ou outra pessoa que ele encontrou e com toda certeza os cérebros delas estavam em outro mundo.

Well amarrou os braços de Jonas atrás da costa com um cipó. O Virou para que ficasse de frente. Deu bofetadas no rosto dele até que sangue escorresse do nariz. Deu uma ajoelhada no estômago para finaliza-lo. Se ele tinha ar ou não para respirar, Well não se importou, empurrou e bateu nele toda vez que ameaçou parar. Jonas gritou mesmo que nao fosse de seu feitio.

Um guarda apareceu sem demora, carregava uma lança na mão e uma espada embainhada. Vestia o típico traje daquela região quente de verão, uma calça branca com manchas marrons de tantas lavagens e terra que grudava como tinta no tecido. Um fio branco circulava a bainha da cintura e servia como cinto para a calça não cair, também era cinto de armas.
-O que esse fez?
-Assuntos particulares, preciso levá-lo a presença do Tot.
-Siga-me.

Um macaco do rabo de fogo comia uma manga num galho baixo de uma mangueira. Olhava atencioso para Jonas, como se o pobre garoto fosse um espetáculo teatral. Well encarou o macaco, quando trocaram olhares, o macaco desapareceu entre as folhas. Demoraram 7 minutos para chegar a Vila.

Quando era criança e durante a época de treinamento Well passou por aquela Vila, desde então as mudanças não foram muitas, uma quantidade maior de Ocas, o pátio não aumentara e apenas duas novas estonqueiras foram plantadas. Ainda eram jovens e ninguém conseguiria dormir nelas. Seu rosto não era famoso, chamava atenção pelo forca que tinha. Era uma sombra de algo maior, suas aventuras não vividas talvez um dia inpirassem alguma canção.

Ao passar no Pátio, ordenou que Jonas se ajoelhar-se. Não muito depois eram o centro de uma Roda de pessoas curiosas, pessoas se deslocando para ver quem estava rendido e sangrando. Tot Cleiton veio acompanhado pelo mesmo guerreiro que encontrou Well. Trazia consigo uma lança prateada.

-O que é importante para me incomodar ?
-Ele estava com o grupo que fugiu da Tribo flores. Pode ter informações importantes sobre o que planejam fazer.
-E os outros ?
-Fugiram meu senhor, recebemos um ataque inesperado de Lobos. Meus companheiros de patrulha foram mortos, na ocasião eles aproveitaram para fugir, mas esse não teve tanta sorte.
-Muito bem, amarre-o de modo que não consiga escapar. Deixe -o aí até que Tot Adalto chegue amanhã no entardecer, ele saberá o que fazer, traga comida a cada 10 horas, talvez com fome ele fique colaborativo.

Well assentiu indiferente. A noite caiu e ele deixou Jonas amarrado nos pés e mãos, exatamente no centro do Pátio. Enquanto isso, já era noite quando se dirigiu até a Oca onde eram guardados os remédios. Não tinha mais ninguém ali, andou pelas prateleiras para ter uma noção geral do estoque. No seu ombro pendia a bolsa de Jonas. Pegou duas poções de Cura e guardou na bolsa. a luz das tochas ainda estavam acesas. E em meio aquela flagela luz, encontrar o que precisava custou alguns minutos preciosos.

-O que faz aqui, garoto?

Well prendeu a respiração com o susto. Virou -se lentamente em direção a voz, uma sombra estava em pé do lado de fora da Oca, entrou e sua estética ficou mais visível. Era bela, o que deixou um jovem em plena idade ainda mais nervoso.

-Gato comeu sua língua?
-É...

O olhar dela era inquisitivo. Uma pastinha quase cobria os Olhos. Usando um vestido decotado, que recebeu a atenção de Well por instantes antes de responder.

A Marca de um Rei Histórias para pegar e não largar. Descubra agora