Ao nascer do sol, Matias despertou com o barulho de passos debaixo da rede, não conseguiu se virar pra ver quem era por conta de um peso morto que ainda dormia sobre seu busto. Chamou-a aos sussurros. Ela apenas respondeu que queria mais 5 minutos. Tomou medidas drásticas mordendo a mão de Noemi e tapou sua boca abafando um grito.
—shhh. O que têm lá embaixo?
Noemi direcionou os olhos para o chão e seu rosto adquiriu um tom lamuriento, as sobrancelhas levantaram-se e negou com a cabeça enquanto dizia:
—Estamos fritos.
Lá embaixo estavam o equivalente a três homens armados com espadas e dois com arco e flecha, que estavam apontadas para eles. Os espadachins embainharam as espadas e fizeram um círculo ao redor da estonqueira, cada um encostou as duas palmas na árvore, de repente a rede balançou e os punhos começavam a se juntar como se quisessem prender peixes. Uns galhos se estenderam e circularam a rede formando uma prisão em formato de ovo. O galho que os prendia abaixou-se estendendo-se flexivel até o chão, onde um dos espadachins pegou sua espada e cortou o galho que deixava suspenso o casulo que Noemi e Matias estavam presos.
—Ora, Ora, Ora. Quem são esses intrusos ?—Falou um dos espadachins.
—Parecem exilados, mas o que fazem nessas terras? Diria que são uma boa recompensa, examine eles, Carlos.— Disse o flecheiro sorridente.
—Até exilados estão mais bem tratados que esses dois, achei umas pegadas, estavam indo no sentido norte, imagino que vinham de perto da fronteira, não é mesmo ?—Falou Carlos, um outro espadachim.
—Ohh, é verdade, você é um gênio meu rapaz, quais foram as novidades vindas de lá?— perguntou aquele que havia feito o pedido a Carlos.
—Um casal que fugiu lá das Flores, um é bem magrinho, com uma leve massa muscular, dizem que foge como ninguém. A garota é bem gostosa, dizem que é uma mulata dos peitos médios e um cabelo cacheado bem brilhoso. Não sei não, o cabelo tá precisando de uns cuidados, mas parece ser original, os peitos não dão de ver com esse vestido, acho que devemos tirá-lo para termos certeza.
—Não seja tão rude, Carlos, ofereça uma fruta pelo menos, que tal uma banana, mostre sua banana para ela.
Ao dizer as palavras, eles gargalharam como se a vida dependesse disso. Noemi corou com as visões que as palavras projetaram, mas o que ardia não era vergonha ou raiva, sentia medo, não sabia se eles falavam brincando ou se eram capazes de qualquer coisa.
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A Marca de um Rei
FantasyTempos depois da separação da pangeia, o mundo está dividido em partes desconhecidas, em um desses continentes uma revolução está acontecendo. Matias recebe um dom e parte para uma missão de formação de um único Reino. Por trás de toda a injustiça c...
