cap 12- Saudacões.

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Um exército de 1000 cavaleiros, 3000 guerreiros e 1000 bruxos atravessou a Fronteira da divisa entre Madereiros e Floristas. Tot estava na frente, foi de encontro com outros três Cavaleiros.
—Cavaleiros—Disse Tot, ao cumprimentá‐los com a cabeça.
—Tot Adalto, um prazer recebê-lo.
—Digamos que a causa não é tão nobre quanto gostaria que fosse.
—Por assim dizer, Tot Adalto, coisas ruins acontecem para que coisas Maravilhosas possam vir.
—Agraciado com tamanho elogio, mas ainda estamos a meia apresentação.
—Perdoe -me a displicência, me chamo Magno, supervisor da Vila central na ausência de Tot. O da direita é o Tony, supervisor da Vila Mais Próxima, e o da esquerda é Morte súbita, um renomado Guerreiro da Vila que Assusta.
—Esses seriam os nomes das Vilas?
—Sim Senhor.
Adalto sorriu um pouco, aliviando a tensão dos Cavaleiros.
—Gostaria que o nome das minhas Vilas fossem tão presunçosos e informativos como o nome dessas.
Juntos os 4 seguiram por um caminho feito e rasoavelmente Largo, o Exército acompanhou atrás no mesmo ritmo em 5 fileiras. Nas bordas da estrada de terra eram visíveis alguns animais que não se assustavam com a presença de humanos. Uma jaguatirica observava de uma árvore a grande movimentação incomum, comia uma folhas de turipas como se fosse pipoca. Embaixo um casal de jabotis ergueram os pescoços para terem uma visão melhor daqueles gigantes. Ficaram assustados com a quantidade deles e deram meia volta apressados para acharem um lugar bom de camuflagem.
— A vila mais Próxima é muito longe?
—Nessa marcha aqui, chegaremos em uma semana.
Tot assentiu, pensativo, lembranças de sua filha lhe atacaram. Mas ele as baniu com pensamentos racionais, mesmo enquanto conversava, jogava um xadrez mental. A guerra não perdoa, pensou ele,  não há erros ou acertos que não custem vida ou morte, Vitória ou derrota.

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