capítulo 11 ✔

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Ashyla narrando

Me encontrava caminhando por uma floresta escura, dando passos cautelosos e vigilantes pelo local forçando as vistas tentando enxergar além de um passo a minha frente. Me sentia sendo observada, o que me fazia sempre olhar ao redor. Continuei caminhando quando ouço passos atrás de mim, olho e vejo duas brilhantes esmeraldas me encarando com intensidade. No momento que meus olhos pousaram sobre elas me senti leve e protegida. De alguma forma sentia que não me faria mal. Sorrio no escuro.

Sou desperta por Harley que me sacudia de um lado para o outro.

_ Finalmente! Achei que acordaria mais não. - reclama se levantando.

_ Deitei e desmaiei, estava muito cansada. - falo bocejando. - Eu estava sonhando, sabía? Você me atrapalhou. - resmungo me esticando.

_ Sonhando de dia?

_ Sim. Qual o problema? - indago meio mau humorada por ter sido desperta de meu sono.

_ Deixa esse mau humor de lado e levanta logo, o Alpha chegou e quer falar conosco.

_ Quantas horas é isso? - pergunto ainda sonolenta.

_ São três e meia da tarde.

_ Nossa, eu dormi de mais! Isso não é normal pra mim.

_ É normal sim, você tava cansada depois de rolar por um penhasco e destruir alguns sacos de pancada. - fala socando o ar. - Eu vi seu estrago, sorte que aqueles bonecos não tinham vida, se tivesse já não teriam mais.

_ A para né! Você tá exagerando, eu não fiz isso tudo não. - falo me levantando e indo lavar o rosto, arrumo o cabelo e tô pronta. - Vamos?

_ Sim, senhorita. - responde me acompanhando.

_ Onde ele está?

_ Na cozinha. Esses lobos comem mais do que imaginei.

_ É de se esperar. Mas não temos muita moral pra falar deles, considerando que se for comparar comemos mais que eles. - observo fazendo careta.

_ É sério, onde vai essa comida toda? - questiona como se somente agora pensasse nisso.

_ Também gostaria de descobrir.

Tento acalmar meu coração que deixou de bater para pular dentro do peito. A presença do Alpha de certa forma me traz conforto, me faz sentir próxima ao meu pai, mas também me traz muito medo. E se isso for algum tipo de ilusão cerebral? E se for eu mesma tentando acalentar o frio de dentro de mim causada pela ausência dos meus pais? A ferida ainda dói como algo muito recente. Talvez seja isso, e essa estranha ligação que senti com ele seja apenas carência de uma figura materna.

Mas se for isso, por que raios ele parece tanto com meu pai? Qual a lógica para isso? Seria meu pai em um universo paralelo? Que ao invés de olhos caramelizados são de cor âmbar? Mas bem que essas duas cores não estão muito distante uma da outra. Como pode parecer até no modo elegante de andar? Os olhos, seria uma ilusão da minha cabeça ou eu realmente os vi ficarem caramelizados? Eu não posso está ficando louca, posso? Sinto minha cabeça girar com tamanha bagunça e confusão.

_ Ashy? Você tá bem? - ouço a voz da minha amiga me tirando da minha bagunça particular, só assim percebo que estava parada escorada no batente da porta da cozinha encarando fixamente o Alpha.

_ Sim. - respondo fraco voltando meu olhar para ela e olhando envergonhada para o chão. Ele deve está achando que sou alguma louca o olhando como eu estava.

_ Vem, vamos. - chama entrelaçando seu braço delicadamente no meu.

_ Alpha. - comprimento acenando levemente com a cabeça. Minha voz saiu trêmula, mas não é por medo, vergonha ou nada disso. Saiu trêmula pelo choro entalado em minha garganta que eu prendia a todo custo ao fitar aquele rosto. Pigarreio.

FILHA DA LUA AZUL _ Guardiã Histórias para pegar e não largar. Descubra agora