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Eu repudiava acordar cedo.
Quando havia começado as aulas da faculdade no período da manhã, eu realmente sofria de algo chamado falta de disposição e sono excessivo. E, por esse motivo, comecei a ingerir assustadoras quantidades de cafeína e energéticos (não ao mesmo tempo) para manter-me acordado.
Funcionava. Na maior parte das vezes.
Mas eu realmente ainda odiava a ideia de acordar cedo e tudo que envolvia sequer raciocinar e viver na sociedade contemporânea antes das oito da manhã.
Cometa tornou-se um despertador maravilhoso por sinal. Funcionava como um relógio peludo e babão. Me acordava pontualmente lambendo meu rosto ou meus pés descobertos - eu não era alguém muito fã de meias desde que a maioria foi comida - até que eu acordasse, fizesse um carinho em sua barriga e levantasse para tomar banho.
Apesar de meu repúdio, triplicado em um domingo, acordei um pouco antes dos tímidos raios de sol brilharem. Se havia pregado o olho por uma hora, havia sido muito.
Voltei para meu apartamento após sair da casa de Louis, aproveitando que não era tão longe e ainda ficava localizado no bairro, e encontrei Liam dormindo tranquilamente no sofá rodeado de travesseiros e abraçando o próprio corpo, parecendo um urso. Ele tremia levemente de frio pela janela aberta, fazendo-me ir até seu quarto procurando sua manta favorita e jogando por cima de seu corpo, que a abraçou no mesmo segundo. Dei risada. Liam era alguém muito sensível a baixas temperaturas.
Acabei tomando um banho rápido e colocando uma roupa limpa, pensando no que havia acontecido noite passada.
Louis na poltrona.
Louis com uma taça de vinho.
Louis pedindo para eu recitar sua poesia favorita.
Louis falando sobre meus olhos.
Louis dizendo que não consegue dormir por causa deles.
Louis me beijando.
Louis me colocando em seu colo.
Louis parando por um momento e me olhando com tanta intensidade como se pudesse derrubar minha alma.
Louis e eu dormindo na poltrona.
Juntos.
Abraçados.
Eu colocando Louis em sua cama em seguida.
E... Nada.
Nadinha.
Branco.
O que havia acontecido depois mesmo?
Ah, não importa...
Louis havia me beijado! Ele realmente havia me beijado depois de chegar de seu encontro!
Aquilo deveria significar algo? Ele ao menos lembrava? Não parecia estar com vinho suficiente em suas veias para talvez esquecer.
Com toda certeza ele lembrava-se da noite passada.
Escolhi uma calça de lino branca e uma blusa preta com meu lenço característico para o domingo que se iniciava. Era uma de minhas blusas favoritas, pois com pouca iluminação seu negro acendia-se e ela brilhava com seus minúsculos pontos luz que encontravam-se e juntavam-se. Fiz um laço no babado abaixo de meu pescoço e tentei dar um jeito em meus cabelos, penteando para trás e deixando os fios acomodarem-se. Não deu certo.
Parecia que eu havia tomado um choque. Dando de ombros, alcancei minhas botas de camurça e agradeci aos céus por meu tornozelo já estar liberado daquela bota cirúrgica. Havia retirado poucos dias após a primeira aula na casa de Louis. Foi um grande alívio no final a constatar que estava, de fato, tudo bem com minhas articulações. Peguei minha bolsa do dia a dia, limpei meus óculos e os encaixei novamente em meu rosto, saindo e deixando Liam dormindo tranquilamente antes de trancar a porta e voltar para o apartamento do advogado.
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Learning to Fall in Love | l.s
Hayran KurguHarry Styles ingressa em seu primeiro ano como professor de artes na escola primária da pequena cidade de Manchester. Entre muitos planejamentos de aula, desenhos coloridos e um cachorro que come todas as meias da casa, ele encontra Louis Tomlinson...
