24. Colorir nossa pele

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Se gostar da história não esqueça dos votos e comentários. Boa leitura. 💌

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Sugestões de música:
Para o começo e andamento:
Ghost of You - 5SOS
They Don't Know - Ariana Grande
Accidentaly in Love - Counting Crows
Lover - Taylor Swift
Para o final:
Again - Doris Day
How Does it Feel - D'Angelo
State of Grace (Acoustic Version) - Taylor Swift

LEIAM AS NOTAS FINAIS, POR FAVOR!

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(Harry)

Sempre pensei sobre o tempo.

Penso que o tempo é, ironicamente, suspeito de uma maneira singular.

Existem espaços marcados pelo tempo e na forma como ele se move. Em curtos espaços, há a existência de profundidades inexplicáveis. Sua relatividade o acompanha. Tudo que o faz progredir, é diferente de alguma maneira. A inconstância e voracidade distingue-se como tais.

E isso pode ser observado entre muitas frestas escuras.

O tempo progride, por exemplo, quando a pétala de uma flor recém desabrochada encontra o solo. Entretanto, ao sinal que uma segunda pétala chega ao chão, talvez em decorrência de ventos mais fortes que sua estrutura poderia suportar, a contagem de seu tempo e seu leve impacto na terra não é o mesmo que a pétala anterior. E não será o mesmo que a próxima.

São apenas esses lapsos temporais que sempre serão semelhantes, mas nunca idênticos. Não importa de onde vieram ou para onde irão. Não importa o quanto eles sejam importantes para alguém, eles ainda desfazem-se como poeira.

Quando noites em claro tocavam meu rosto, necessitando de minha permanência, insistência e atenção, era um costume forçar o cérebro a trabalhar. Minhas mãos tornavam-se instrumentos. As palavras abençoavam o papel como se estivessem mais vivas que minha própria carne. Os riscos, uniam-se. E certa indagação martelando pregas difíceis, com uma questão antiga:

Quanto tempo eu ainda tinha em mãos?

Grãos de areia rodavam e invadiam minhas unhas, entupindo sentidos. Ponteiros cutucavam minhas solas e calcanhares, nas quais eu não conseguia pisar confortavelmente. Alertas de segundos completos invadiam meus sonhos, onde eu apenas repousava para, no dia seguinte, estar em uma inquietante luta interna, questionando-me novamente, "O tempo é um inimigo. A memória uma completa ruína. Não consigo ver sentido de nada aqui."

Rodar em círculos.

Cair em um vazio.

Rachar-se.

Ser assoprado para longe juntamente com essas pétalas.

E, como em um passe de mágica, apenas uma coisa conseguia me retirar de certa - frustrante - agonia sobre a relatividade - desgastante - do tempo:

Observar como o mesmo parecia parar ao pé que sorrisos calorosos, honestos e gratuitos eram direcionados à mim. Sem pedir nada de volta.

Apenas existindo porque uma besteira foi dita. Porque um brilho de olhar nasceu e externou-se. Porque sua luz era tão forte que conseguia afastar toda escuridão. Porque era genuíno e sincero.

Learning to Fall in Love | l.sHistórias para pegar e não largar. Descubra agora