Quando o trem parou na estação de Genova, cerca de uma hora depois, Alberto tinha um sorriso gigante no rosto e mal conseguiu se manter parado, pulando do banco e puxando as mochilas dos dois do suporte acima de suas cabeças.
Durante toda a viagem ele havia tagarelado sem parar com Luca sobre os lugares onde poderiam ir, e não havia sossegado até Luca prometer que o levaria em todos eles, mesmo que demorasse algum tempo.
Então ele saltou para fora do trem, com as duas mochilas nas costas, apoiando as mãos em punho na cintura e encarando a estação com os olhos brilhantes.
— Uau, Luca, aqui é tão movimentado! Tem tantas pessoas! E o ar é... — ele inspirou profundamente, soltando de uma vez só em seguida. — ... tão diferente! Tem o cheiro de quando eu queimava alguma coisa na cozinha de Massimo misturado com o coco do Machiavelli.
Luca parou ao lado dele, rindo, e olhou ao redor também.
— Quando cheguei aqui pela primeira vez, minha reação foi parecida com a sua. Estava tão acostumado com Portorosso, que é pequena e silenciosa, então me surpreendi ao chegar aqui.
— É tão lindo... Mas eu estou com fome. Vem, vamos pegar a nossa Vespa e ir comer alguma coisa!
— Mas nós tomamos café da manhã fazem só duas ho...
— E isso importa? Vem!
Alberto começou a puxá-lo para o fim da locomotiva, onde ficavam os vagões de carga maiores.
— Eu ainda não sei como você conseguiu convencer o maquinista a nos deixar trazer nossa Vespa no trem. Giulia me disse que não podíamos fazer isso.
— Ah, você sabe, Luca, eu usei a maquilinação.
— A o quê? — indagou, olhando-o confuso, e Alberto sorriu convencido.
— A maquilinação. É uma técnica que aprendi com Massimo. É só você olhar os humanos nos olhos com uma expressão bem séria e ameaçadora e falar algumas coisas e puff! Eles fazem o que você quiser. Não é incrível?!
Luca o encarava com os olhos arregalados em choque. Então começou a rir.
— Alberto, você manipulou e ameaçou o maquinista?
— Foi. Ou quase — sacudiu os ombros enquanto coçava o queixo. — Não deu muito certo, na verdade. Então eu joguei um pouco de água no rosto e rosnei pra ele.
Luca riu ainda mais, balançando a cabeça para os lados.
— Alberto! — bradou, dividido entre a diversão e o horror. — Você não pode fazer isso!
— Por que? Deu certo, não deu? Confia em mim, eu sei o que estou fazendo.
Luca balançou a cabeça outra vez e voltou a caminhar, mordendo o interior da bochecha ao observar a expressão desgostosa e meio temerosa do maquinista quando Alberto se aproximou dele.
Eles pegaram a Vespa e saíram da estação, e Luca tomou o guidão enquanto Alberto se acomodava na garupa.
— Será que à essa altura eles já acordaram e leram nossa carta? — indagou enquanto começava a dirigir devagar.
— Ah, eles com certeza já acordaram. Você sabe que Massimo acorda cedo para pescar e Giulia é elétrica demais para dormir até tarde. Mas de que carta você está falando?
— A carta que eu pedi para você deixar para eles.
Alberto o encarou em silêncio, fazendo um pequeno bico, e Luca o olhou mais intensamente.
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Sob as Anchovas
Fiksi Penggemar{Luca x Alberto} ...e eles voltavam para ela todos os anos quando Luca voltava para casa. E se deitavam lado a lado na plataforma de madeira do topo, olhando para as anchovas brilhantes acima deles enquanto Luca contava tudo o que havia para ser co...
