Descobrindo a verdade!

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• Pov's Dulce Maria:

- Como conhece minha mãe? Vocês tiveram  um caso mesmo? Quero saber de todos os detalhes.

- Que? -Ele disse afastando um pouco o seu corpo da mesa.- Blanca era como uma mãe pra mim. Além do mais, ela era anos mais velhas que eu. Como pode pensar uma coisa dessas? -Perguntou indignado, dei de ombro.- Sei que posso ser um pouco safado, rebelde mas também não a ponto de pegar umas coroas. Mas confesso que nessa época, sua mãe a mulher mais gata que já vira. Você puxou à ela, tão linda.

Sinto minhas bochechas queimarem.

- Tá, mas conta, como foi que Felipe me encontrou?

- Quer dizer o seu pai... -Ele me corrigiu.- Ele realmente te ama.

- Felipe. Estou com raiva por ele ter mentido, se amasse mesmo não teria mentido.

- Ele teve seus motivo, não acho que deva sentir raiva, às vezes ele apenas não sabia como dizer a você teve medo de perdê-la. Não se zangue, dê uma chance. 

- Tá tá. Me fala logo como ele me encontrou e quem me deixou pro Felipe me criar.

-  Quando sua mãe foi atingida pela bala disparada pelo meu pai, a levei ao hospital mais perto de bayron.. e deixando claro, não fazíamos ideia de a estava grávida ainda não estava parecendo a barriga. -Ele olhou as mãos algemadas- Chegando no hospital foi submetida a uma cirurgia de emergência, o que os médicos não conseguiram evitar e ela acabou morrendo, não resistiu. Era um risco naquela noite, apenas conseguiram te salvar. Disseram que foram prematuro, que a qualquer hora ela entraria em trabalho de parto, porquê a gravidez era de risco.

- Então, eu fui a culpada e assassina de minha própria mãe? -Senti meus olhos embargarem e deixar lágrimas escorrerem pelo meu rosto.

- Não. Não diga isto. -Ele limpou meu rosto.- Você é a própria prova concreta de sua mãe. Que apesar do que ela presencial, só mostra o quão guerreira é você, uma sobrevivente.

Forcei um sorriso, dando um pouco de ombro.

- Mas e o que aconteceu? Quem me levou até Felipe?

- Eu.

Olhei surpresa.

- Você? -Perguntei e ele assentiu.

- Fiquei mais um tempinho no hospital, como havia nascido prematuro, que ficasse com os médico até que estivesse bem. E assim, que falaram que estava liberada, me deram uns papeis pra eu assinar e.. -Sorri ao lembrar.- Me virei pra você que era tão pequenininha, brincalhona, mas neste dia ja estava dormindo eu disse: "- Não se preocupe, pitchulinha, vai ficar tudo bem. Vou arrumar um lar para você.

- Pitchulinha? -Sorri confusa.

- Era o meu apelido pra você, que era tão pequena.

Sorri.

- E pra onde me levou, pra minha casa?

- Pra delegacia. Na sala de Felipe e ali me despedi da pitchulinha. -Ele riu simpático.

- Uma pergunta.

- Fala.

- Você é tão bom, foi tão legal com a minha mãe.. -ele assentiu- Então, por quê seguiu esse caminho de traficante? Roubando, matando e usando droga..

Ele se calou por um tempo.

- Acredito que a família Uckermann leva uma maldição, meu pai era o de tráfico de mulheres com drogas.. as usava como objetos sexuais...

- Não, não é isso. 

- Eu e meu pai somos muito iguais. - Você não é igual seu pai. Você é bom, eu sei disto. -Digo olhando nos olhos.

- Sou sim.. logo depois que a deixei na sala de Felipe, fui para Las Vegas começar uma nova vida e lá eu consegui ser o número um no tráfico aí vim pra Nova York ser o número um também. Mas algo começou a me impedir de trabalho. -Me olhou seriamente sem nenhuma expressão facial.

- É porque esse não é o seu verdadeiro caminho, Christopher. Você é bom. Você não é como seu pai.

- Para de me defender. Eu sou ruim e sempre vou ser e por isso estou aqui preso. E é por isso que deve voltar para o Lucas, ele sim te merece. Eu estraguei o seu relacionamento e esse é o mínimo que eu posso fazer.

- Não posso fazer isto. -Neguei com a cabeça.

- Considero o Lucas como meu melhor amigo apenas, nunca o vi como outra coisa sem ser amigo... -peguei na sua mão que olhou a minha.- E também outro motivo, no qual o que mais fiz foi pensar enquanto estava naquela droga cama de hospital, é que... que... estou apaixonada por você.

Ele levantou a cabeça surpreso.

- Apaixonada.. por mim? -Sorri.- Não.. Não Dulce, não pode ficar comigo. Vou é trazer mais sofrimento pra sua vida e não quero.

- Quem disse que você trouxe só sofrimento? Foi através de você que sei alguma coisa sobre minha mãe.

- É, mas agora você e seu pai estão brigados por minha causa. E nem pude te proteger do Pedro.

- Isso é de menos, nunca me repita esse nome. Sempre destetarei o Pedro, que apodreça no inferno. -revirei os olhos-  o que importa é que estou apaixonada por você.. -coloquei minha mão em sua bochecha, sorrindo- E você, está por mim?

Ele hesitou por um segundo.

- Não. -Ele olhou para os lados.

- Christopher. -Deixei minha mão cair de seu rosto.- Isso não é verdade, pode achar loucura mas eu sinto que sente o mesmo por mim. Que me ama. 

- Sinto muito se não quer acreditar. É a verdade.

- Está mentindo.. mas olha, vou conversar com Felipe para que ele possa te tirar daqui.

- Não. Não quero faça nada por mim. Se quer fazer algo por mim, -se levantou da mesa olhando nos olhos- Vá pra casa, e não volte aqui. É o melhor a se fazer. -Caminhou até a entrada da cela de visitas- Já terminamos. -Disse alto.

- Christopher, você não é desse jeito. Aqui não é seu lugar.

- Vai. Não preciso de sua ajuda. 

Christopher disse algo ao policial que o conduziu de volta a sua cela, deixando Dulce sozinha.

- Sei que o que disse não é verdade, Christopher.. e eu vou te tirar daqui. Você é bom. 

Disse à mim mesmo e peguei minha bolsa e sai e fui em direção à porta do escritório de Felipe. Parei em frente me decidindo se devo ou não entrar.

" - ...Não se zangue, dê uma chance." 

Me veio a lembrança a dica que Christopher falado. Suspirei, respirei fundo e bati na porta.

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Comentem o que acharam..

Um super beijosss meus amores 😘♡

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