A reconciliação!

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• Pov's Dulce Maria:

Bati uma, duas e três vezes.. estava preste a desistir, até ouço uma voz rouca e embargada dizer para entrar, assim o fiz.

Caminhei lentamente vendo ele se levantar e também se aproximando lentamente, abrindo um sorriso.

- Dulce!

- Vim aqui pra saber onde dormiu, já que não foi pra casa esses dias. -Digo um pouco seca.

- Como.. bom, como não queria me ver por estar com raiva de mim decidi dormir aqui mesmo, no escritório.

- Raiva não, magoada porque mentiu, me escondeu o fato de ter me adotado. -Eu disse.- Mas isso não significa deixar de dormir em casa. 

- Queria te dar um tempo, entendo o que está passando e o que está sentindo. 

- Podia ter ido dormir em casa. -Ele permaneceu em silêncio me encarando.- Você está bem?

- Sim. -Ele sorriu- E você?

- Por que não me contou que decidiu simplesmente me adotar? Que fui deixada aqui na sua sala...

- Fiquei tão emocionado por tê-la encontrado aqui que não pensava em mais nada. Era tão pequena e frágil que queria pegar e proteger.

Sorri.

- Mas nunca passou pela sua cabeça que um dia teria que contar ou alguém que saberia do meu passado me contaria a verdadeira história?

- Sim, mas ao mesmo tempo tive medo... medo de que algum dia que você viesse descobrir fosse me odiar, não querer me ver..

- Ia entender, mas não odiaria. Como odiaria o homem que passou a sua vida inteira cuidando de mim? Esquecer o melhor pai que existe?

- Tente me entender.. -ele começou a andar pela sala- não é de fato o que devera ter feito ou não, a realidade é que... -voltou o olhar para mim.- Tínhamos uma relação invejável de pai e filha, e me apeguei de uma tão forma que não conseguia pensar nenhum segundo de que você não era minha filha de sangue... porque para mim sempre foi. E não queria que isso acabasse de tal forma. 

Felipe começou a dizer e seus olhos logo se encheram de lágrimas, fazendo o mesmo comigo. 

- Eu não fiz por mal, Dulce. Eu te amo tanto.. dou minha vida por você, mesmo agora sentindo essa raiva toda. Te amo, te amo e te amo tanto.

Sorri e o abracei forte, ele ficou surpreso e logo retribuiu o abraço molhando meu ombro com suas lágrimas.

- Não tenho raiva de você, entendo. Só fiquei magoada e bastante confusa, pois não é fácil passar a vida inteira com um pai pra depois descobrir que não é seu pai de verdade. -Digo ainda abraçada com ele- Também te amo.. pai. Tenho tanta sorte de Deus me colocado nesta sala pra ser criada pelo melhor homem da minha vida. -me afasto olhando pra ele que sorria.- e agora pode dormir em casa. Já fica o dia todo nesta sala merece uma cama.

- claro. 

- Er... pai, posso te pedir uma coisa?

- O que quiser minha filha.

- Não sei se sabe, mas... -sentei na cadeira olhando-o enquanto sentava de frente pra mim.- mas o Christopher que foi o responsável de você me conhecer e me criar.

- Como assim?

- Foi o Christopher quem me deixou aqui na sua sala. Ele conheceu minha mãe.

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