Capítulo 47

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 Daiane

- o que tá acontecendo? - Ricardo perguntou soltando o livro que estava lendo 

- Não tá acontecendo nada, eu só tô um pouco aflita, sabe um pressentimento ruim? Só isso, mas deve ser bobagem -falei e ele me abraçou

- Não vai acontecer nada meu amor -falou e ficou fazendo cafuné no meu cabelo nem vi a hora que apaguei.

[...]

-Bom dia -falei beijando o meu marido, ele estava sem camisa, como poderia existir um homem tão sexy e ser só meu? 

- Quero ser acordado assim todos os dias -falou baixo enquanto acordava 

- O que você está querendo Daiane? -perguntou e então sussurrei algumas coisas em seu ouvido. 

Foi o suficiente pra ele acordar e me beijar freneticamente e fazermos aquele sexo matinal.

- Eu tô adorando essa gravidez -falou Ricardo ofegante 

A gravidez havia feito o meu desejo sexual aumentar muito, então o meu marido estava adorando isso.

-Mamãe - minha filha bateu na porta e eu ri 

- Cancela a segunda rodada -falei me levantando 

- A gente pode fingir que ta dormindo -falou e eu ri 

 - Mamãe -Analu bateu novamente na porta 

-Cuida dela, vou me limpar -falei indo até o banheiro e o meu marido foi pegar a nossa caçula

- Mamãe Nalu teve pesadelo -minha filha falou vindo até mim e pediu colo. 

Uns minutos depois ela já levantou decidida á acordar a Vitória. 

-Amor, já está aparecendo -Ricardo falou sobre a minha barriga enquanto eu trocava de roupa

 - Eu não acho -falei ficando de lado.

- Mamãe, a Analu me acordou - Vitória chegou quase dormindo no meu quarto.

Hoje é sábado, eu esperava que essas crianças dormissem mais  

- Bom dia papai -Vitória falou indo abraçar Ricardo.

- Então hoje é o grande dia -falei com  Vitoria que lembrou da apresentação que teria.

[...]

A escola organizou o evento no sábado justamente para que todos os pais pudessem ir. Já que era uma escola particular e metade dos pais ali trabalhavam de segunda a sexta.

Estávamos sentados em uma das primeiras fileiras do avento, Analu estava ansiosa pela irmã. Patrícia havia viajado no fim de semana então não poderia vir no evento da filha 

- Senhora Daiane? -uma moça me chamou

- Sim 

-A Vitória que falar com você -falou 

- Minha filha ta bem? -perguntou Ricardo 

- Esta sim, ela pediu pra chamar a mãe dela -ela disse e então me levantei e fui até ela, estava no banheiro chorando

-Ane -ela disse me abraçando 

- O que foi? tá nervosa? -perguntei 

-  Eu... eu to sangrando - Vitória falou e eu sorri 

- Ane não tem graça 

- É normal meu amor, você se tornou mocinha, vem vou te ensinar a colocar absorvente - falei a levando até uma cabine o entregando um absorvente externo. 

Ricardo ficaria louco em saber que afilha estava se tornando uma mulher.  

- Pronto -falei 

- E se sujar? 

- Não vai. 

- Ane, eu tô com medo e se eu não conseguir estando desse jeito? 

-Vitória, isso é normal, acontece com todas as mulheres, não sei se sua mãe já conversou sobre isso com você, mas isso é uma dadiva divina, e por mais que incomode as vezes nos faz lembrar o quanto nós mulheres somos fortes. Você vai lá no palco e vai arrasar, eu estarei de pé te aplaudindo Vitoria, você é uma menina incrível, dê o melhor de si, não deixe que uma coisa tão pequena te cause insegurança. 

- Obrigada, Você é a melhor segunda mãe do mundo, eu nunca teria coragem de chamar o meu pai -falou e eu ri. 

Dei á ela um remédio pra cólica e voltei para a plateia

- O que aconteceu? -perguntou 

- Coisa de mulher -falei 

Logo as turmas começaram a se apresentar a ultima seria a da Vitoria que seria uma apresentação mais demorada. A minha enteada deu um show de atuação. Ricardo ficou enciumado apenas com o abraço que o príncipe deu na bela. Eu apenas chorava 

Após terminar as apresentações esperamos a Vitoria que vinha ao lado do garoto que dançou, ao nos ver ela ficou vermelha, rapidamente se despediu do menino e veio em nossa direção.

- Você brilhou meu amor -falei abraçando ela

- Realmente, você cresceu. Parabéns minha filha 

-Parabéns Vivi -Analu falou abraçando a irmã

Comemos um super lanche em uma hambúrgueria e estávamos a caminho de casa.

- Passa em uma farmácia pra mim? -pedi e Ricardo assentiu.

Peguei tudo que achava necessário para vitória, absorventes diferentes para ela testar, protetores diários e alguns remédios pra cólica. 

- Pra que isso se você só menstrua daqui há oito meses? -Ricardo perguntou ao me  ver com as sacolas

- Não é pra mim -falei e entreguei as sacolas pra Vitoria no banco de trás.

Ricardo não movia um musculo do rosto.

-Papai você está bem? -Vitória perguntou 

- E...Eu, nossa, mas já? -ele disse 

- Acontece, ela ficou mocinha, faz parte -falei 

- Eu queria ter gravado a sua cara -falei ele passou a mão no rosto 

- Minha filha cresceu -falou mais pra si mesmo, pude perceber que seus olhos marejavam, me julguem mas foi uma das cenas mais lindas que já vi.

[...]







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