Capítulo 20

86 10 0
                                        



Ricardo

A cada dia que se passava eu observava mais ela, ainda mais depois da nossa viagem, ela tinha um jeito tão doce, mas em seu olhar carregava tristeza.

Depois descobri o que havia acontecido no seu antigo emprego, se apaixonou pelo sobrinho do Joao, que pelo que soube tem uma noiva, não consegui filtrar muitas coisas mas com certeza, seria ele o motivo do seu olhar cheio de medo e mágoa.

Eu temia muito isso, mas aconteceu, eu estava completamente apaixonado por ela, até mesmo a minha filha não parava de falar da moça de cabelos cacheados, era inacreditável, ela ganhou a Vitória de primeira, minha filha normalmente é mais reservada, mas com ela foi diferente. 

Eu tinha medo de conversar algo com a Daiane, saber mais dela, da sua historia.

Sentado em frente ao computador eu pensava sem parar em tudo. 

Escutei alguém bater na porta e autorizei a entrada, e era ela.

-Senhor Arantes, esse documento precisa da sua assinatura. –falou e eu assenti

-Sente-se – falei

- Senhorita Daiane, o contrato dos Linhares já chegou? –perguntei enquanto passava o olho de relance no documento

- Ainda não. Liguei hoje para o escritório e eles disseram que ainda essa semana eles entregam. -ela falou e eu assenti

-Certo, posso perguntar algo? –eu arriscaria agora, seria ousado? Não sei, mas eu faria.

- Sim –falou

-Quer almoçar comigo no domingo? Quero dizer, comigo não, a Vitória também vai estar e ela não para de falar de você e o quanto ela quer rever você, então achei que poderia ser legal –falei

- Claro, só me passa as informações –falou

-Não é um almoço como funcionaria Daiane, mas sim como amigos. –falei e ela assentiu e me deu um sorriso fraco.

-Não sei se posso aceitar –falou

-Porque não? –perguntei curioso

-Somos diferentes senhor Ricardo e não quero que tenha um impressão errada, não quero misturar as coisas –falou

-Prometo não fazer nada, é só pela Vitória mesmo. –falei e ela assentiu dessa vez

-certo, obrigada pelo convite. –ela falou e saiu dali um tanto quanto apressada.

 Sorri vitorioso da tamanha coragem que eu tive normalmente me tremeria inteiro por isso, já que tinha tempo que eu não chamava uma mulher pra sair. 

Mas o receio da Daiane em aceitar me deixou um tanto receoso também. 

O resto do dia foi tranquilo.

Os dias passaram rápido, o domingo já estava ali, fui buscar a Daiane em sua casa juntamente com a minha filha, a vi passar pela portaria, ela usava um vestido azul com florzinhas brancas, roupas típicas de gestantes, os seus cachos estavam soltos, ela estava esplendida, desci do carro e a cumprimente e abri a porta do passageiro para ela e se sentou ao meu lado no banco do passageiro, eu estava com cara de bobo, certeza, dei a volta e entrei no caro.

- Boa tarde –falou com um sorriso no rosto

-Boa tarde –falei

-Boa tarde titia –Vitória falou no banco de trás.

-Vocês querem ir onde?- Perguntei

- Papai, não quero comer naqueles que tem aqueles tanto de talher – Vitoria falou me fazendo rir

- tá bom filha e você Daiane quer ir onde? –perguntei

-Fico a mercê de vocês. -falou, escolhi um restaurante um pouco mais simples mas aconchegante, sentamos a mesa e fizemos nosso pedido

-Titia quando o bebê nasce? –perguntou vitória com os olhinhos brilhando

-Daqui a quatro meses e meio –falei

- Papai quando o neném nascer você vai me levar pra ver ne? –perguntou

-Se a Daiane quiser –falei

-Claro senhor Arantes, será um prazer sua visita Vitória –falou

- Então eu levo, mas só se parar de me chamar de senhor –falei sorrindo e ela retribuiu

Minutos depois o nosso pedido chegou, almoçamos e conversamos amenidades. 

Por insistência da minha filha passamos numa sorveteria e depois fomos caminhar no parque, a companhia de Daiane era mais agradável do que eu imaginava, ela exalava inocência e aconchego, era a mulher perfeita aos meus olhos, seu cheiro suave me deixava extasiado.

- Ricardo a quanto tempo –a voz ecoou ali, eu conhecia, apenas pelas vezes que foi na empresa.

 Era o pai do Marcos

-Boa tarde Jorge, como você está? –perguntei

- Estou bem e você? Vejo que se casou novamente, formam uma linda família. –ele falou senti Daiane se encolher, eu sabia bem o porque mas ela não sabia que eu tinha tal informação.

-Eu estou bem, pois é, não oficializei a união ainda. –falei e ele assentiu

-Bom, tenho que ir, que a criança venha com muita saúde. –ele falou e se despediu com um aperto de mão.

Fomos até o escorregador com a vitória e sentamos esperando ela de longe, ela fez uns amiguinhos e brincava com eles.

-Porque mentiu para aquele senhor? –perguntou o que eu já esperava

-Eu sei um pouco sobre você... e sei que aquele homem ali não é uma das melhores pessoas e que talvez ele seja o avó do seu bebê –falei e vi ela engolir seco

-Como sabe? –perguntou

-Daiane, todo mundo que entra na empresa é investigada de certa forma, e com você não foi diferente, eu não conto isso pra ninguém, são coisas confidenciais, mas gosto de saber com o que estou lidando, eu não sei toda historia, ou quase toda... apenas coisas por alto, e sei que a única verdade quem sabe realmente é você, eu só menti para não gerar um clima estranho, e acredite aquele homem não reagiria bem ao saber do seu filho, ele não tem uma fama muito boa –falei e ela assentiu, ficamos ali brincando o resto do dia, até que levei a Daiane para a sua casa.

 Ela desceu do carro e eu desci também.

-Me desculpe por ter mentido –falei olhando para ela, céus, como podia ser tão linda?

-Não tem porque se desculpar, obrigada por me livrar dessa confusão. Adorei passar à tarde com vocês, na verdade... Adoramos - falou passando a mão na barriga eu sorri ao ver aquilo

-A gente adorou a sua companhia, Vitoria, desce pra se despedir meu amor. –falei para minha filha que desceu imediatamente

-Vem depois dormir um dia comigo aqui –Daiane falou e abraçou minha filha, que ficou contente pelo convite, ela me abraçou e se despediu com um sorriso, era é o verdadeiro MULHERÃO DA PORRA, eu estava realmente apaixonado. 

Assim que ela entrou em casa eu sai dali com a minha filha que não parava de falar do tanto que ela gostava da Daiane e pra ser sincero, eu também!

O Amor para AneOnde histórias criam vida. Descubra agora