Capítulo 16

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DOIS MESES DEPOIS

Minha barriga já tinha dado sinal, eu estava com quinze semanas indo para o quarto mês, na faculdade tudo ia bem, eu usava blusas grandes pra esconder a gravidez por enquanto, porem havia comunicado na diretoria que eu estava gestante, mas não trancaria a faculdade, era meu sonho ser psicóloga e não iria desistir, daria um jeito, só iria ficar umas semanas fora quando fosse ter o bebê e queria adiantar as tarefas e como sempre a dona Célia foi muito compreensiva já que eu era uma das melhores alunas daquela faculdade.

Após o termino das aulas eu fui em direção à saída vendo quem eu menos esperava, Marcos.

-Oi Daiane -falou parando em minha frente

Eu já não sentia mais nada, vendo ele percebi isso, ele me machucou da maneira mais dolorosa possível, não sentia nem raiva mais, esse tempo me serviu de aprendizado, a gente perde tempo achando que só existe um amor na vida da gente, e se esse amor nos machuca não devemos voltar de maneira alguma.

- Você aqui? -perguntei

- Eu vim acompanhar minha noiva, ela veio se informar da faculdade - ele falou com vergonha e eu ri irônica.

-Tinha que se justo aqui? -perguntei e ele contraiu os lábios

- Desculpa, ela quis vir conhecer o campus, você está linda, parece feliz. -falou e quando eu ia responder a noiva dele chegou

-Vamos amor - falou com Marcos e me olhou

-Gisely essa é a Daiane, ela trabalhava na empresa do meu tio -ele falou e eu notei sua cara de indiferença, sua barriga era bastante visível, provavelmente uma gravidez mais avançada que a minha.

- Prazer, Daiane. -ela falou me estendendo a mão e eu a cumprimentei.

-O prazer é meu, sua barriga está linda, quantos meses? -perguntei curiosa

-Cinco meses, quase seis. -ela falou passando a mão na barriga, olhei pra ele e vi que não havia tanta felicidade no seu rosto, tinha a face cansada, parecia ter passado por um furacão.

-Meus parabéns, mas tenho que ir -falei e saí dali.

Pensei na possibilidade de contar pra ele, mas não adiantaria, ele iria se casar e isso daria problema para os dois, tomei um banho e me deitei e comecei a olhar minha barriga, sentia algo estranho, como se estivesse andando.

- eu vi seu papai hoje, acho que ele nem percebeu que você estava comigo, mas foi até melhor, você sempre vai ser amado ou amada pela mamãe, eu sempre vou te proteger de tudo -falei alisando a pequena barriga.

Em pouco tempo não teria mais como esconder, só usava blusas masculinas na faculdade, somente no emprego sabiam que eu estava grávida e eu já tinha feito muitos amigos. 

Eu dormi que nem percebi, quando acordei já era hora de trabalhar, corri e comecei a me arrumar, comi uma fruta e sai de casa, quando cheguei o Ricardo já estava.

-Daiane, eu posso falar com você? -perguntou e eu assenti indo ate o seu escritório

-Bom você já esta aqui há dois meses e eu te contratei sabendo da sua gestação, eu queria falar que vou precisar fazer uma viagem de negócios, e eu preciso que você venha junto, se possível. -falou

-Claro, isso não vai ser problema -falei

-Viajamos na sexta a noite e voltamos na segunda, vai ser uma conferência em uma das construtoras da nossa rede de negócios no Rio de Janeiro -falou e eu assenti acabei de resolver alguns assuntos de reuniões eu saí da sala dele, e logo fui almoçar.

Combinei com Ravena em um restaurante a poucos metros da empresa.

-Oi amiga –falei assim que cheguei a mesa que ela estava

-Oi, como meu afilhado tá? –perguntou e eu ri, é inacreditável que quando a gente tá gravida não pergunta mais sobre a gente apenas pelo bebê.

-Acho que tá tudo bem , mas eu tô bem também. Obrigada por perguntar amiga. –falei e rimos

- E o trabalho como está? –perguntei

-Tá indo bem, vou ter que viajar com o Ricardo na sexta para o Rio de Janeiro –comentei

-com aquele boy eu iria até o fim do mundo -falou e eu ri.

Realmente Ricardo era um partidão, alto, barba sempre bem feita, as mulheres devem se jogar aos seus pés, pareces aqueles galãs de livros.

- Você não tem jeito Ravena -falei rindo, logo o garçom trouxe o nosso almoço.

-Amiga, ele ta apaixonado por você, desde o dia que fui lá percebi isso, não tem pra onde correr –falou e eu sorri

-É loucura da sua cabeça Ravena, ele apenas é compreensivo. -falei e ela sorriu. 

Ravena se tomou por essa teoria desde que ela foi à empresa semana passada levar almoço pra mim, nunca que ele iria se apaixonar por mim, sem contar que depois de todo esse alvoroço que vivi quero distancia de homem, assim não me machuco, sem contar que agora tem meu filho também.

-Tá bom amiga,você nunca percebeu o jeito como ele te olha? veremos daqui há alguns meses Daiane Arantes –ela falou e eu sorri negando com a cabeça, essa possibilidade só existia na cabeça avoada da Ravena.

-Amiga, o Henrique e eu conversamos e o que você acha de morar a gente? To achando meio distante e com essa gravidez, é meio complicado, você moraria com a gente por um tempo e tals. Eu como madrinha da nossa pequena criatura gostaria que você viesse morar com a gente. -falou e eu ri

-Sei não Ravena, não gosto de incomodar e você sabe –falei

- Pensa direitinho amiga. –falou e eu assenti. 

Depois de conversar amenidades eu voltei a empresa e comecei a revisar uns documentos que estavam comigo.

O Amor para AneOnde histórias criam vida. Descubra agora