Capítulo 4

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§ Seventh Heaven §

MIRANDA ON


Os dias finais do "retiro", ou programa como Joshua costuma chamar, foram completamente deliciosos. Andrea e eu transamos o tempo todo disponível. Todas as posições. Até as que eu realmente nem fazia ideia de que existiam.

O último dia chegou e eu suspiro ao fechar a minha mala.

Obviamente estou voltando para casa com uma leveza que não dá para calcular ou dizer em palavras. Ao chegar aqui, vim com o meu coração espedaçado por um luto que eu insistia em manter vivo. Talvez o sentimento de culpa pelo acidente tenha contribuído. Mas esses dias nesse lugar e os momentos que vivi com Andrea, me ensinaram que ainda há muito para viver.

O jovem Simon chega com outro rapaz para pegar meus pertences. Simon permite que o rapaz saia com a mala e me olha. Ele verifica o rapaz saindo e discretamente me entrega um pequeno envelope.

— Obrigada, Simon.

Eu lhe falo e ela vai saindo.

— Ei.

Ele se vira e se aproxima.

— Isso é um bônus merecido. — Falo e entrego a ele um envelope.

— Quê isso? Não precisa. — Ela fala com um sorriso nos lábios.

— Precisa sim. — Coloco o envelope nas mãos dele e o faço segurar. — Sua discrição e seus serviços foram muito apreciados.

Ele sorri e concorda.

— Até mais, Simon.

— Até mais, Miranda.

Ele fala e dá as costas.

Abro o meu pequeno envelope e vejo uma embalagem de farmácia. Pego o comprimido dentro da embalagem, jogo na boca e engulo junto com um enorme copo d'água. É só uma precaução.

Respiro fundo e olho para a cama. Sorrio ao lembrar de todas as loucuras que fizemos nessa cama na noite passada enquanto nos despedíamos uma da outra.

Sigo para fora do quarto e caminho até o carro que me aguarda. Antes de entrar no carro olho para o lugar mais uma vez.

Vou guardar boas lembranças desse lugar. O nome Seventh Heaven faz jus ao lugar.

Andrea Sachs com certeza transformou os meus dias no sétimo céu.

¨SH¨

2 MESES DEPOIS

A volta para a minha empresa foi instantânea. Na mesma noite em que voltei para casa, recebi um e-mail de Joshua confirmando a minha estadia completa e satisfatória no que ele chamou de "programa restaurador psicológico".

Que nome bobo.

Mas foi necessário para anexar junto ao laudo dele me liberando para voltar às minhas atividades completas na empresa.

A equipe de CEO e meus sócios não tiveram qualquer objeção. Devo admitir que no lugar deles eu teria agido da mesma forma. A minha empresa começou do zero. E ter um sócio desiquilibrado de alguma forma, seria inaceitável em todas as conjecturas.

E nos últimos dois meses eu venho me sentindo completa. A empresa está melhor do que nunca, com o projeto de abrir uma filial em Amsterdã, o que é algo que me deixa encantada. Sigo com minhas atividades pertinentes ao meu cargo a todo vapor. Algumas pequenas viagens realizadas e negócios importantíssimos fechados.

Seventh HeavenOnde histórias criam vida. Descubra agora