Capítulo 9

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§ Seventh Heaven §


ANDREA ON

Acompanhei Miranda em mais uma consulta e após um bom lanche, a levei a uma loja de artigos infantis. Céus, eu to completamente apaixonada por tanta coisa fofinha.

A loja é imensa. E para todos os lados que eu olho vejo roupinhas, casaquinhos...Uma coisa mais perfeita que a outra.

— Oh, meu deus. Olha isso!

Eu digo segurando um sapatinho minúsculo cheio de dinossauros bebês.

— É lindo. É tudo muito lindo!

Miranda diz e se aproxima de mim para verificar os sapatinhos.

— O que você acha? — Eu pergunto.

— Acho que deveria comprar dois pares. — Ela diz enquanto olha alguns artigos na prateleira.

— Eu sei...Eu quis dizer, o que você sente?

Eu digo e ela me olha.

— Como assim? — Ela questiona.

— Acha que será duas meninas, dois meninos...Um casal. — Eu falo.

— Eu não sei. — Ela abre um pequeno sorriso. — Só sei que serão os bebês mais perfeitos do mundos.

— Ah, disso eu tenho certeza! Olha a mãe linda que eles têm. — Eu afirmo.

Aponto para ela e o seu sorriso se amplia.

E olhando para Miranda, percebo suas bochechas rosadas e ela tentando conter o sorriso. É a primeira vez que a vejo envergonhada com tanta clareza.

A vejo cambalear um pouco e agarro em meu corpo.

— O que...

— Foi só uma tontura. — Ela afirma.

Olho para a mãe dos meus filhos. Ela tem olhos azuis, mas nesse momento os vejo acinzentados.

Nos olhamos por um momento e de repente sinto meu corpo todo se esquentar.

— Pode me soltar. Eu...Eu estou bem!

A voz de Miranda sai quase como um sussurro e devido a nossa proximidade eu consigo sentir o hálito de menta vindo dela.

Meus olhos migram para os lábios dela. Lembro do beijo quente e doce que Miranda Priestly é capaz de dar. E de todo o prazer que a boca dela é capaz de proporcionar.

Engulo a seco.

— Andrea, pode me soltar!

Ela repete e me desperta. A contragosto eu a solto.

— Tem...

Pigarreio e tento voltar a minha sanidade.

— Tem certeza de que está bem? — Pergunto.

— Tenho sim. — Ela afirma.

Juntas, escolhemos algumas roupinhas e alguns sapatinhos. Prometemos uma para a outra que não exageraríamos sobre as compras por ainda ser cedo e não sabermos ainda o sexo. Então, escolhemos pouquíssimas coisas.

E para não a cansar, a levo para casa. Dentro do carro, olho pelo retrovisor e vejo Miranda adormecida. Samantha disse que as grávidas se cansam com muita facilidade, então preciso pensar nisso no próximo passeio.

Por um motivo ainda desconhecido por mim, resolvo pegar o caminho mais distante do apartamento dela. Só para poder passar um pouco mais de tempo com ela e os bebês.

Seventh HeavenOnde histórias criam vida. Descubra agora