Capítulo II e III

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Ah, se todo o tempo bom durasse, mas...

"a felicidade dura pouco".

Emily detestava essa frase.

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Emily Jones

4 anos depois

Marta, enquanto se aprontava para sair para o ateliê, ainda com sua caixa de linhas e agulhas nas mãos, abriu um sorriso direcionado à filha, ansiosa pela proposta que queria lhe fazer.

- Emy, que acha de ir trabalhar comigo na casa de costura esta manhã?

Naquele tempo, uma garota tinha um acesso limitado a muitas coisas, mas por sorte uma delas não era o bordado. Emily sabia cantar um pouco, tinha desenhos aceitáveis, mas nada era mais impressionante que seus bordados. Ela sorriu feliz. Havia crescido para o posto, afinal.

Não tinha mais sete anos, onde tinha apenas a tarefa de ajudar a cuidar de seu irmão. Tinha onze agora e como diria sua mãe, já era quase uma moça!

- E Isaac, mamãe? - perguntou a jovem, de repente preocupa.

- Não se preocupe, ele irá conosco! É um garoto obediente, ficará ao meu lado - Marta sorriu, Emily também. Este era aquele momento de felicidade... Que como diria o ditado, durava pouco.

Os três, mais tarde, seguiram até o ateliê, que se encontrava em uma esquina perto da casa. Era manhã, então, mais uma vez, Birmingham tinha seu movimento matutino usual. E, novamente, Emy observava as pessoas, os carros e os cavalos puxando carroças pelas ruas, distraída como sempre.

- Vamos, é aqui - Marta os aproximou de uma porta de vidro, que revelava a imagem de quatro mulheres trabalhando. Uma jovem, duas de meia idade, e uma senhora bem mais velha já de cabelos brancos. O tilintar do sino ao abrirem a porta chamou a atenção das costureiras e Marta sorriu para todas.

- Trouxe companhia!

Todos começaram a se conhecer. A jovem de cabelos ruivos se chamava Rose, já as outras senhoras de meia idade, que depois Emily descobriu que eram irmãs - e se perguntava se não eram gêmeas pelos cabelos loiros e rostos tão parecidos, - se chamavam Katherine e Margareth. E por último, a senhora mais velha e feição doce, Elizabeth.

As quatro trabalhavam sob máquinas de costura ou bordados à mão, concentras em suas tarefas e atentas aos adornos e detalhes.

- Sente-se aqui - Marta falou ao se sentar em sua cadeira de rotina, sinalizando a mão para que Emy ficasse ao seu lado. Já Isaac, ficou de pé, por mais que não tivesse tanta paciência.

A jovem Jones se pôs a fazer bordados de flores em algumas roupas. Por mais que desse trabalho, adorava como que, com o tempo, o bordado se tornava cada vez mais bonito onde as rosas vermelhas pulavam do tecido, junto de outras pequeninas brancas ao redor.

𝙊𝙨 𝙄𝙧𝙢𝙖̃𝙤𝙨 𝙎𝙝𝙚𝙡𝙗𝙮Onde histórias criam vida. Descubra agora