Emily Jones era apenas uma criança quando ouviu sobre os jovens irmãos Shelby.
Após esbarrar com um deles, o aviso de sua mãe a fez repensar. Eles seriam maus? Tinham quase sua idade... Devia temê-los tanto assim?
Bom, uma amizade - ou não - lhe tra...
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***
Thomas Shelby
Thomas estava de cabeça baixa, pensativo, enquanto caminhava pelas ruas de Birmingham. Se sentia tolo por ainda estar pensando na mulher que havia visto na costureira.
Patético, pensou ele. Ela nem era tão bonita assim.
Mentiroso.
Uma das mulheres mais bonitas que já havia visto na vida, se não a mais. Thomas sabia reconhecer a beleza em uma pessoa, principalmente quando se trata do sexo feminino.
Os cabelos escuros, a pele morena e os olhos verdes como duas esmeraldas lapidadas. A brilho daquele olhar havia o atingido em cheio, mesmo que em poucos segundos. Já tinha recebido muitos olhares mal encarados, temidos, desesperados e até perigosos. Mas no daquela mulher... só havia doçura.
Na tentativa de por os pensamentos em ordem, Thomas cendeu um cigarro. Por mais que tentasse tirar aquilo da cabeça, tinha que admitir... Aqueles olhos eram familiares.
- Que cara é essa, Tommy? - perguntou Arthur, assim que o viu entrar no pub.
- Está falando do quê?
- Com o que está pensativo? - insistiu o irmão, atrás do balcão, pegando um copo e uma garrafa de whisky irlandês. Thomas simplesmente não conseguia parar pensar naqueles olhos. Havia os vistos tão pouco... Por que continuo pensando nisso?, pensava ele, frustrado.
- Acho que enlouqueci - Thomas franziu os lábios, em desdém, antes de levar o copo à boca.
- Coisa de família. - Arthur deu de ombros, indiferente. - Onde você foi que te deixou assim?
Thomas suspirou. Era bobagem dizer aquilo à Arthur. Ele só havia ido até uma costureira, nada mais.
- Meu terno rasgou. Tive que passar na costureira, mas a mulher que me atendeu... Não sei, - balançou a cabeça - foi estranho.
- Com a costureira, é? - Arthur sorriu maleficamente. - John! Venha ouvir isso!
No mesmo instante o irmão caçula apareceu na porta da pequena sala reservada, que tinham o costume de usar e cruzou os braços se apoiando no batente da porta.
- E eu ouvi - falou ele dando risada. - Está apaixonado pela costureira, então?
Thomas revirou os olhos.
- Querem calar essa boca, vocês dois? Eu só fui à costureira - disse dando ênfase na última palavra. Era ridículo o alarde que estavam fazendo.
- ... E ela só me pareceu familiar, apenas isso - disse Tommy, querendo encerrar logo com aquele assunto. Aquilo só o fazia pensar mais naquela mulher.