Capítulo XXI

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Thomas Shelby

Thomas ansiava por aquilo mais do que por ar. Era tolo na infância, mal sabia o que queria ou o que sentia, mas havia se apaixonado por Emily pela segunda vez em sua vida. Quando garoto, e naquela noite.

Quantas vezes se pegou pensando em fantasias de como seria tê-la daquela maneira em seus braços; com seus lábios colados nos dela sem saber como parar?

De repente, o Shelby sentiu sua nuca arrepiar assim que ouviu um arfar vindo de Emily. Ele quase sorriu, pois sabia que fora ele quem causou a reação, pelo fato de que, o tecido fino que cobria o corpo de Jones, por mais que longo, Thomas não demorou nem mesmo dois segundos para subir a barra de seus calcanhares até o fim das coxas.

Cada beijo, suspiro e arrepio o deixava mais ansioso. Thomas nunca fora de ter os sentimentos à flor da pele, mas naquele momento podia sentí-los como se estivessem na ponta dos dedos, o desejo e, principalmente, o amor lhe alcançando a alma com facilidade.

Pele contra pele, podia sentir o corpo de Emily, quente e macio sob seus dedos, onde assim que transitou sua mão por entre as coxas da mulher, foi respondido com um gemido baixo por entre seus lábios. Alí, quando a cabeça dela se inclinou suavemente revelando a pele do pescoço, Thomas viu a chance de trilhar beijos desde a pele sensível do pescoço até os ombros e fez questão de descer cada alça de sua camisola.

Pouco a pouco, os dois se despiam, substituindo suas roupas pelos lençóis brancos da cama. O balde de emoções que os envolvia era romanesco e a relação fora afetuosa, sentimental, apaixonada e... silenciosa.

Emily suspirava firmemente pelo nariz, a mão de Thomas lhe tampando a boca. As unhas dela lhe cravaram os músculos das costas enquanto revirava os olhos, trêmula aos braços dele.

Os dois estavam em completo vínculo entre suas almas e a luz da lua. Viviam o íntimo com delicadeza e anseio, na mais lindas das relações. Aquilo não era apenas carnal, mas sim um encontro de antigas almas apaixonadas.

Se algo pudesse descrever aquela noite, paixão seria a palavra certa, definitivamente.

- Obrigada - Emily murmurou tempos depois de deitar a cabeça sobre o peito de Thomas.

- Pelo quê?

- Por me fazer enxergar o amor.

Thomas a olhou por instantes e lhe beijou o topo da cabeça.

- Então sou eu quem devo agradecer.

***

Emily Jones

Seus olhos se abriram devagar. Emily ainda sentia sua cabeça apoiada, e logo reparou que da maneira como dormiu, acordou.

Nem mesmo ela ou Thomas, mexeram um músculo sequer.

Ele, distraidamente, enrolava mechas do cabelo da jovem em um de seus dedos, enquanto em seus lábios jazia um cigarro inacabado.

- Bom dia - disse abrindo um sorriso.

- Bom dia - respondeu Emily, levantando a cabeça e deixando um beijo em sua bochecha.

Thomas de repente parou e piscou.

- Isso foi nostálgico.

A mulher deu risada antes de firmar o lençol no corpo e se sentar.

- Tenho medo que Polly apareça por aquela porta - disse ela ao olhar a saída do quarto.

Thomas pareceu se divertir com o comentário, pois um sorriso ladino brotou em seu rosto no mesmo instante.

- E o que diria a ela?

- "Bem, tia Polly, fora seu sobrinho quem começou".

- Ela nem iria titubear - Thomas soltou uma risada anasalada, enquanto acariciava uma das coxas de Emily.

- Olhe a hora, precisamos nos aprontar - disse ela se esgueirando até a borda da cama, puxando o tecido para seu corpo.

- Ora, fique mais um pouco, - disse ele procurando sua mão sobre a coberta - aonde vai?

- Adoraria passar horas nos seus braços, querido, mas preciso tomar um banho - Jones riu baixinho, se pondo de pé e indo em direção ao seu armário, à procura de uma peça de roupa.

***

- Imaginei que fossem ficar a manhã inteira nos quartos - Polly comentou casualmente, enquanto se servia uma xícara de chá, sentada na mesa do café da manhã.

- Tenho certeza que quase passaram, - Arthur deu uma risadinha, ainda de olho no jornal - mas em um quarto só.

Emily mirou os olhos em sua direção, assustada, pensando se Polly teria ouvido. A jovem quase soltou um enquanto pensava no que poderia tê-los denunciado. O ranger da cama
Droga. Arthur lhe respondeu caindo na gargalhada.

- O assunto parece interessante - Thomas descia as escadas ajustando os botões da manga de sua camisa.

- De fato é - Arthur falou tentando esconder a risada. Ignorando o olhar envergonhado de Emily, perguntou inocentemente: - Como passou a noite, irmão?

- Na verdade, muito bem - Thomas respondeu com a mais pura calma. - Nunca dormi tão... Profundamente - ele sorriu no final e sem que ninguém percebesse, lançou a Emily uma piscadela.

Minha meta será ter, um dia, essa calma, pensou Emily sozinha, suspirando, e se servindo do chá à sua frente.

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𝙊𝙨 𝙄𝙧𝙢𝙖̃𝙤𝙨 𝙎𝙝𝙚𝙡𝙗𝙮Onde histórias criam vida. Descubra agora