Marinette estava completamente desesperada. Ela dava leves tapinhas no pálido rosto de Chat, porém o próprio não demonstrava nenhuma reação explícita de consciência.
— CHAT, CHAT, CHAT! — Ela implorava por ele, tentando segurar as lágrimas prestes a rolar em seu delicado rosto. Com aflição, ela levou sua mão ao peito dele, podendo sentir o lento movimento que os pulmões dele faziam ao respirar. A azulada soltou um suspiro de alívio, ao perceber que ele ainda estava vivo.
— M-Marinette... — Murmurou Chat. Ele ainda não tinha a capacidade de falar corretamente, não tinha mais forças para isso.
— Estou aqui, estou aqui! — Ela disse, enquanto acariciava o rosto dele.
— Eu preciso me deitar... — Ele balançava a cabeça para os lados, contorcendo-se com a intensa dor que lhe afligia naquele momento.
— Consegue se levantar? — Marinette indagou imensamente preocupada.
— Sim. — Mentira, ele nunca conseguiria se levantar. A dor era tão forte, até ao ponto de Chat não poder sentir nada além da cintura para baixo. Marinette o sentou e apoiou as costas dele em uma parede próxima. Ele sentiu um pouco de dor, e apertou com um pouco mais de força o ferimento.
— Humm... — Ele grunhiu, tentando se livrar da forte dor que estava lhe causando uma falha em respirar. Marinette o viu suar pela têmpora, então, ela tocou cuidadosamente a testa dele. Ele fervia em febre.
— Chat? — Marinette indagou preocupada, na intenção de quebrar a tenção do momento. Contudo, Chat noir preferiu permanecer em silêncio. Sem escolha, Marinette decidiu prosseguir com o plano, o qual consistia em colocar Chat de pé.
— Ok, Chat, no três? — Ele abaixou a cabeça concordando. Marinette passou seu braço esquerdo pelas costas dele, segurando-lhe o braço com a mão direita.
— Um... Dois... Três... — Ela impulsionou o corpo de Chat para cima, e sentiu o peso dele cair sobre seus ombros. Murmurando algo inaudível, Chat caminhava juto de Marinette, ainda lidando com a insuportável dor.
O sangue dele, continuava a escorrer pelo traje, pingando no perfeitamente encerado assoalho do apartamento. Marinette o deitou no sofá, e se pôs a checar novamente a temperatura dele. Parecia que Chat tinha passado o dia inteiro queimando ao sol.
— Você precisa ir ao hospital. — Ela disse, logo depois de sentar-se no chão ao lado do sofá.
— Não, não, vão pedir minhas informações pessoais, preciso manter minha identidade segura... — Marinette retirou a franja loira e sedosa, a qual emoldurava o rosto perfeitamente simétrico dele.
A identidade secreta.
Ela não sabia quem estava por trás da máscara. Ela não sabia quem era o felino, que a presenteou com a melhor noite de sua vida. Ela não fazia a menor ideia, de quem era o homem que lhe causava palpitações, junto com uma ambição quase insaciável por tocá-lo. Era seu maior desejo saber quem era o seu herói mascarado. Porém, ele ainda não estava apto a se entregar por completo a ela. Ele não continha a confiança nela.
As inseguranças de Marinette a fizeram questionar. Será que isso era tão mais importante do que a própria vida? Ele estaria disposto a morrer para esconder sua face? Por que ele não confiava nela? Ela foi muito precipitada, ao se envolver tão intensamente, com uma pessoa que ela nem se quer sabe como é o rosto?
— M-Marinette... — Ele parecia implorar por socorro, ao pronunciar desesperado e melancolicamente o nome dela. Ele agarrou a blusa de Marinette, novamente implorando por ajuda, e cravou seu esverdeado olhar nos olhos dela.
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Mon Petit Chaton
FanfictionMarinette vive sua vida de sucesso, como uma estilista na famosa cidade luz. No entanto, as coisas acabam mudando, quando um cliente exigente, encomenda um traje de Chat noir.
