Capítulo 12 -O Desfile Bourgeois Parte 1

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              Marinette olhava pela a janela do veículo, meio desanimada. Azulada observava a paisagem urbana de Paris, ao mesmo tempo que preenchia seus pensamentos com atitudes inteiramente absurdas.

"Se eu abrir a porta do carro e me jogar no asfalto, vai doer tanto assim?"

Marinette encostou sua cabeça azul, no vidro que a separava dos pingos chuvosos daquela noite. Ela estava indo para um tanque de tubarões. Era o desfile anual de Chloé Bourgeois. Marinette não sabia o porquê, que Chloé ainda a convidava para o evento, todo bendito ano, já que elas se odiavam. Talvez, Chloé só quisesse se gabar. Ou talvez, Chloé queria propor algum tipo de desafio, com aqueles convites dourados.

             Isso já não importava, tudo que Marinette queria naquele momento, era estar de pijama em sua cama quente e confortável.

             Alya virou a cabeça em direção de Marinette. Ela viu a azulada cruzar os braços e bufar em desaprovação. Alya não precisava de muito esforço para saber que Marinette, claramente, não estava nada contente com a situação.

— Você vai espantar todos os clientes e investidores, se continuar com essa cara. — Alya disse, ao cutucar a bochecha de Marinette com o indicador.

— Nossa, que triste, eu nem sou a estilista mais famosa de Paris... — Marinette dizia sarcástica, com sua voz preguiçosa. Alya abraçou Marinette e apoiou a cabeça no ombro da estilista.

— É uma festa chique, se concentre em se divertir! Pense nos champanhes e vinhos... — Alya levantou a mão no ar, como se estivesse vendo algo no teto do carro.

— Eu posso comprar qualquer um daqueles champanhes, e tomar em casa. — Marinette rebateu a fala de Alya, ao retirar seu celular da bolsa.

— Tá bom, rica. Então, por que a gente tá indo de Uber pra festa? — Marinette fitou os olhos castanhos de Alya, e apoiou sua mão no ombro da morena.

— Simplesmente porque eu não sei dirigir. — Alya arqueou sua castanha e perfeitamente feita, sobrancelha.

— Uhum, vou fingir que isso é verdade.

— Eu não tenho medo! Tá bom!? — Marinette cruzou novamente, os braços.

— Sei... — Alya ironizou.

[...]

            Adrien odiava ir em festas, principalmente em festas entediantes como aquela. Ele observou a taça transparente em suas mãos, a brincar com o líquido dourado e borbulhante, vendo-o balançar dentro da peça de vidro. Adrien levantou os olhos e começou a observar os convidados. Era um bom treinamento para aguçar suas habilidades de detetive.

           Nada de muito diferente. Modelos, empresários, fashionistas. Mas, ao levar seus esverdeados olhos para a entrada do salão, Adrien pôde avistar mexas azuladas muito familiares. Ela estava acompanhada de duas garotas, mas Adrien não estava prestando nenhuma atenção nas acompanhantes. Ele se sentia sugado pela a beleza estonteante daquela, que lhe arrancou o coração.

          Adrien não sentia suas pernas. Oh! Céus, como ela estava linda! Adrien quase deixara a taça se espatifar no chão. Ele tremia tanto, que Plagg percebeu, e foi de encontro ao loiro, na tentativa de acalmá-lo.

— Você está bem? — Plagg questionou, e pôs sua mão na ombreira do paletó de Adrien.

— S-sim, c-completamente bem, Plagg, obrigado. — Era uma mentira descarada, Adrien estava visivelmente nervoso. Talvez em pânico.

— Tá bom, garanhão! Eu vou buscar uns queijos pra gente. — Plagg disse, logo depois de dar batidinhas no ombro de Adrien.

            Adrien, ainda estava em choque, porém não conseguia desprender seus olhos de sua amada. O vestido longo e rendado, tinha uma fenda que se estendia até a metade da coxa. Ele era vermelho, um vermelho tão intenso, que era como uma rosa que tinha acabado de florescer. Ela também usava um corset, que ressaltava a cintura belíssima dela. Adrien retirou um paninho de cetim do bolso do paletó, e limpou o suor que escorria pela sua têmpora.

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