Capítulo 8 -Estamos Indo Rápido Demais?

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            A luz da manhã invadiu o quarto de Marinette, que abriu seus lindos olhos, incomodada com a luz da janela. Se remexeu ainda um pouco sonolenta, e sentiu algo quente macio, onde ela apoiava sua cabeça. Ela se sentou na cama, tentando entender o que era a coisa macia e estranha ao lado dela. Se assustou, e gritou internamente ao ver que não era uma coisa, e sim, o gato mascarado vestindo a metade de seu uniforme. Marinette imediatamente, levantou o cobertor rosa, preocupada. Ela ainda vestia seu pijama. Um suspiro de alívio saiu de sua boca. E isso acordou o loiro, que tampou seus olhos, tentando os proteger da luz do sol.

— Bom dia, princesa! — Marinette congelou:

"Não foi um sonho, eu vou surtar!"

Ele se levantou, e lhe deu um olhar preocupado.

— O que foi, princesa? Aconteceu algo? — Marinette já não prestava atenção no que ele falava. Estava atônita com os arranhões no peitoral musculoso dele, deixados por ela, na noite anterior.

— E-eu fiz isso em você? — Ele olhou para o próprio peitoral, e colocou sua mão atrás de sua nuca.

— Digamos que você estava um pouco selvagem ontem a noite... — Marinette tampou seu rosto envergonhada.

— M-me desculpe! — Chat noir a abraçou delicadamente.

— Hey, relaxa, já tive arranhões piores, acredite! — Ela não disse nada, apenas enterrou o rosto no peito dele, tentando se distanciar da súbita vergonha que invadia seu corpo.

— Está tudo bem, não está doendo, olha! — Chat noir coloca a mão de Marinette em seu peito. Marinette sente as batidas descompassadas do coração do loiro. Ela fica preocupada e, ao mesmo tempo curiosa.

— Chat, porque seu coração está batendo tão rápido? — Chat noir dá um sorriso doce para ela.

— Talvez, seja por causa de você... — Marinette sente sua pele ruborizar, com a declaração repentina dele. Ela se mantém pensativa, enquanto o olhava no fundo dos olhos.

— Chat, a gente pode ir um pouco mais devagar? — Essa pergunta fez o mundo dele desmoronar. Será que ela não gostava dele? Ele tinha medo de perdê-la, mas isso era melhor do que nada.

— Claro, Princesa! — Ele a beijou na testa, e se deitou preguiçosamente na cama. Marinette se deitou ao lado dele, e apoiou mais uma vez, a cabeça, no peitoral dele.

— Você não está, chateado, né? — Ele acariciava as costas dela, enquanto olhava para o teto pensativo.

— Não, está tudo bem! — Marinette semicerrou os olhos e fez um bico para ele.

— Não acredito! — Ele roubou um selinho dela, e disse:

— Que tal um segundo encontro? — Ela, sorriu.

— Você quer dizer primeiro encontro, né? — Marinette se sentou por cima dele.

— E aquele dia que eu te salvei, não conta com um encontro? — Marinette o contemplou incrédula.

— É claro que não! — Ele sorriu e roubou outro selinho dela.

— Tudo bem, vamos ter um "primeiro" encontro. — Ele fez aspas com as mãos, fazendo Marinette, jogar um travesseiro em cima dele.

[...]

           Ao chegar no seu escritório, Marinette encontra Tikke, a sua assistente minúscula de cabelos avermelhados. Ela sorria e parecia estar rindo muito, de dar gargalhadas. Ela estava dando leves tapas no ombro de um rapaz, relativamente baixo, de cabelos pretos e olhos verdes. Marinette passou por eles, e deu um sorriso de canto:

Mon Petit ChatonHistórias para pegar e não largar. Descubra agora