6- Let's to the bar

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P.O.V. Narradora

Após um longo primeiro dia de trabalho, tudo o que Maeve queria era descansar, não só seu corpo, mas sua mente, que esteve inquieta durante o dia inteiro. Ao trancar a porta de seu apartamento, tirou os sapatos e seu casaco, pousou a bolsa na cadeira e foi em direção a seu quarto para tirar a roupa e pegar uma toalha, pois desejava tomar um banho quente pra melhorar a dor em seus pés e nas costas que havia surgido depois de passar horas em pé e se abaixando.

Tomou seu merecido banho e, enrolada em seu roupão bege, voltou para seu quarto, onde acendeu um incenso de canela, apagou a luz, deixando o cômodo iluminado apenas pelo abajur de luz amarela que ficava em sua mesa de cabeceira o qual, na verdade, era um caixote de madeira pintado de verde musgo. Deitada em sua cama, completamente despida, ela apreciava o aroma de canela no ar enquanto tentava se livrar de pensamentos intrusivos, especialmente a lembrança do olhar que recebera durante o ensaio no qual esteve presente que pairava sobre sua mente.

P.O.V. Maeve

Não havia motivo algum para pensar que aquele olhar era de especial, mas confesso que havia me deixado petrificada por algum motivo, talvez pela profundidade, sentia meus pensamentos serem observados e aquilo me deixava um pouco envergonhada, uma vez que, além de talentoso e educado, eu havia achado aquele homem bonito desde a primeira vez que o encarei. Era inevitável minha queda por homens com cabelo grande, na verdade, todos da banda "davam um caldo", como diriam as tiazonas de meia idade; eu também achei Josh bonito, com seus cachos armados e seu jeito educado, era um cara reservado. Kenny era bonito, mas seu jeito parecia mais "estúpido", assim como Sal, sem ofensas, havia acabado de conhecer os dois, só não gostei tanto quanto gostei dos outros integrantes. Me perguntava se Peter se achava, ele parecia tão arrogante no início do ensaio, tinha coragem de falar besteiras de quase todo o tipo e interpretava as músicas de maneira consideravelmente "erótica", pra mim esse excesso de confiança soava meio estranho, mas bastava algumas semanas de convivência para descobrir se aquilo era puro egocentrismo ou outra coisa.

Perdida em pensamentos, mal percebi a hora passar, quando me dei conta coloquei uma camisola e fui até a cozinha comer um lanchinho antes de dormir. Escovei os dentes, fiz tudo que precisava para dormir e me deitei, nem mesmo li um livro para pegar no sono, de tão cansada que estava, simplesmente apaguei.

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Durante os outros dias daquela semana meu chefe foi listando minhas tarefas fixas e tive acesso aos horários de ensaio das bandas. Trabalhado naquela gravadora que atendia à tantas bandas de metal, vi muitos cabeludinhos de todos os tipos, bonitos e simpáticos (raro), bonitos e babacas (automaticamente tornando-se feios), esquisitinhos, esquisitões... Pude rever algumas bandas que eu já conhecia e fiquei especialmente contente em rever os caras do Sepultura, que conheci quando era estagiária na Roadrunner em 89, eles eram muito gente boa; as bandas latinas tinham um local reservado no meu coração, os integrantes costumavam ser bem mais calorosos, engraçados e animados, deixavam meu trabalho um pouco mais divertido.

Naquela Quarta houve outro ensaio para a produção do novo álbum do Type O Negative, eu estava animada para ver o trabalho deles novamente, o fato de ter conhecido eles primeiro logo que voltei e deles serem educados e engraçados fez com que eu me sentisse um pouco mais envolvida no trabalho de produção do álbum.

- Beleza, aqui estamos para mais um ensaio, quase gravando a versão final das músicas e o álbum ainda não tem nome nessa porra. - Jack falou como se exigisse uma resposta dos caras da banda.

- Bloody Kisses - ouvi uma voz profunda ecoar do canto da sala de ensaio - esse será o nome do maldito álbum, Bloody Kisses. - Peter declarou e vi Josh fazer um joinha com a mão para Jack, parecia mais que estava zoando com a cara dele.

Be My DruidessHistórias para pegar e não largar. Descubra agora