Maratona 4/6
Luke's PoV
Uma semana depois...
Depois de brigar com Julie e de seguirmos caminhos separados, não falei mais com ela. Não liguei, mandei mensagem ou tornei a procurá-la no lugar onde, agora eu sabia, ela trabalhava.
Mas isso não me impedia de pensar nela com mais frequência do que eu gostaria. De imaginar o que ela deve estar sentindo ou...o que ela deve estar passando, naquele lugar. Várias vezes tive que lutar contra o ímpeto de ir procurá-la. Primeiro porque ainda estava bravo com ela por ter mentido e omitido uma coisa tão séria, provando que, mesmo que me conheça desde pequeno, não confia em mim o suficiente e segundo porque do jeito que ela me tratou naquela noite, duvido muito que vá querer me ver em sua frente outra vez, ou sequer me ouvir.
Ontem, me ligaram do hospital dizendo que a diretora tinha chegado de viagem e marquei um encontro pra hoje. Agora, eu e Alex estamos indo ao hospital encontrar com ela.
— Espero que ela queira nos dizer alguma coisa.– digo respirando fundo quando chegamos ao estacionamento do hospital
— Eu também, cara. Mas vai dar certo!– Alex diz, parando o carro e descendo. Ele que foi dirigindo porque eu tava meio ansioso
Saímos do carro e vamos até o hospital.
— Oi! Bom dia!– digo à recepcionista.– Não sei se lembra de nós mas...estivemos aqui semana passada, pedindo informações de uma paciente e você disse que era pra gente falar com a diretora mas ela não tava e...
— Oi, moça. O que meu amigo tá tentando dizer é que a gente tem um horário marcado com a diretora do hospital.– Alex diz sorrindo compreensivo pra mulher que me olhava confusa, certamente tentando acompanhar o meu raciocínio.
— Ah, claro. Acho que lembro de vocês sim.– ela diz nos olhando– Venham comigo.
A mulher sai andando e passa pela porta que diz "RESTRITO. APENAS PESSOAL AUTORIZADO." E para em frente a uma porta escrito "Diretoria". Ela dá três batidas na porta antes de uma voz feminina dizer lá de dentro:
— Pode entrar!– diz.
A recepcionista entra na sala e, depois de um momento, pede que a acompanhemos.
— Esses são os rapazes de quem lhe falei, que vieram atrás de informações sobre uma paciente...– ela diz pra diretora.
— Ah, sim. Ok. Pode ir! Obrigada.– a mulher diz e gesticula para que sentemos nas cadeiras à sua frente.– Então, garotos! O que os traz aqui?
— Bom, eu...nasci nesse hospital há mais ou menos uns vinte anos. E...a minha mãe deu entrada aqui no dia que eu nasci e logo depois, me deu pra...adoção! Ah, me chamo Luke a propósito!– digo e vejo o rosto da mulher se contorcer.
— Qual...qual é o nome da sua mãe?– ela pergunta.
— Christinne Miller.– respondo e vejo a expressão surpresa da mulher. Ela liga o computador e começa a digitar freneticamente o nome da minha mãe biológica. Ela leva as mãos à boca.
— 22 de setembro de 2001... Ah, Deus não pode ser...não!– ela diz e eu olho pra Alex, confuso.
— O que exatamente não pode ser, senhora?– Alex pergunta por mim.
— Porque um erro que cometi há vinte anos ainda martela na minha mente e eu...preciso corrigí-lo!– A mulher diz.
— Como assim? Que erro?
— Eu lembro da sua mãe, garoto. Não poderia me esquecer dela. E...eu juro que não queria mas...
— Continua!– digo pra ela. Seja lá o que essa mulher estivesse prestes a me dizer, eu sentia que não seria algo bom.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Favorite crime | JUKE
Romance⚠️CONTEÚDO MADURO!!⚠️ CONTÉM CENAS DE SEXO, PALAVRAS DE BAIXO CALÃO E CONSUMO DE DROGAS LICITAS. Julie Molina é uma órfã que, após completar dezoito anos, tem que sair do orfanato em que morou durante boa parte de sua vida e se virar sozinha. Sem...
