Capítulo 12

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Luke's PoV

Eu mal podia acreditar nos meus olhos, não era possível ser ela. A Julie que eu conheço estava no trabalho, que não era naquele lugar, mas sim num restaurante bem longe daqui...

O lugar é mal iluminado e essas bebidas devem ser fortes e tão me fazendo ver demais.

— Alex! Aquela garota ali...– pergunto ao meu amigo, apontando a menina que parece a Julie descendo a escada– Não é a Julie, é?

— Cara...– ele diz se aproximando mais– Não da pra te dizer com certeza mas...que parece demais com ela, isso parece...– Alex diz e me olha– Mas também pode não ser ela, né? A Julie tem um rosto comum. Devem existir várias garotas parecidas com ela por aí. Deve ter sido por isso que aquele cara a confundiu! E...você já tá levantando.– Alex diz e tenta vir atrás de mim

– Me deixa! Só preciso ver se é ela. Pode ficar aí!– ele se senta de novo.

Eu ia até a menina, ainda torcendo pra não ser a Julie, mas ela falava com a garota na recepção e já ia de novo em direção à escada, acompanhada de outro cara de desaparecendo no segundo andar. Tento ir até a porta, mas a menina me impede.

— Oh, bonitão! O acesso ao segundo andar só é permitido aos que pagam!– ela diz pra mim.

— Eu preciso...só quero...falar com ela!

— Seja quem for, espera descer!– ela diz.

— É...o nome da moça que acabou de subir, como é?– pergunto a ela.

— Ah, a Julie!– ela diz e confirmo minhas suspeitas. Como ela pôde mentir desse jeito? E pra mim? Por que ela não confiou em mim e me disse logo sobre seu trabalho?

— E quer dizer que pra eu...ir lá pra cima, sozinho com ela, eu tenho que pagar?– pergunto. Eu precisava estar sozinho com ela. Queria olhar em seus olhos, só nós dois e entender os motivos dela ter feito isso.

— É, né, meu querido?– ela diz.

— E quanto é?– pergunto.

— Olha, ela é uma das mais caras daqui!– ela diz e sinto enjoo por pensar que essas meninas são literalmente tratadas como mercadorias aqui, tendo um preço para...seus serviços. Ainda não consigo acreditar que Julie...se prestou a isso.

Bom, acho que ela não teve muita escolha. E não me magoa o fato dela estar trabalhando aqui. Entendo que...quando você não tem escolha, também não tem nada a perder. Mas me sinto traido e magoado por ela não ter dito nada pra mim. Por não confiar em mim o suficiente pra me contar. Isso sim está doendo.

— Dane-se, eu pago.– digo e ela me diz o preço. Realmente é caro, mas dou o dinheiro a ela.

— Agora, ela tá atendendo outro cliente...mas você é o próximo. Toma, a chave do quarto. Pode ir subindo que assim que ela acabar, mando ela pra lá. Terceiro andar!– ela diz e, dessa vez, abre a porta pra eu passar e subo até o segundo andar, onde tem mais uma escada, pra outro andar. Subo esse lance e me deparo com vários quartos, todos com números em suas portas.

Consigo escutar alguns barulhos vindos desses quartos, mas prefiro não dar atenção. Vou até o quarto que possui o mesmo número da minha chave, abro a porta e entro. Fecho a porta e observo o quarto. A cama era gigante e ocupava a maior parte dele. Tinha um frigobar cheio de bebidas bem caras também e um banheiro. E era só. Não acho que as pessoas que vêm aqui precisem de mais que isso.

Fico andando pelo quarto, aguardando pelo que parece uma eternidade, até que alguém bate. E a voz inconfundível de Julie ecoa do lado de fora da porta.

Favorite crime | JUKEHistórias para pegar e não largar. Descubra agora