Dangerous Love 2 - Capítulo VI

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Oi, meus anjos! Desculpem o atraso! Beijinhos e um bom fim de semana! 💜😘
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Eu estava mais do que confuso com o que os meus olhos viam e os meus ouvidos ouviam... O choque que senti foi para lá do que possam imaginar. Eu não sabia nada sobre o estilo de vida de que eles falavam, por isso imensos pontos de interrogação iam acumulando-se na minha mente hiperativa. O que era BDSM? E como assim eles eram dominadores? O que tudo isso significava? O Jungkook e o Taehyung trocaram um olhar tenso, mas não uma tensão mal e indicadora de briga. Eles olhavam um para o outro, como se falassem sem dizer nada. Com a curiosidade a crepitar, aproximei-me da enorme cruz em madeira, tocando nas algemas acolchoadas. Eles prendiam ali pessoas? 

- Meu anjo... - Senti a respiração do Taehyung no meu pescoço, ao mesmo tempo que ele sussurrava com aquela voz grave e tentadora. Uma das suas mãos afagou o meu braço, numa carícia reconfortante. Ele sabia que eu estava nervoso. Afinal de contas, há quanto tempo nos conhecíamos? - No que é que estás a pensar? 

- Vocês gostam de bater em pessoas durante o... Quando fazem amor com elas? - A risada do Jungkook fez um beicinho florescer nos meus lábios, eu não estava a achar graça nenhuma. - Qual é a piada?

- Meu amor, nenhuma. Pedimos desculpa por estar a rir. Nós normalmente fazemos sexo com outras pessoas, não existe um sentimento mais profundo. - Corei quando o Jungkook falou de uma forma tão aberta, eu mal conseguia dizer alguma coisa relacionada com a sexualidade sem corar ou gaguejar. - Contigo será fazer amor. Sobre bater durante o sexo, nós apenas infligimos  a dor sentida como prazerosa, nunca deixando marcas permanentes. A isso se chama sadismo e masoquismo. Também existe o bondage, que significa restringir a pessoa, daí veres várias algemas e cordas espalhadas por todo o quarto. 

De facto, olhando ao meu redor, via-se muitas algemas e cordas vermelhas, algumas delas de textura aveluada. Não sabia até então, contudo parecia que as cores preferidas deles eram o vermelho e o roxo, tudo era nessas tonalidades. Mas o que importava não era esse tipo de gostos pessoais, afinal de contas eles estavam a falar de um estilo de vida que me era totalmente desconhecido. Termos como BDSM, Sadismo e Masoquismo, assim como Bondage eram um mundo novo para mim. À primeira vista senti algum receio, porém ao imaginar como seria, a minha mente começou a criar imagens com um impacto no meu corpo. Corei furtivamente ao imaginar-me naquela cruz, de mãos e pernas algemas, nu e à mercê do Jungkook e do Taehyung. A imagem mental deixou um rasto de excitação perante o desconhecido.

- Tudo estaria escrito num contracto: os teus gostos, o que estarias disposto a experimentar e o que consideras limites rigidos. - Virei-me na direcção do Taehyung, que se aproximou de mim e do Jungkook. Delicadamente, agarrou na minha mão e depositou um beijo casto nos nós dos meus dedos. O meu corpo arrepiou-se com o contacto dos seus lábios quentes com a minha pele fria, um arrepio bom e electrizante. - Para nos certificarmos que tudo está bem, durante o que chamamos de cenas, iriamos usar um sistema de cores: o verde, o amarelo e o vermelho. Também gostamos de definir uma palavra de segurança, uma palavra que é usada para que a cena seja suspensa. Todas as práticas de BDSM devem ser feitas com segurança, confiança e respeito pelo outro. Se estivesses disposto a experimentar, eu e o Jungkook adorariamos ter-te como submisso.  

- Submisso?

- Sim, se nos desses essa oportunidade. - Normalmente eu gostava da rotina e do previsivel, contudo ali estava hipótese para demonstrar a mim mesmo que conseguia superar essa necessidade de controlo. Eles não me estavam a retirar liberdade, muito pelo contrário. O nosso passado deixava algumas dúvidas, porém eu queria experimentar na esperança de eles não abusarem da minha boa vontade. - O que dizes, Jimin? 

- Eu aceito experimentar... 

- Nós gostávamos que lesses um contracto, que costumamos ter sempre pronto, antes de avançarmos. Lês com calma, podes ir pesquisando e tirando dúvidas connosco. - O Taehyung afastou-se por uns segundos, tirando de dentro de uma pasta preta o tal contracto, entregando-me em mãos logo a seguir. Ainda eram algumas páginas... - No final, se concordares, podes assinar e daí em diante és nosso submisso. 

- É mesmo necessário assinar um contracto? - Na minha óptica era demais um contracto. Por que é que era preciso chegar a esse ponto? Não podíamos apenas conversar sobre as coisas? 

- Sim. Quando o leres vais perceber o motivo. Não era suposto trazer-te aqui antes de assinar o contracto, porém nem eu nem o Jungkook somos homens pacientes. - Ao menos admitiam... - Um copo de champanhe?

- Seria perfeito.

Os três pudemos usufruir de uma bela noite ali mesmo, bebendo champanhe, comendo morangos embebidos num maravilhoso fundue de chocolate e conversando sobre várias coisas dos nossos quotidianos. No final insistiram em levar-me a casa, uma vez que tinham motorista, porém decidi ir de táxi. Assim que cheguei a casa aterrei no sofá, levemente tocado pelo álcool. A minha sorte era não ter de ir trabalhar no dia seguinte, era fim de semana.

No outro dia de manhã, fui acordado pela campainha de minha casa. A minha dor de cabeça, da ressaca do dia anterior, fazia adivinhar um dia difícil. Ainda que de má vontade, fui abrir a porta. A minha querida mãe irrompeu pelo meu apartamento, com inúmeros sacos de compras na mão, a ir directa para a cozinha. Fechei a porta e segui os passos acelerados da minha mãe, que ia reclamando da desarrumação deixada pela minha pessoa na noite anterior. O meu casaco e sapatos estavam fora do seu devido lugar, nada dramático mas o suficiente para o olhar clínico da minha mãe.

- Park Jimin, estiveste a beber? - Claro que ela iria dar conta... Sentei-me num dos bancos altos da cozinha, vendo como ela já se encontrava a preparar um café. Era exactamente o que necessitava. - O que é isto? Pensei que tivesses trabalho na empresa do Wonho...

Assim que vi a minha querida mãe com o contracto de submisso nas suas mãos, corri até junto de ela e arranquei as folhas das suas mãos. Ela estreitou os olhos, estranhando a minha atitude defensiva. Resolvi ir guardar o contracto no meu quarto, preferencialmente numa gaveta falsa, que ela não pudesse descobrir. Se ela desconfiasse do que tinha descoberto acerca do Jungkook e do Taehyung, eles iriam ser mortos durante um longo interrogatório. Temia que fosse demais a minha mãe saber do estilo de vida alternativo, deles e quase a ser meu também.

- Era um contracto da empresa, nada com que te devas preocupar. - Ela pareceu acreditar, ainda que estreitasse os olhos. - Não disseste que vinhas.

- Quis fazer uma surpresa. Toma. - Aceitei de bom grado o café que a minha mãe fez, sentindo o cheiro da cafeína a pairar no ar. Além do cafá, precisava de um comprimido para a dor de caveça urgentemente. Maldita ressaca! Nunca mais iria beber champanhe daquela maneira! - Como foi o encontro?

- Foi... Surpreendente. - E de que maneira, porém iria ocultar alguns detalhes. - O jantar foi à luz das velas num restaurante muito chique, eles foram muito românticos e atenciosos. Espero ter feito bem em dar-lhes uma oportunidade. Não me quero magoar outra vez... 

- Isso é tudo o que importa, que eles te tratem bem, meu filho. Já vi que comeste tudo o que te trouxe da última vez, por isso trago algumas coisinhas que fui cozinhando: kimchi, Bulgogi, Tteokbokki, Gimbap, Baesuk e Hotteok. 

Ficámos até o meio da manhã entretidos a conversar e a comer alguns dos petiscos que a minha mãe tinha trazido. Junto da hora de almoço recebi uma mensagem do Jungkook, uma mensagem que me destabilizou por completo. Não era tanto pelas palavras, mas sim pela fotografia associada de um plug anal com uma cauda de gato. As minhas faces coraram tanto, que pareciam arder. A minha sorte era estar a comer algo muito apimentado, caso contrário a minha mãe teria desconfiado. Tive de me desculpar, escapando a correr para a casa de banho. Depois de molhar a cara com água bem gelada, decidi responder de uma forma também ela provocadora. Os dois podiamos dançar o tango.

Resolvi ir até ao meu quarto, tirar da minha gaveta mágica e secreta umas calcinhas todas rendadas pretas e voltar para a casa de banho, onde as vesti. Tirei uma fotografia e enviei como resposta ao senhor Jeon Jungkook. Voltei a vestir as minhas calças de pijama e regressei à sala. A minha mãe estava ao telefone, dado o seu tom e face séria, diria ser algo muito preocupante, relacionado com o restaurante do meu pai. 

- Jimin, vou ter de ir embora. Ao que parece um dos funcionários do teu pai foi apanhado a roubar dinheiro da caixa. Bem avisei o teu pai sobre aquele miúdo, a mim nunca me enganou. 

- Precisas que vá contigo?

- Não, nós conseguimos resolver sozinhos. Vamos falando.

Alguns minutos depois da minha mãe ir embora recebi uma mensagem do Jungkook: "Meu anjo, não saias de casa. Daqui a dez minutos eu e o Taehyung estaremos aí." Foi então que eu me ferrei.     

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