Pistas sangrentas

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Miles Upshur

Após ser sedado e arrastado até uma cela acolchoada pelo padre Martin, Miles desperta cercado por paredes brancas. O jornalista nota algumas palavras escritas, diversas cruzes desenhadas, e uma frase central que chama sua atenção: "Descanse em paz", escrita com o que parece ser sangue. Ele então anota em seu caderno:

Cela do Padre Martin

"O tal padre Martin me trouxe aqui para me mostrar algo. Acha que vou testemunhar qualquer maluquice que ele esteja tentando provar. Esse DR. WERNICKE está no centro de tudo o que deu errado aqui. Mas ele morreu há mais de dez anos. 'Descanse em paz', diz o sangue na parede."

Miles espia através do vidro na porta quando um dos variantes, careca como a maioria, a abre. Ao sair, ele encontra pacientes em condições deploráveis e total abandono. Para o jornalista, registrar aquele cenário era difícil. Um paciente dizia apenas querer dormir e ficar sozinho, outro implorava para que ninguém se aproximasse.

Ao caminhar pelo andar superior, ele se depara com os variantes gêmeos, que, ao notarem sua presença, começam a discutir sobre como matá-lo e como dividir seus órgãos. O estômago de Miles se revira diante do conteúdo grotesco da conversa, mas ele os ignora e desce as escadas, decidido a documentar mais. Um dos pacientes repetidamente batia a cabeça na parede - o mesmo que Waylon havia encontrado próximo ao hospital.

Notando uma passagem no andar superior, Miles retorna pelo corredor e acessa uma parte destruída do edifício, sendo obrigado a se equilibrar pelas beiradas. Ele então encontra uma nova mensagem escrita na parede:

"Deus provê a oração.
Siga o sangue."

Sem hesitar, entra na sala de descontaminação e deixa o Bloco B, subindo uma escada. Lá, encontra um variante cego, que andava encostado na parede onde estava escrito "Através do ralo", acompanhado de uma seta apontando para um buraco. Relembrando que Waylon Park havia passado por ali horas antes, Miles escuta o homem murmurar:

"Pelo ralo, como o sangue, ele disse. A única saída é por baixo, pelo ralo."

Ignorando o aviso, Miles encontra um documento em cima de uma mesa que bloqueava um portão - o mesmo caminho que o engenheiro/delator percorreu. Ele o abre e descobre informações relevantes:

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Documento: Padre Martin - O Pintor de Dedos

De: n.wolfram@murkoffcorp.us.com
Para: h.granat@murkoffcorp.us.com
Assunto: Programa de Arte do Paciente - PADRE MARTIN ARCHIMBAUD

Helen,
O Dr. Zeichner me passou seu contato sobre o cancelamento do programa de artes. Meu paciente, Martin Archimbaud, apresentou grandes avanços em sua terapia por conta da pintura com os dedos. Apenas uma semana após o fim do programa, suas afirmações esquizoafetivas sobre um "chamado superior" aumentaram drasticamente. Por favor, deixe o homem pintar. A economia com tinta de têmpera não compensa o custo da clozapina. Não consigo entender a lógica disso, a menos que a Murkoff QUEIRA que nossos pacientes se desconectem da realidade.
Informe-se.

- Dr. Neil Wolfram

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Naquele ambiente fétido, Miles atravessa o buraco e passa por uma ala onde pacientes demonstravam agressividade. Ele segue pelo corredor que Waylon usou anteriormente, assustando-se ao presenciar, através do vidro de um escritório, um variante espancando um guarda até a morte.

O horror se espalha pelo corpo de Miles ao ver o sangue jorrar do crânio esmagado. Mesmo assim, decide continuar. Ele se afasta vários metros do assassino, até alcançar a sala de controle. Porém, ao entrar, se depara com outro variante perigoso.

Movido pelo pânico, corre de volta à sala do buraco, fecha a porta rapidamente e procura um lugar para se esconder. Encontra um armário e entra. O coração acelera, os pulmões ofegam. O jornalista cobre a boca com as mãos para não gemer de desespero enquanto o variante entra, examina o local e, felizmente, sai sem encontrá-lo.

Esperando o silêncio reinar novamente, Miles deixa o armário e volta à sala onde estava o painel de descontaminação. Pressiona o botão para seguir adiante.

De volta ao corredor principal, vê o mesmo variante vindo em sua direção. O pânico retorna. Ele entra correndo numa sala próxima e se esconde em outro armário. Ironia cruel: o variante abre justamente o armário ao lado.

- Esconde-esconde... Podemos brincar. Eu gosto de jogos.

Ele fecha o armário ao lado e deixa a sala.

- Caralho! Essa foi por pouco.

O coração de Miles tenta recuperar o ritmo enquanto ele respira fundo. Deixa a sala e, ao chegar a outra porta, escuta um barulho: uma porta está sendo arrombada - a mesma por onde Waylon passou e foi perseguido por Chris Walker.

Com cautela, ele observa e depois corre até a próxima sala de descontaminação. Ali, se depara novamente com os gêmeos pelados, atrás de um portão. A única saída é pelo lado de fora. Ele salta por uma janela e caminha pelas beiradas. Ao retornar ao corredor, percebe que os gêmeos sumiram, o que o intriga.

Na sala de segurança, encontra mais um documento ao lado de um botão amarelo:


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Nota de Manutenção - Portas de Purga

> NOTA DE MANUTENÇÃO - CORPORAÇÃO MURKOFF
A manutenção correta do portão de purga é essencial para a segurança do Projeto Walrider. Consulte o Manual de Manutenção MMPSMM180286 da Murkoff ou procure orientação com o supervisor autorizado.

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Miles deixa a sala, corre por corredores e tenta abrir uma porta, mas ela está trancada. Ao retornar à sala de segurança, nota um corredor que havia passado despercebido. Corre por ele e, horrorizado, vê Chris Walker decapitando um funcionário da Murkoff.

O corpo de Miles paralisa. O horror é real. E o perigo, iminente.

Então, caro(a) leitor(a), será que Miles Upshur conseguirá sobreviver?

Outlast - Another StoryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora