Basilides deixou seu lar ao descobrir que a liga de assassinos da qual fazia parte contribuiu para a morte de sua mãe. Fazendo uma saída grandiosa, parte rumo ao Reino de Leontius, onde dizem que oportunidades e rios de dinheiro aguardam aqueles que...
"Os mais fortes de todos os guerreiros são estes dois: tempo e paciência."
— Liev Tolstói
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PALÁCIO DE LEONTIUS PORTO REAL, REINO DE LEONTIUS
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—ORA, E QUEM DISSE QUE ATAQUEI? — a voz imperativa de Cleades Drivas quase ecoou ao redor.
— Essa testemunha, — Chrysaor respondeu, sentado atrás de sua mesa — Toda Porto Real, todos os sacerdotes dos templos — deu um sorriso — E eu.
O barão olhou brevemente para trás de si, onde estava a testemunha, antes de voltar-se novamente para o senescal.
— A testemunha, se a chama assim, é de Vrachos, um inimigo. Ele mente — o tom de Cleades permanecia petulante.
Chrysaor respirou fundo; não estava com paciência para lidar com o homem desprezível. Ele queria poder ter o prazer de vê-lo pendurado em uma corda, pagando por suas maldades.
— Virá um dia em que não será protegido por seu título — se colocou de pé e saiu de trás da mesa.
— Oh, — Cleades assumiu uma expressão de falsa surpresa — E quando será isso? Alerte-me, senescal, quando os homens forem iguais perante a lei.
— Aqueles soldados foram enforcados pelo ataque que eu sei que você comandou! — gesticulou brevemente em direção ao lado de fora de uma das janelas. Um pouco mais cedo se podia ver os corpos pendurados após a sentença de morte ser cumprida.
— Prove — Cleades falou, visivelmente sem se importar — Eu esperarei em Limáni até que o faça.
— A rainha irá tirar seu castelo em Limáni, Cleades — Chrysaor se aproximou do outro, que estava perto do grande portal em arco que dava para o pátio; um vento fresco e agradável soprava.
— Tente fazê-lo, Chrysaor. Estarei lá — Cleades Drivas sorriu e se retirou, embora não sem antes encarar o pobre mercador de Vrachos, que permanecia sentado no canto, em uma poltrona confortável que o senescal lhe oferecera.
Aleixo era seu nome, e fora um dos poucos sobreviventes do ataque às caravanas vrachianas; depois de retornar correndo para Vrachos, havia sido enviado de volta à Leontius pelo próprio rei Evios — antes que este partisse para o continente —, escoltado por dois cavaleiros, para que pudesse relatar o incidente. Chrysaor tratou a ele e os responsáveis por sua escolta com a cortesia necessária, e deixou que vissem a forma com que confrontou o barão de Limáni. Suas ações não foram mera formalidades, ele sabia que Aleixo relataria a Evios Vrachos sobre como Leontius se portara diante das acusações de ataque, e era importante que nenhuma guerra entre os reinos da ilha voltasse a ocorrer — não quando estavam tratando um acordo de paz com o Império Gaheris.