17; hot as hell

52.3K 2.9K 1K
                                        

– Briana Ramos

Devoro mais alguns bombons antes de entrar na UCLA, para suportar a rotina de universitária eu preciso de chocolate.

Se passou alguns dias desde aquela noite completamente louca e inesquecível, até então eu não conseguir encarar o Scott, sempre o evito mesmo que isso seja difícil já que ele é meu vizinho.

Abro meu armário pegando alguns livros pesados enquanto a Andressa fala sobre a festa que ela curtiu na noite anterior. Vejo o Scott conversando com o Theo perto do elevador, engulo seco quase enfiado minha cabeça no armário quando ele vem na nossa direção.

— Você está estranha — julga a loira rindo da situação, respiro aliviada quando ele passa sem parar ou dizer algo. — Bem, nesse fim de semana é a festa dos calouros, ou seja nós! Os veteranos sempre fazem isso todo ano é como se fosse uma festa de boas-vindas — explicou animada. — Como é bom estudar em universidade de rico, agora vamos se não aquele professor boca de sapo vai encher o saco.

— Será pecado abandonar a faculdade? — pergunto.

Estudar uma coisa que você não tem interesse é cansativo, meu estômago embrulha só de pensar em cortes ou agulhas, se isso for deixar minha vó feliz e calar a boca da minha mãe que sempre desacreditou em mim vale totalmente o meu esforço.

O dia passou voando eu decidir sair um pouco com a Andressa para relaxar. — Eu já te alcanço — falo com a loira quando meu celular começa a vibrar.

Oi querida, se eu não te ligar você nem lembra de mim — sorrio quando escuto a voz da minha vó.

— Vózinha, me desculpe sempre que tenho tempo aí já é madrugada, me perdoe hum? Prometo ligar mais, agora me conte como a pessoa mais preciosa do mundo está? — começamos a conversar.

Depois de alguns minutos conversando encerro a ligação, os escândalos da Andressa também ajudou, nos arrumamos na casa da loira e logo saímos.

Vesti um vestido curto preto com um decote, opto por calçar um salto fino não muito alto a maquiagem extravagante deixou o look sofisticado.

— Vem vamos entrar na boate super famosa aqui, ela pertence a uma gangue de motoqueiros super famosa, eles são conhecidos como the gravediggers — me agarrou pelo braço.

— Por que aqui? — pergunto.

— Porque mais seria além de melhores bebidas e motoqueiros gostosos? — entramos no local lotado, pessoas dançando, se pegando, bebendo, música alta e luzes piscantes. Tipo de ambiente que eu costumo fugir.

Essa boate era diferentes das outras, desde bebidas até o estilo do lugar, era bem mais radical que o normal. Decidir tomar uma bebida chamada hot as hell na qual eu nunca havia tomado, sua cor é avermelhada e conseguir sentir minha garganta queimar quando virei de uma só vez.

Depois de algumas taças viradas eu já me sentia mais leve e solta, fui para o meio da pista de dança começando a rebolar acompanhando a Andressa.

— Por que tem alguns caras mascarados? — quase grito já que o som está alto demais.

— São os membros da gangue, eles não podem ser reconhecidos — saber disso me deixou de certo modo intrigada. Pego mais algumas bebidas voltando a dançar.

O Cara Da Casa Ao LadoOnde histórias criam vida. Descubra agora