– Briana Ramos
Devoro mais alguns bombons antes de entrar na UCLA, para suportar a rotina de universitária eu preciso de chocolate.
Se passou alguns dias desde aquela noite completamente louca e inesquecível, até então eu não conseguir encarar o Scott, sempre o evito mesmo que isso seja difícil já que ele é meu vizinho.
Abro meu armário pegando alguns livros pesados enquanto a Andressa fala sobre a festa que ela curtiu na noite anterior. Vejo o Scott conversando com o Theo perto do elevador, engulo seco quase enfiado minha cabeça no armário quando ele vem na nossa direção.
— Você está estranha — julga a loira rindo da situação, respiro aliviada quando ele passa sem parar ou dizer algo. — Bem, nesse fim de semana é a festa dos calouros, ou seja nós! Os veteranos sempre fazem isso todo ano é como se fosse uma festa de boas-vindas — explicou animada. — Como é bom estudar em universidade de rico, agora vamos se não aquele professor boca de sapo vai encher o saco.
— Será pecado abandonar a faculdade? — pergunto.
Estudar uma coisa que você não tem interesse é cansativo, meu estômago embrulha só de pensar em cortes ou agulhas, se isso for deixar minha vó feliz e calar a boca da minha mãe que sempre desacreditou em mim vale totalmente o meu esforço.
O dia passou voando eu decidir sair um pouco com a Andressa para relaxar. — Eu já te alcanço — falo com a loira quando meu celular começa a vibrar.
— Oi querida, se eu não te ligar você nem lembra de mim — sorrio quando escuto a voz da minha vó.
— Vózinha, me desculpe sempre que tenho tempo aí já é madrugada, me perdoe hum? Prometo ligar mais, agora me conte como a pessoa mais preciosa do mundo está? — começamos a conversar.
Depois de alguns minutos conversando encerro a ligação, os escândalos da Andressa também ajudou, nos arrumamos na casa da loira e logo saímos.
Vesti um vestido curto preto com um decote, opto por calçar um salto fino não muito alto a maquiagem extravagante deixou o look sofisticado.
— Vem vamos entrar na boate super famosa aqui, ela pertence a uma gangue de motoqueiros super famosa, eles são conhecidos como the gravediggers — me agarrou pelo braço.
— Por que aqui? — pergunto.
— Porque mais seria além de melhores bebidas e motoqueiros gostosos? — entramos no local lotado, pessoas dançando, se pegando, bebendo, música alta e luzes piscantes. Tipo de ambiente que eu costumo fugir.
Essa boate era diferentes das outras, desde bebidas até o estilo do lugar, era bem mais radical que o normal. Decidir tomar uma bebida chamada hot as hell na qual eu nunca havia tomado, sua cor é avermelhada e conseguir sentir minha garganta queimar quando virei de uma só vez.
Depois de algumas taças viradas eu já me sentia mais leve e solta, fui para o meio da pista de dança começando a rebolar acompanhando a Andressa.
— Por que tem alguns caras mascarados? — quase grito já que o som está alto demais.
— São os membros da gangue, eles não podem ser reconhecidos — saber disso me deixou de certo modo intrigada. Pego mais algumas bebidas voltando a dançar.
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O Cara Da Casa Ao Lado
RomanceMoradora de uma pequena cidade, Briana Ramos, uma ruiva de dezenove anos, ganha uma bolsa para estudar em uma das melhores universidades da Califórnia. Essa oportunidade transforma sua vida rotineira, especialmente ao conhecer Scott Chavier, um rapa...
