– Briana Ramos
Um dia você é jovem e no outro a pálpebra do seu olho tá tremendo por causa do estresse.
A vida está me testando pra ver se eu cometo suicídio ou homicídio primeiro, só pode.
Arrependimento, essa palavra que descreve um dos sentimentos mais dolorosos que se pode sentir na vida.
Nesse momento não sei se me arrependo por está fazendo isso, ou, por não ter feito antes.
Viver, acho que estou aprendendo a viver.
— Tem certeza que irá mudar o curso? Isso a prejudicará senhorita — afirmou a coordenadora da universidade pela segunda vez.
— Sim, não quero fazer medicina eu vomitei na última simulação de cirurgia. Como eu posso continuar isso? — assinei o documento.
— Ok, você perdeu sua bolsa se quiser continuar aqui terá que participar do concurso nas aulas extracurriculares para competir — tomou mais uma golada de chá. — Se ficar em um dos primeiros lugares conseguirá — sorriu.
— Eu irei tentar — descruzo as pernas me levantando. — Obrigada por essa oportunidade, não foi fácil tomar essa decisão.
— Certo, sentimos muito mas tivemos que informar sua família dessa decisão — ela diz, uma expressão decepcionante se forma em meu rosto.
— Hey, eu disse para não contar á ninguém. Não preciso de alguém para resolver isso — esbravejei.
— Sua mãe pediu para informa-la sobre sua vida aqui na universidade — se levantou. — Fique calma.
— Aquela mulher não é minha mãe, não importa o que ela pensa. Eu não irei mudar de idéia — digo, em simultâneo a porta se abre, e a figura da minha mãe biológica aparece vindo em minha direção.
— O que você está-
Minha voz é calada com um tapa na cara.
Viro meu rosto que começa a arder pelo tapa que acabei de levar, coloco minha mão sobre a maçã do rosto.
— Sua tola! — ela diz. — Sabe como é difícil entrar nessa universidade? Você parece uma adolescente rebelde revoltada que não sabe ter responsabilidade.
A coordenadora tenta acalmá-la, não tendo sucesso.
— Hipócrita! — começo a sorrir irônico. — Sabe porque eu entrei nessa merda de universidade? — pergunto com os olhos cheios de lágrimas. — Porque eu me matei de estudar a vida toda para não precisar de você! Isso não é problema seu.
— "Isso não é problema seu" é assim que você trata sua mãe? — gritou.
— Eu sou maior de idade, não precisa se preocupar com o seu "fardo" que ele está se virando sozinho — manti minha voz firme, mesmo estando tremendo.
— Você acha que vai conseguir alguma coisa pintando e desenhando rabiscos?
— Vou, e irei fazer questão de mandá-la uma das minhas pinturas — sai da sala onde estávamos batendo a porta.
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O Cara Da Casa Ao Lado
RomanceMoradora de uma pequena cidade, Briana Ramos, uma ruiva de dezenove anos, ganha uma bolsa para estudar em uma das melhores universidades da Califórnia. Essa oportunidade transforma sua vida rotineira, especialmente ao conhecer Scott Chavier, um rapa...
