10. algodão-doce

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– Briana Ramos

Levo minhas mãos com certa calma ao redor do rosto alvo em pé diante de mim. E então, sem medo, sem hesitar junto nossos lábios iniciando um beijo calmo.

Percebo a surpresa do Scott que deu um passo para trás recuando depois do beijo que eu depositei em seus lábios avermelhados.

— Você gosta de mim? — me atrevo a perguntar. Miro meus olhos no chão, a chuva ainda está caindo sobre nós.

Escuto uma risada, então me inclino para cima vendo o mais alto sorrir de ladino. Seu sorriso é desfeito quando nossos olhares se encontram.

Não — sua expressão é cínica e convencida, porém eu gosto da sinceridade que ela transmite.

— Você é tão grosso — me afasto após nos olharmos por alguns segundos em silêncio.

— É porque você não viu o meu pa-

— Nem se atreva a terminar! — o interrompo, me virando para onde ele estava apontando meu dedo indicador próximo do seu rosto.

Depois disso, o deixo sozinho sentindo vergonha pelo que eu fiz, mas sem nenhum arrependimento. Dou alguns passos para frente e escuto sua voz rouca me chamar, um sorriso inesperado é formado em meus lábios.

— Hm? — pergunto, me virando para ele que vem na minha direção, seu corpo para na minha frente. Mordo meus lábios sem dizer nada, Scott suspira fundo me puxando.

Engulo seco em êxtase pela sua atitude, uma de suas mãos envolve meu quadril em um abraço enquanto a outra sobe até minha nuca, fazendo eu ficar na pontinha do pé.

Sem demorar, o mais alto gruda nossos lábios em um beijo quente. Nossas línguas se encostam disputando espaço, ele me puxa para cima fazendo meus pés ficarem no ar flutuando. Suas mãos agridem alguns fios do meu cabelo, suspiro em seus lábios quando ele puxa os fios. Minhas mãos não perdem tempo vão para suas costas deixando carícias ali.

Ele me coloca no chão, o empurro quando suas mãos descem até minha bunda deixando apertos safados ali, não posso negar que isso foi excitante.

— Scott! — olho para os lados, e ele rir — Por que me beijou? — o encaro.

— Hm, porque eu quis, precisa de motivo pra beijar? — ele diz, o imitei baixinho.

— Como você consegue ser tão chato?! — falo saindo de onde estávamos. O tempo está frio então ir para casa é a melhor opção agora.

— Pelo visto, você gostou do beijo desse chato aqui — sua voz sussurra, irônica como quase sempre, ele me alcança andando do meu lado.

— Não me diga — reviro os olhos respirando fundo, de longe avisto uma máquina de pegar ursos e uma de algodão-doce logo ao lado. A chuva parou e eu sorrir animada ao ver começando a correr. — Wow! Eu não acredito, pensei que só existia isso em séries asiáticas — digo, me aproximando vendo um senhor tomando conta de tudo.

— Eu quero tentar! — abro a bolsa pegando alguns dólares — Hey Scott, olha isso — vejo ele com uma expressão de preguiça parado perto de mim.

— Eu estou vendo — sua voz soa desanimada, seus braços estão cruzados enquanto ele observa eu colocar a nota na máquina tentando pegar algum urso. — Não adianta, você não vai conseguir — afirmou.

— Eu não vou conseguir? — sorri — Então veja só, e eu não vou te dar nenhum ursinho.

[...]

— Calma, só mais essa vez — quase grito, quando Scott me puxa.

O Cara Da Casa Ao LadoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora