“De repente, neste verão, está claro que eu nunca tive a coragem das minhas convicções enquanto o perigo estivesse próximo. E está ali na esquina, porque ele vive em mim.” – Peace, Taylor Swift.
Eddie chegou em seu trailer com Matilda dez minutos depois. O lugar estava uma bagunça, ele não esperava que os dois fossem pra lá naquele dia.
Ela se sentou no sofá enquanto o observava revirar os armários a procura de algum tipo de remédio ou curativo. A casa dos Munson definitivamente não era um lugar onde você encontraria um kit de primeiros socorros.
— Ok... acho que é tudo. — se posicionou ao lado dela, sua fala estava arrastada e nervosa.
Trouxe consigo espadrapo, soro fisiológico, saco de ervilhas congeladas e um frasco de Merthiolate. O último item fez Matilda soltar uma risada, já que eles não precisariam daquilo.
Eddie pegou tudo o que viu pela frente, não queria admitir mas estava meio apavorado. Encostou nos dedos dela, o que fez estremecer um pouco de dor.
— Meu Deus, Maudie, será que quebrou? — seus olhos estampavam preocupação.
— Não, só está doendo. — sorriu para ele. Ao contrário de Eddie, ela não estava tão nervosa, apenas se sentindo estranha. — Quer que eu faça isso? — perguntou após perceber o quanto ele estava apreensivo.
— Não! Eu faço. — respondeu rapidamente.
— Eu sei que você não gosta muito de lidar com sangue. — mordiscou o lábio inferior, tentando não rir ao lembrar de toda a cena na festa da Chrissy e como Eddie ficou assustado ao ver uma gota do líquido.
Ele revirou os olhos dramaticamente, um pouco envergonhado por saber que ela lembrava.
— Já que você bateu nele por mim, eu cuido de você, tá? Fica bem quietinha aí, superstar.
Pegou na mão de Flores com cuidado, deixando um beijinho em sua palma, o que fez o coração dela derreter. Seu metacarpo estava machucado e seus dedos uma mistura de vermelho com roxo.
Ele começou a limpar o sangue que estava seco, com cuidado. O gelado do soro fez ela se aliviar um pouco, aproveitou para colocar o saco de ervilhas congeladas na esperança de que melhorasse.
— Você consegue mexer? — perguntou, e segundos depois a viu movimentar lentamente alguns de seus dedos.
— Isso significa que não quebrou? — olhou para ele um pouco esperançosa, como se Eddie tivesse a resposta para tudo.
— Não faço ideia. — riu.
— Nem eu. — sorriu para ele.
— Não quer ir no médico pra ver? Posso te levar. — ela negou com a cabeça.
— Não quero que minha tia saiba.
Não sabia como explicar toda a situação para Claudia, estava com medo caso contasse o que aconteceu para sua tia, ela não autorizasse mais a viagem para Nova York com Eddie. Matilda não gosta de esconder as coisas, mas achou melhor.
— Como vai ir para casa sem ela ver sua mão? — perguntou, enquanto pressionava o gelo sobre a palma dela.
— Não sei. — bufou, um pouco frustrada.
— Quer dormir aqui? Talvez até amanhã já tenha melhorado, você pode passar uma maquiagem ou algo assim pra disfarçar depois.
As palavras saíram da boca dele como algo casual, como se dormir com ela fosse normal para ele, o que certamente não era. Ele apenas gostava de estar perto dela e quando dormiram juntos, ele se sentiu tão em paz que tinha a necessidade de sentir tudo novamente.
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𝐓𝐢𝐦𝐞 𝐀𝐟𝐭𝐞𝐫 𝐓𝐢𝐦𝐞 | 𝐄𝐝𝐝𝐢𝐞 𝐌𝐮𝐧𝐬𝐨𝐧
Fanfiction"Desde que eu te conheci você foi esse desvio fora da curva, você me tirou dessa distopia que criaram pra mim. Você foi... você é, na verdade, minha possibilidade, Eddie." Matilda Flores chegou em Hawkins no verão de 1985 para passar as férias na ca...
