Eu encaro os ladrões começarem a me cercar, cercar o muro onde estou sentada.
Amon cruza os braços com um maldito sorriso convencido.
— Assim, acham mesmo que vão me pegar? -questiono.
— Pegamos da primeira vez.
— Aquilo foi um deslize, eu deixei vocês me pegarem. -inclino a cabeça.
— Conta outra. -um deles bufa.
Eu o encaro, vendo que foi o que eu agredi.
— Eu não facilitei em nada, já está melhor da surra? Meu bem. -ronrono para ele.
Ele mostra os dentes e todos o encaram.
— Disseram que ela estava acompanhada.
— Talvez não tenhamos dito exatamente o que ocorreu...
— Disseram que ela estava com dez homens.
Eu gargalho.
— O estrago que eu fiz foi nomeado de ela estava acompanhada por dez homens? Ridículo. -gargalho.
— Que vergonha. -Amon abana a cabeça para os bandidos.
— Vocês podem até tentar, mas não vão me pegar. —falo— ninguém jamais me captura.
— Quer apostar?
Eu saltei do muro, os ladrões pularam tentando me agarrar mas eu voei por cima deles e caí de pé suavemente há alguns metros distante.
— Vocês acham mesmo que vão me pegar? -zombo.
Eles puxam suas armas de fogo, ah, revólveres, malditos sejam.
Todos apontados para mim.
Solto uma risada debochada, meus olhos cintilam e eu ergo a mão.
— Vocês não podem contra mim. -meus dedos se fecham lentamente.
Os canos das armas se tornaram vermelho fervente, fumaça saindo deles quando eu puxo o punho para baixo, os canos entortaram em um nó no exato momento em que todos puxaram os gatilhos. As armas explodiram em suas mãos. Gritos.
Eu sorri.
— Vocês podem ser homens, mas eu tenho o poder. -assobio.
Amon me encara com uma sobrancelha erguida.
— Ao invés de tentarem me matar, cavaleiros. —sorri— por que não me pagam para roubar?
— O que está sugerindo? -um dos bandidos geme.
Amon me encara entendendo o que eu dizia e reflete.
— Ela quer que eu pague para que ela roube o anel do rei.
— Ela não vai conseguir.
— Eu roubei do líder dos ladrões. —cantarolei— posso bem demais roubar do próprio rei.
E novamente pôr meu pescoço na forca, me salvaria de uma corda e me enrolaria em outra.
— Quanto quer? -Amon rosna contrariado.
Eu sorri.
— Agora estamos falando a mesma língua.
...
Eu observo Amon que caminha pelo seu escritório, agora, eu como sua "sócia" digamos, não estou mais na mira de sua lâmina, isso é, se eu conseguir roubar o anel, e eu vou.
Ele retira os panos de sua cabeça e rosto, revelando mais uma vez sua beleza perigosa.
— Você é extremamente irritante. -ele disse.
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Diamantes Do Deserto
FantasyAzaya é uma ladra que vive no reino deserto de Avalor, mas a sua vida de furtos vira de cabeça para baixo quando o Rei a pega roubando suas jóias e a sentencia a morte. Agora para livrar o seu pescoço, Azaya terá que se tornar a ladra do Rei e rouba...
