Capítulo 7

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O meu dia já havia se esvaido, e agora só me restará a noite, e eu morreria hoje, ou não.

— Minha querida mèirleach. —Amon disse— seus três dias e três noites acabaram.

Eu o encaro de cima a baixo.

— Me conte o resto da história.

Eu inspiro fundo.

— O terceiro irmão fora o mais esperto dos três, diante da morte ele pediu a ela uma garantia de que ela nunca viria atrás dele e que ele tivesse o que todos chamam de poder. —falo— então, a morte lhe entregou um Anel, com uma jóia vermelha onde fogo crepitava como uma fogueira, enquanto ele usasse aquele Anel a morte nunca chegaria para ele, e ele teria um poder inigualável e avassalador que conquistaria um mundo se ele quisesse, e se esse Anel fosse passado por ele, seus descendentes teriam apenas poder.

Ele me observa com atenção.

— Então, com o anel em seu dedo o terceiro irmão usou o poder para tirar ele e seus irmãos do deserto e chegar a civilização, deixando a morte sozinha na noite sombria. —inspiro— os irmãos então conquistaram tudo o que queriam com os presentes, com as armas eles se tornaram reis, conquistando sua glória, mas um dia, por sua ganância e desejo por mais, o primeiro irmão se tornou sensível ao ouro que possuía.

Ele se sentou diante de mim.

— Ele não conseguia mais tocar em suas riquezas, e quando tocava, ele sentia seu corpo queimar como fogo ateado em sua pele, foi quando em uma noite, um traidor o encurralou e o trancou na sala de tesouros até o amanhecer, quando a sala fora aberta, todos se depararam com o rei que havia se tornado uma estátua de ouro maciço. E assim a morte levou o primeiro irmão. —respiro— o segundo irmão foi um rei bom e honesto, mas mesmo estes não escapam de seu destino, ele se casou, teve filhos, mas um de seus filhos tinha ganância e cede por poder, ao entardecer do dia mais quente do ano, com a mesma arma que ele usou para conquistar um reino, ele foi morto, tendo sua cabeça cortada fora pelo próprio filho, e a morte novamente passou por perto, levando o segundo irmão.

— E o terceiro irmão?

Eu pisco lentamente.

— O terceiro irmão usou seus anos de imortalidade para estudar o que ele tinha de poder, e a morte jamais veio atrás, ele então nomeou aquele poder de magia, e com aquilo, ele criou seres mágicos, criaturas místicas, espíritos já vagavam pelo mundo antes de ser mundo, e ele os dez vagar por terra a noite, foi quando ele teve seu filho com uma das criaturas que ele criou, uma bruxa. —estreito os olhos— a criança já havia nascido poderosa mas o pai queria que ela fosse mais ainda, então, depois de anos, ele retirou o Anel de seu dedo no décimo aniversário de seu filho, e o entregou a ele, foi então quando a morte surgiu, o terceiro irmão saudou-a como uma velha amiga, e sem desespero ou medo ele a acompanhou em uma caminhada, e assim, a morte levou o terceiro irmão. Hoje, o terceiro irmão é a imagem de um Deus para todos, o poderoso Urgh.

Amon ao menos respira.

— Há quem diga que as almas dos irmãos se tornaram as areias deste deserto, por isso elas são encantadas e de lá saem todos os tipos de espíritos, criaturas que Urgh criou. -digo por fim.

— A moral desta história? -questiona Amon.

— Nunca tente ser mais esperto que a morte, uma hora vai chegar a sua vez. A morte virá, não importa o freguês, seja rico, pobre, poderoso, ela não liga para classes sociais, ela leva. -eu disse.

Ele se ergue da cadeira, me dando as costas.

— Vai me dizer onde está o Anel?

— Se quer tanto saber, está com o rei. -revelo.

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