Capítulo 12

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O Sol mau havia raiado e eu já estava de pé, sem ter certeza do que faria da minha vida já que o rei não estava em Avalor e o anel está em seu dedo.

— Você vai esperar ele voltar? -Amon ironiza.

— O anel é seu, deveria estar desesperado atrás dele. -falo.

— Prefiro deixar essa missão para você, por isso estou lhe pagando. -ele disse.

Animal.

Eu batuco os dedos na mesa então, algo estala em minha mente.

— Claro. -murmuro.

Uma luz se acendendo em minha cabeça.

— Tenho uma ideia. -falo.

— E qual seria? Querida mèirleach. -ele pergunta.

— Vou atrás de uma bruxa do oráculo. -digo.

Ele xinga.

— Vai atrás do próprio coiote? Está querendo se matar?! -ele questiona.

— Não, até porque deixaria muita gente triste. -falo.

— Com a sua ausência?

— Não, porque eles não conseguiram me matar antes. -respondo.

Ele balança a cabeça e eu fico no centro da sala.

— Você não vai a cavalo?

— Não, demoraria demais.

— Para onde vai? -Nihayi surgiu.

— Quem te deu liberdade para transitar pela caverna? -Amon ergue uma sobrancelha.

— Estava tedioso demais no quarto. E seus ladrões cantam muito mal. -disse o príncipe com tédio.

— Você vem comigo. -puxo o príncipe.

— E por que ele? -Amon me encara.

— Capaz de eu voltar e você ter nocauteado ele umas sete vezes.

Ele inclina a cabeça como quem não podia discordar.

— Para onde vamos? -Nihayi me encara.

— Atrás de uma bruxa do oráculo.

Ele arregala os olhos e tenta fugir.

— Ela quer me matar! -ele exclama.

— Quer mesmo levar ele? Nocautear é bem mais eficiente. -Amon me olha convencido.

Eu mostro a língua para ele.

— Deixe de ser frouxo, Nihayi. -lhe dou um tapa na nuca.

— Não é isso, tem noção de que essas criaturas tem ódio de humanos? -ele questiona.

— Se eu fosse uma até sentiria receio.

Ele abriu a boca e poder nos engoliu.

Nós surgimos no meio do deserto, Nihayi tropeçou indo de encontro a areia.

Diante de uma grande tenda, dois camelos deitados perto dela.

— Cacete.

Ele se ergue de imediato, o rosto pálido.

— Vamos embora, você nos trouxe para a morte...

Mas então a entrada da tenda se abre sozinha, uma voz antiga feminina ecoando.

— Entrem.

— Céus. -sussurra Nihayi.

Eu rolo os ombros sem preocupação.

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