Capítulo 11

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— Maldição. -ruge.

Eu sorri inocente, lançando o leque de cartas na mesa.

— Bati de novo. -falo.

Os Ladrões xingam maldições.

— Como é possível?

Eles se inclinam na mesa para ver seus jogos.

— Ladra. -bufa Red.

— Com orgulho. -levo a mão ao peito.

Eles resmugam jogando suas moedas de ouro para mim.

— O que diabos estão fazendo? -Amon surgiu.

— Sendo limpados nas cartas. -Erza resmunga.

— Ela é muito boa, mas eu sou mais, vou vencer. -disse Red.

— Você disse isso em todas as dez rodadas. -Erza o encara.

Red balança as madeixas ruivas Scarlett ao sacudir a cabeça descrente, uma cabeleira ondulada que vai até um pouco abaixo de seus ombros.

— Ela tem algum truque, não é possível. -seus olhos de um azul escuro se semicerram em minha direção.

— Aceita que perdeu. -rodo uma adaga na madeira da mesa.

— Melhor de onze, não aceito isso. -ele disse.

— Ai, ai. -suspiro embaralhando as cartas.

As mesmas vão de uma mão para a outra, de forma precisa em perfeitos leques.

Separo as cartas com agilidade e pego as minhas.

— Vamos de novo. —falo— quais são suas apostas?

— Ela vai nos falir. -os olhos dourados de Erza me encaram acusadores.

Os cabelos castanhos escuros bem alinhados.

— Eu nunca faria uma coisa dessas. -levo a mão ao peito.

— Faria pior. -Amon cruza os braços.

— Verdade. -concordo.

Suor escorre pela pele clara com leve bronze de Red que parece concentrado demais em seu jogo.
Fisicamente ele é gigante, puro músculo, um guerreiro. Já Erza era forte mas também é esguio, de uma forma que chega a ser elegante ao mesmo tempo que perigoso.

As luzes tremeluziram sob a pele morena clara de Erza que pigarreia observando seu jogo.

Amon fica atrás de mim, observando por cima de meu ombro e balança a cabeça.

— O que acha? Chefinho. -Red questiona lançando uma carta na mesa.

— Que vocês terão seus traseiros comidos por ela, com farinha e vinho. -ele disse.

Eles erguem seus olhares e de relance vejo Amon se apoiar nas costas de minha cadeira.

— Tentem sua sorte.

Separei meus jogos, lancei a carta coringa na mesma e abri o leque contado.

— Bati.

— Mas que porra! -ruge Red para o alto.

— Eu desisto. -Erza resmunga jogando suas cartas na mesa.

— Eu avisei. -disse Amon.

— Como pode? ONZE VEZES! -Red amaldiçoa.

— Arranquei dinheiro de muita gente em foço do diabo. -me espreguiço.

— Então já esteve lá? -Amon me observa.

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