— Maldição. -ruge.
Eu sorri inocente, lançando o leque de cartas na mesa.
— Bati de novo. -falo.
Os Ladrões xingam maldições.
— Como é possível?
Eles se inclinam na mesa para ver seus jogos.
— Ladra. -bufa Red.
— Com orgulho. -levo a mão ao peito.
Eles resmugam jogando suas moedas de ouro para mim.
— O que diabos estão fazendo? -Amon surgiu.
— Sendo limpados nas cartas. -Erza resmunga.
— Ela é muito boa, mas eu sou mais, vou vencer. -disse Red.
— Você disse isso em todas as dez rodadas. -Erza o encara.
Red balança as madeixas ruivas Scarlett ao sacudir a cabeça descrente, uma cabeleira ondulada que vai até um pouco abaixo de seus ombros.
— Ela tem algum truque, não é possível. -seus olhos de um azul escuro se semicerram em minha direção.
— Aceita que perdeu. -rodo uma adaga na madeira da mesa.
— Melhor de onze, não aceito isso. -ele disse.
— Ai, ai. -suspiro embaralhando as cartas.
As mesmas vão de uma mão para a outra, de forma precisa em perfeitos leques.
Separo as cartas com agilidade e pego as minhas.
— Vamos de novo. —falo— quais são suas apostas?
— Ela vai nos falir. -os olhos dourados de Erza me encaram acusadores.
Os cabelos castanhos escuros bem alinhados.
— Eu nunca faria uma coisa dessas. -levo a mão ao peito.
— Faria pior. -Amon cruza os braços.
— Verdade. -concordo.
Suor escorre pela pele clara com leve bronze de Red que parece concentrado demais em seu jogo.
Fisicamente ele é gigante, puro músculo, um guerreiro. Já Erza era forte mas também é esguio, de uma forma que chega a ser elegante ao mesmo tempo que perigoso.
As luzes tremeluziram sob a pele morena clara de Erza que pigarreia observando seu jogo.
Amon fica atrás de mim, observando por cima de meu ombro e balança a cabeça.
— O que acha? Chefinho. -Red questiona lançando uma carta na mesa.
— Que vocês terão seus traseiros comidos por ela, com farinha e vinho. -ele disse.
Eles erguem seus olhares e de relance vejo Amon se apoiar nas costas de minha cadeira.
— Tentem sua sorte.
Separei meus jogos, lancei a carta coringa na mesma e abri o leque contado.
— Bati.
— Mas que porra! -ruge Red para o alto.
— Eu desisto. -Erza resmunga jogando suas cartas na mesa.
— Eu avisei. -disse Amon.
— Como pode? ONZE VEZES! -Red amaldiçoa.
— Arranquei dinheiro de muita gente em foço do diabo. -me espreguiço.
— Então já esteve lá? -Amon me observa.
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Diamantes Do Deserto
FantasyAzaya é uma ladra que vive no reino deserto de Avalor, mas a sua vida de furtos vira de cabeça para baixo quando o Rei a pega roubando suas jóias e a sentencia a morte. Agora para livrar o seu pescoço, Azaya terá que se tornar a ladra do Rei e rouba...
