Decidi postar os capítulos do segundo livro aqui, tornando assim esse primeiro livro o único livro da história.
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O vento lança o navio que sobe e desce as ondas.
Cada balançar me trazendo uma sensação diferente de enjôo.
— Enjoada? -Sinbad zomba de mim.
Eu o encaro com os olhos estreitos.
— Irei vomitar em você se não parar.
Ele ergue as mãos.
— Como quiser, bruxa.
— Quando vai parar de me chamar assim? -questiono.
— Não é o que você é? —indaga— uma bruxa.
Um choque percorre meu corpo, sinal daquele acordo encantado, Sinbad tem a forma de me fazer levar constantes choques quando ele quiser.
Apenas para me torturar.
— Filho da puta. -murmuro.
— Uma bruxa de areia em meu navio. -ele diz para o vento.
Ele me encara.
— Não só isso, uma ladra também. —seus olhos cintilam— o que eu preciso que você roube está longe daqui.
Ótimo, mais uma jornada longa que me afasta de meu objetivo.
— Onde? -questiono.
Ele aperta o timão em suas mãos.
— Está na ilha lonvedicton. -ele disse.
Eu levo a mão a boca contendo a ânsia de vômito.
— A ilha que desaparece? -engulo fundo.
— Isso. —ele concorda com o olhar determinado para o mar— a localização dela foi mostrada no mapa, e com certeza muita gente sabe.
— Muito quanto? -o encaro.
— Todos os piratas que navegam nestes oceanos.
Merda.
Eu cambaleei até o primeiro barril que encontrei e botei todo o meu café da manhã para fora.
— Mares não são para bruxas, somente para os de coragem pura, que já viram a morte de perto. -ele diz sombrio.
Cuspo uma última vez e ergo a cabeça, limpando o canto da boca com o dorso da mão.
— Sou de fato a que mais esteve perto dela. -digo.
O papagaio em seu ombro grasnou.
— Diamante bruto! -ele grasna em minha direção.
— Eu sei bem o que ela é. -Sinbad diz ao papagaio.
— Diamante bruto!
— Isso, um diamante bruto.
Eu bufo um rosnado e encaro o mar, sentindo o vento úmido e salmourado do mesmo.
— O que me deixa mais curioso, bruxa. —diz o capitão— é que você justamente buscou um navio para atravessar os oceanos.
— E de que jeito eu iria atravessar? Pateta. -o encaro.
Ele grunhiu.
— Onde está sua fera alada? -ele questiona.
Eu inclino a cabeça.
— Cadê o seu dragão? -ele pergunta.
— Não tenho um dragão. -falo.
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Diamantes Do Deserto
FantasyAzaya é uma ladra que vive no reino deserto de Avalor, mas a sua vida de furtos vira de cabeça para baixo quando o Rei a pega roubando suas jóias e a sentencia a morte. Agora para livrar o seu pescoço, Azaya terá que se tornar a ladra do Rei e rouba...
