Capítulo 21

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Decidi postar os capítulos do segundo livro aqui, tornando assim esse primeiro livro o único livro da história.

..

O vento lança o navio que sobe e desce as ondas.

Cada balançar me trazendo uma sensação diferente de enjôo.

— Enjoada? -Sinbad zomba de mim.

Eu o encaro com os olhos estreitos.

— Irei vomitar em você se não parar.

Ele ergue as mãos.

— Como quiser, bruxa.

— Quando vai parar de me chamar assim? -questiono.

— Não é o que você é? —indaga— uma bruxa.

Um choque percorre meu corpo, sinal daquele acordo encantado, Sinbad tem a forma de me fazer levar constantes choques quando ele quiser.

Apenas para me torturar.

— Filho da puta. -murmuro.

— Uma bruxa de areia em meu navio. -ele diz para o vento.

Ele me encara.

— Não só isso, uma ladra também. —seus olhos cintilam— o que eu preciso que você roube está longe daqui.

Ótimo, mais uma jornada longa que me afasta de meu objetivo.

— Onde? -questiono.

Ele aperta o timão em suas mãos.

— Está na ilha lonvedicton. -ele disse.

Eu levo a mão a boca contendo a ânsia de vômito.

— A ilha que desaparece? -engulo fundo.

— Isso. —ele concorda com o olhar determinado para o mar— a localização dela foi mostrada no mapa, e com certeza muita gente sabe.

— Muito quanto? -o encaro.

— Todos os piratas que navegam nestes oceanos.

Merda.

Eu cambaleei até o primeiro barril que encontrei e botei todo o meu café da manhã para fora.

— Mares não são para bruxas, somente para os de coragem pura, que já viram a morte de perto. -ele diz sombrio.

Cuspo uma última vez e ergo a cabeça, limpando o canto da boca com o dorso da mão.

— Sou de fato a que mais esteve perto dela. -digo.

O papagaio em seu ombro grasnou.

— Diamante bruto! -ele grasna em minha direção.

— Eu sei bem o que ela é. -Sinbad diz ao papagaio.

— Diamante bruto!

— Isso, um diamante bruto.

Eu bufo um rosnado e encaro o mar, sentindo o vento úmido e salmourado do mesmo.

— O que me deixa mais curioso, bruxa. —diz o capitão— é que você justamente buscou um navio para atravessar os oceanos.

— E de que jeito eu iria atravessar? Pateta. -o encaro.

Ele grunhiu.

— Onde está sua fera alada? -ele questiona.

Eu inclino a cabeça.

— Cadê o seu dragão? -ele pergunta.

— Não tenho um dragão. -falo.

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