Olho para o oceano, seria a última vista que eu teria dele até chegar em terra firme.
O dia foi embora e logo a escuridão da noite tomou conta, me fazendo enxergar nada ali além das estrelas.
Ouço passos atrás de mim e me viro.
— Sem sono?
Eu desviei a atenção do capitão e voltei a olhar os céus.
— Um pouco. -respondi.
Ele se apoiou no corrimão e me observou.
— Nunca em minha vida vi uma mulher tão louca e tão corajosa como você. -ele confessa.
— Não caio em encantos de marinheiros. -digo.
Uma risada.
— Estou há tanto tempo neste mar, neste navio, que eu já não sei como cantar uma mulher, bruxa. —ele disse— foi de fato um elogio.
Eu inclino a cabeça.
— Deve haver alguma em suas paradas. -falo.
Ele assente.
— Nenhuma que chame a minha atenção de verdade. -admite.
— Creio que eu não seja essa.
— Quem sabe? —ele riu— o destino prega peças.
Eu olho para ele finalmente.
— Não me chama a atenção passar a eternidade ao lado de um velho lobo do mar. -sorrio afiada.
— Sou velho de idade. —ele bloqueia minha saída com as mãos— não fisicamente, uma dádiva da imortalidade.
— De fato. -concordo.
Ele encara meus lábios e inclina a cabeça.
— Seria um tremendo erro, não seria? Correria o risco de ficar enfeitiçado por você. -ele disse.
— Semanas nesse navio, achei que já estivesse.
Uma gargalhada baixa.
— Com você tentando me afogar vivo?
— E você querendo me dar de comida aos tubarões? -rebato.
Um riso e ele me puxou pela cintura.
— Parece que ainda lembra de algumas coisas. -falo.
— Desde a última vez que te vi há cinquenta anos? Sim. —ele disse— encantadora Azaya.
Seus lábios se chocaram contra os meus e ele me prenssionou contra o timão.
Mas, o beijo em si era prazeroso, porém não sentia o que sentia com Amon, com Amon eu sentia ser tirada do chão e um intenso frio na barriga, com Sinbad era como se fosse apenas... Nada, uma recordação de um tempo atrás.
E por esse motivo eu me afastei, quebrando o beijo.
— Já me mostrou que ainda lembra de algo. -falo.
Ele sorriu de lado.
— E você me mostrou que se não deu continuidade é porque há outro na jogada.
Esperto.
— Talvez. -digo.
— Un feérico? Um... Príncipe talvez? Ou...
— Um ladrão.
Ele piscou, então, sua gargalhada ecoou pelo navio e explodiu ao redor do mar.
— Para quem disse que nunca, jamais iria se envolver com um bandido do seu tipo... -falou.
Eu lhe dou um empurrão e ele riu mais ainda.
— A ladra mais ardilosa teve algo roubado por outro ladrão... Seu coração. -ele disse.
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Diamantes Do Deserto
FantasyAzaya é uma ladra que vive no reino deserto de Avalor, mas a sua vida de furtos vira de cabeça para baixo quando o Rei a pega roubando suas jóias e a sentencia a morte. Agora para livrar o seu pescoço, Azaya terá que se tornar a ladra do Rei e rouba...
