Capítulo 10

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— Com que diabos de permissão você raptou a droga do príncipe e me obriga a trazê-lo para cá?! -Amon rosna.

— Com a mesma permissão que não te. -falo.

— Não te?

— Não te interessa, babaca. -falo.

Ele rosnou.

— Isso. —ele aponta para o príncipe desacordado— não deveria ter acontecido, sua função era roubar o anel.

— E quem você acha que sabe todos os meios de como pegar ele? -ironizo.

Ele encara o príncipe.

— Anta. -resmungo.

— Impulsiva. -rebate.

— Idiota.

— Ladra de quinta.

— Se fosse de quinta você não me pagaria para roubar, iria você mesmo. -o encaro.

Ele abre a boca e fecha no mesmo instante.

O encaro convencida.

— Perdeu o argumento, Alibaba. -zombo.

Ele bufa irritado.

— Onde eu estou?

Nós encaramos o príncipe.

Ele olha para nós e depois para Amon, então, ele grita.

Foi rápido quando Amon lhe acertou um soco e ele desmaiou outra vez.

— Mas que... Está ficando louco?! -exclamo para o ladrão.

— Louco? Prezo por meus tímpanos intactos. -ele cruza os braços.

Eu reviro os olhos e abano o príncipe.

— Você é um idiota. -resmungo.

Foram minutos longos para que eu conseguisse reanimar Nihayi, e o desgraçado do Amon apenas observava.

— Será que ele morreu? -ele pergunta.

— Cala a boca. -falo.

Ele ergue as mãos e eu dou três tapas no rosto do príncipe.

O mesmo abre os olhos, soltando um chiar de dor.

— Não grite e não desmaie de novo, por Urgh. -suspiro.

Ele me encara.

— Azaya. -ele suspira aliviado.

— Agora vai dizer onde o rei está? -Amon surge do meu lado.

O príncipe engoliu em seco.

— Olha, eu não sei para onde ele foi, ele apenas disse que iria viajar para fazer alianças. -ele disse.

— Mas você é o filho herdeiro, não deveria estar a par de tudo? -questiono calmamente.

— Segundo ele não tenho sido bom nisso. —ele disse— meu pai não compartilha tudo comigo, muitas coisas ele guarda apenas para ele e aquela Arara.

— Sempre tem que ter aquela peste da Arara. -bufo.

— Odeio ela. -resmunga o príncipe.

— Então se ele não sabe, do que adianta deixarmos ele vivo?

Nihayi arregala os olhos.

— Ele será uma moeda de troca. -falo.

Eu dou um tapinha no ombro do príncipe.

— Olha, bonitão, ainda não é o seu fim, sossega. -digo.

Ele suspirou e sorriu para mim.

— Por que não foi embora de Avalor? -ele pergunta.

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