Descida de que lado quer ficar.

1.3K 131 50
                                        


Quando nos encontraram depois daquela noite, as fofocas sobre a minha saída foram finalmente descartadas. Sinceramente, a semana que se seguiu foi mais leve do que eu esperava. Rachel, com sua simpatia contagiante, mostrou-se uma aliada inesperadamente valiosa. Ela não apenas apreciava a maioria das coisas que eu compartilhava com ela, mas também cobria as falhas — embora poucas — do nosso plano com uma habilidade impressionante. Em uma semana, tudo estava pronto. Teríamos mais sete dias para ajustar os detalhes finais, e tudo parecia perfeito, para dizer o mínimo.

No entanto, antes da chegada da realeza, tivemos um final de semana preparado por Thalia e Reyna. Apesar de discordarem em quase 100% das coisas — o que deixou Thalia com dores de cabeça constantes durante a semana —, elas conseguiram elaborar e executar um plano em tempo recorde. O objetivo era simples: deixar os convidados o mais confortáveis possível, mantendo suas rotinas habituais, mas introduzindo algo novo e inovador. Como elas conseguiram fazer isso em tão pouco tempo, eu não sei, especialmente quando descobrimos que os visitantes seriam ninguém menos que o Sr. Hefesto e o general Ares, acompanhados de suas famílias. A notícia de que veríamos Clarisse novamente e conheceríamos seu "pequeno guerreiro", sobre o qual ela tanto falava, deixou todos animados.

Mas, como nem tudo são flores, o plano quase foi por água abaixo devido à agitação de um dos integrantes. Leo Valdez estava em um estado de euforia insuportável, determinado a ver seus dois primos, Percy e Nico.

— Van Gogh só amou o amarelo porque não conhecia os azuis de seus olhos — foi a primeira frase que Leo soltou ao ver Thalia, deixando-a completamente confusa.

— Obrigada? — respondeu Thalia, hesitante, o que fez até mesmo Reyna soltar algumas gargalhadas.

As meninas, no entanto, contornaram a situação com maestria. O final de semana foi, de fato, maravilhoso. O jantar com a família real reunida foi um momento especial. Ouvir Hefesto falar foi uma experiência enriquecedora. Ele era sábio e compartilhou conosco várias histórias de sua vida, incluindo um acidente de infância que o deixou manco de uma perna.

— Quando eu era menor, meu pai disse que um dia eu teria que escolher um lado — Hefesto começou, enquanto cortava um pedaço de carne para seu sobrinho Frank, sentado ao seu lado. — Hoje, vemos uma nação inteira dividida, com suas próprias propostas e desejos. Eles não pensam no que acontece com aqueles que não apoiam. Tudo o que querem é a extinção do outro, como se a violência resolvesse tudo. Mas adivinhem, crianças, não resolve. Eu vivi em tempos de guerra, e não era nada legal ver um amigo cair com um tiro na cabeça. Nunca apoiarei alguém que só pensa na extinção daqueles que pensam diferente, não importa de que lado estejam.

Ninguém na mesa podia discordar. Sabíamos que Hefesto estava mais do que certo. Era uma verdade que vivíamos no país desde sempre, e uma guerra não resolveria nada. Claro, se uma guerra estourasse, teríamos que lutar, mas não havia necessidade de simplesmente matar sem parar. Porque, no final, não sobraria ninguém para contar a história.

— Pare de encher a cabeça dos jovens de baboseiras — Ares interrompeu, engolindo uma coxa de frango. — Se alguém te ofender, vai lá e mete um soco. É assim que se resolve as coisas.

— Como sempre, nada racional, não é, Ares? — Hefesto respondeu, com um sorriso sarcástico. — Por isso você é um guerreiro fadado a morrer em batalha, e eu sou um político que vive para deixar tudo o melhor possível para a geração futura.

— Pau no seu cu — Ares retrucou, provocando risos ao redor da mesa.



Nota do autor:

Gentteee vai começar a semana de prova e eu vou ficar sem postar por alguns dias só até eu ficar bem nos estudos, amo vcs.


A Realeza | Percabeth | Livro 2Histórias para pegar e não largar. Descubra agora