Velho Oeste

541 69 277
                                    


— Wǒzuì... Vamos nos atrasar, desperte. Já é tarde e...

— Eu não posso andar, me deixe!

Eu sabia que resmunguei irritado, mesmo assim ele me ergueu e me levou para o banho.

Mandão! Ele era um mandão!

Eu queria reclamar, mas realmente estava sem energias. Eu estava derrubado e tudo porque eu inventei de provocar o demônio adormecido dentro daquele homem.

Parabéns para mim!

Eu me dizia internamente enquanto era colocado com cuidado na banheira do quarto dele.

Sim, do quarto dele, porque saímos do meu ainda de manhã quando acabei rasgando alguns travesseiros no dente – Era isso ou gritar e revelar para todos os empregados da casa que eu estava sendo sexualmente castigado pela minha língua grande – E porque talvez eu tenha quebrado um pedaço da guarda da cama enquanto me agarrava ali em determinado momento.

Cai era um tigre feroz adormecido, mas que tinha consciência, por isso saímos do meu quarto para tentar dormir no dele.

— Cai... Eu realmente quero dormir.

Disse vencido, meus olhos pesavam e eu não conseguia abri-los direito e isso tudo por quê? Porque eu fiz sexo o final da madrugada e a manhã inteira. Quem suportaria?

E como aquela pessoa tinha toda aquela disposição afinal?

Ele não era humano, não podia ser...

— Você dormiu a tarde toda, quando voltarmos eu prometo que dormiremos a noite inteira também.

— Dormiremos? Eu não vou dormir com você essa noite, meu corpo entraria em colapso!

— Eu disse dormir, meu noivo, só dormir.

Eu ouvia riso na voz dele por isso fiz aquele esforço imenso e abri meus olhos para ver os dele sobre mim enquanto me banhava com calma, outra vez a pessoa que conheci antes de eu tolamente inventar de provocá-lo. A verdade era que apesar do excessivo esforço físico que foi exigido de mim nas últimas horas, ele era uma pessoa que sabia agradar alguém bem como cuidar de alguém depois de quase literalmente matá-la.

Quando eu fui possuído pela primeira vez por ele eu entendi que não era virgem, meu corpo não era, mas ainda assim era como se eu fosse por dentro, onde verdadeiramente importa. Eu não me lembrava como foi minha primeira vez e talvez eu não quisesse recordar agora, porém minha alma garantia que amor eu nunca tinha feito. E havia uma grande diferença.

A pele sabia, o corpo sabia mesmo que minha mente não lembrasse.

Era algo sobre toque, sobre olhos nos olhos, sobre paciência mesmo quando se quer muito o outro alguém e Cai tinha todos aqueles atributos e talentos. Eu só me deixei levar, me deixei possuir e não havia nada a ser reclamado a não ser da minha óbvia falta de resistência. E verdade fosse dita, eu dormi mesmo depois de mudarmos de quarto só que aquele sono não parecia suficiente.

— Por que mesmo temos que ir a esse evento?

— Porque Ema Mercin quer te ver e conferir se você está bem e inteiro.

— Então será uma péssima oportunidade se eu aparecer acabado na frente dela, não acha?

— Não vejo o porquê, você está o exemplo mais belo de bem servido, ela só vai perceber isso.

Abri os olhos outra vez, eu os fechava mesmo sem querer e o encarei me dando conta do que ele realmente desejava.

— Espera um pouco! Você está arquitetando isso de caso pensado Cai Balkit!?

CobiçadoOnde histórias criam vida. Descubra agora