FAMÍLIA LUTHOR

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Alex e Samantha haviam saído para trabalhar, estava somente Lins, Ruby e eu em casa sentados junto à mesa para mais um café da manhã. Lins não estava muito feliz, o ciúme que ela sentia da Ruby estava se fazendo muito presente naquele momento, e ela também estava bem irritada por ainda não podermos sair da casa da Samantha e nos mudarmos para a casa da mamãe. Alex ainda não tinha apagado a memória do Mon-El e da Imra.

— Eu não sou muito fã de silêncio quando estou fora de um laboratório científico. O que acham de me contar de onde vocês são? — tentei buscar apoio no olhar da minha irmã, mas ela estava com o rosto virado para o outro lado. — São americanos?

— Eu sou americano, a Lins nasceu na Irlanda. Nossa mãe estava viajando a trabalho quando a minha irmãzinha de sete meses resolveu nascer antes da hora programada. Depois de registrada, nossas mães viajaram de volta para os EUA.

— Mães?

— Sim.

— E o que aconteceu com elas? Por que vocês estão sendo adotados agora? Elas…

Lins se colocou de pé e olhou em direção a porta com o olhar preocupado.

— Lins, tudo bem?

— O daxamita está aqui.

— O quê? — me coloquei de pé rapidamente, o que despertou a atenção da Ruby.

— Vocês estão falando do Mon-El?

A campainha tocou.

— Lenny, não há nem um motivo para ele estar aqui.

— O que está acontecendo? — Ruby nos perguntou. — Lenny?

— Ele não pode nos ver, Ruby. 

—  Subam para o quarto, eu vou perguntar o que ele quer e mandá-lo embora.

Concordamos com a Ruby e subimos a escada, enquanto ela foi abrir a porta.

— Mon-El. 

— Ruby. — Mon-El percorreu com o olhar a casa. — Eu posso entrar?

— Não! Eu estou sozinha em casa e não vou deixar um homem entrar sem a autorização da minha mãe.

— Eu vim em missão. — entrou na casa passando pela Ruby, e eu precisei segurar a Lins para ela não ir até a sala e socar a cara do daxamita. — Imra rastreou invasores em sua casa, são aliens. 

Mon-El continha um dispositivo que com certeza estava indicando a nossa presença. O que significava que nossa pulseira que escondia nosso DNA kryptoniano, estava com defeito.

— Mon-El, acho melhor você sair. Eu não o convidei para entrar.

— Sinto muito Srta Arias, mas somente irei sair após verificar todo o ambiente da sua casa. Há presença de kryptonianos em sua casa, e eles não são nem a Supergirl e nem o Superman.

— Claro que eles não estão aqui, ou eu saberia. — Mon-El direcionou seu olhar para escada, e quando deu um passo indicando que subiria, Ruby se colocou à frente dele. — Srta Arias…

— Sai da minha casa Mon-El.

— Não se preocupe, Ruby, ele vai sair. Agora.

Respiramos aliviados quando a Supergirl entrou na casa, o que significava que ela tinha ouvido o meu pedido de ajuda.

— Kara, Imra detectou presença de kryptonianos na casa da Samantha e sabemos que essa presença não é a sua e nem do Superman.

— E aonde isso te dar o direito de invadir a casa da minha cunhada, Mon-El? Sai, ou eu vou chamar uma equipe do DOE para detê-lo por invasão.

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