TODO COMEÇO PRECISA DE UM FIM

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O toque insistente do despertador me despertou de um sono extremamente gostoso, e eu quase joguei o celular longe com raiva daquele som.

— Eu só quero dormir mais um pouquinho, não sou de aço igual a Lins ou a ieiu.

— Lenny levanta, nós vamos pegar carona com a mamãe. — levantei na força do ódio socando o vento enquanto ia fazer minha higiene pessoal. 

Tomei o meu café da manhã em completo silêncio, meu humor havia ficado na cama, e eu não pretendia buscá-lo o resto do dia.

— Acho que eu alguém acordou de mau humor hoje.

— Quando ele acorda assim, nem eu gosto de ficar perto parece a ieiu com Kryptonita vermelha.

— Existe Kryptonita vermelha?

— Sim. E ela deixa a mamãe muito mal. Na verdade eu diria perversa, até mesmo com as pessoas que ela ama. Ela também pode ficar bem ousada.

— Isso significa exatamente o quê?

— Nessa linha do tempo, provavelmente ela colocaria um par de chifres no Mon-El, e ainda chutaria a cara dele sem pensar duas vezes. — falei entrando na conversa. — uma vez ela foi contaminada e agarrou o James Olsen, e quando ele se recusou a ficar com ela, ela o jogou longe. Ela também falou que a tia Alex sentia inveja dela, pediu para o J'onn não bancar o pai dela, porque o homem que ela conheceu e quase se tornou pai dela na terra estava morto por culpa do J'onn. 

— E ela quebrou um bar só atirando amendoins. 

— Benefícios da super-força.

— Difícil imaginar a Kara fazendo essas coisas.

— Pior do que ver a mamãe contaminada com Kryptonita vermelha, só ver ela casada com o Mon-El. — não discordei da Lins. 

***

Quando chegamos ao laboratório que era exclusivo da nossa mãe, Ruby já estava trabalhando na montagem de algumas peças da nave.

— Sua eficiência me encanta, Srta Arias. — falei e me arrependi no mesmo segundo. A cara de brava da Lins me fez manter certa distância. — E o apagador de memórias?

— Quase finalizado. Mas, eu acho importante testá-lo, antes de vocês partirem para o passado.

— E vamos fazer esse teste em quem? — Lins perguntou-me e eu abri um leve sorriso. — Nem pensar, Lenny. Se você fizer isso com ele. A ieiu vai achar que ele é um pobre coitado e que somos os vilões dessa história.

— Então vamos apagar ele da memória da ieiu. Isso vai fazer ele odiar a nós dois ainda mais? Vai! Mas, quem se importa com a opinião de um daxamita?

— Acho um pouco arriscado fazer isso com a Supergirl. Mas, não acho ruim a ideia.

— A mente brilhante de vocês me assusta. 

— Vou considerar como um elogio, Lins. — Ruby falou e depositou um beijo no rosto da minha irmã, deixando a loirinha com o rosto completamente rubro. — Agora vamos começar a montar essa nave. 

— Vamos.

Eu sabia que construir uma nave do zero não seria nada fácil, mas com a Ruby ao nosso lado, e a mamãe sempre nos auxiliando quando tinha um tempo livre de suas funções de CEO, isso me levava a acreditar que tudo daria certo, e logo estaríamos no passado unindo as nossas mães. 

— Ruby. — ouvimos uma voz, e nos voltamos para a pessoa que havia entrado no laboratório.

— Quem é esse?

Srta Luthor Histórias para pegar e não largar. Descubra agora