Quando abri meus olhos naquele quarto escuro e ouvir o som de luta, fui em direção a porta e a abri ao notar que o Mon-El não havia trancado quando saiu levando a Ruby, seguir em direção a luta e vi a Ruby caída com o braço machucado, enquanto a alguns metros de distância o Mon-El lutava com a minha irmã.
— Ruby, você está bem? — ela respirou fundo e fez um gesto de que estava bem, mas era claro que pela expressão dela, não era verdade. — Fica aqui.
Peguei o que acredito que era um pedaço de parede no chão, e sorri ao constatar que havia chumbo.
Mesmo não tendo força, eu usei de habilidade para acertar as costas daquele daxamita idiota por alguns segundos que foram suficientes para a minha irmã socá-lo e jogá-lo do outro lado da sala.
— Lenny, tudo bem?
— Vai ficar melhor quando deixarmos este lugar. — Lins concordou e voltou a voar em direção ao Mon-El que já se levantava e se recuperava do soco.
— Que demora para esses agentes do DOE chegar. — Lins se afastou do Mon-El que naquele momento estava deitado no chão completamente ensanguentado.
— Já chega, cansei dessa brincadeira idiota. — ele se colocou de pé com dificuldade e voou de encontro a minha irmã pegando no pescoço dela com força e a imprensou contra a parede. — Não vou ser tão cruel com vocês, vai Lenny. Diga suas últimas palavras a sua irmãzinha.
Ele levou as mãos à costa e o vi tirar de lá uma adaga com lâmina verde e brilhante.
— LINS. — vi um sorriso sádico surgir no rosto do Mon-El enquanto ele apertava ainda mais o pescoço da minha irmã e mostrava a ela o objeto que estava em sua mão. — SOLTA A MINHA IRMÃ.
Seu olhar se voltou novamente em minha direção e vi o sorriso se desfazer do rosto dele, quando nossos olhares se encontraram.
***
Sentir meu corpo cair de encontro ao chão e procurei pelo Mon-El, que não estava mais próximo da Lins. Minha irmã olhou-me com uma interrogação enorme em sua expressão, enquanto levava as mãos ao pescoço e o massageava.
— Lenny. Você está bem? — olhei para Ruby e sorri.
— Me sentindo sem força, mas estou bem.
Segundos depois ouvimos sons de portas sendo abertas, e logo a Nia entrou com a tia Alex, a mamãe e vários agentes do DOE.
— Lenny. — mamãe se aproximou e me envolveu em um abraço apertado, enquanto Nia ia de encontro a Lins e a ajudava a ficar de pé.
— E o Mon-El?
Tá aí uma pergunta que não tinha uma resposta.
— Ele sumiu. — Ruby respondeu a Alex.
— Como sumiu? Sumiu porque notou nossa aproximação?
— Sumiu, como se tivesse sido apagado. — Lins falou, e Nia a olhou com expressão de quem não estava entendendo nada. — O Mon-El não será mais um problema em nossas vidas. E só isso importa. — minha irmã olhou nos meus olhos e eu concordei. Pelo menos nessa linha do tempo o Mon-El não seria mais um problema.
— Vamos para o DOE, vocês precisam ser examinados. — Alex deu ordens aos agentes, e em seguida com a ajuda de Alguns agentes, colocou a Ruby sobre uma maca.
Lins se aproximou e deixou ser envolvida em um abraço da mamãe, enquanto Nia se colocava ao meu lado e me ajudava a seguir para a van do DOE.
— Tem algo diferente em você, Lenny.
— Eu estou coberto de sujeira por culpa daquele daxamita.
— Estou falando de energia, Lenny. — fitei a Nia por alguns segundos. — O que aconteceu?
— Eu não sei. Eu só sei que o Mon-El não será mais um problema nessa linha do tempo, Nia. Vocês ficarão seguras.
— Você fala como se tudo isso ainda fosse existir após a viagem que você e a Lins irão fazer ao passado.
— Eu prefiro acreditar que vocês continuarão vivendo em algum momento jogado no espaço e tempo a acreditar que tudo o que vivemos aqui será eliminado. Vou sentir saudade.
— Não vamos nos encontrar no passado?
— Para o momento que a Lins e eu vamos partir, Nia Nal ainda não estará em National City. O que é bom.
— E eu posso saber por que não me conhecer quando vocês chegarem ao passado será bom?
— Quando você chegar a National City, eu já terei completado dezoito anos. — falei com um sorriso estampado no rosto, que desmanchou quando senti um sapato bater de encontro com a minha cabeça.
— É sério isso, Lenny? Minha madrinha?
Olhei para a minha irmã e pisquei um olho para ela, recebendo como resposta o dedo do meio dela.
***
Entrei de volta na cobertura da mamãe, após Alex nos convencer de que deveríamos esperar a ieiu voltar de viagem para podermos partir para o passado.
— Agora que estamos sozinhos. — Lins olhou na direção que a mamãe seguiu. — Você pode me dizer o que aconteceu e para onde o Mon-El foi?
— Eu não sei, Lins. Eu não sei explicar o que aconteceu lá, a única informação que eu posso dar é que aquilo que aconteceu é uma sensação incrível.
— Eu não duvido. Lenny, você flutuou com uma luz verde em volta de todo o seu corpo, enquanto seus olhos também estavam tomados por um verde radiante. Aquelas palavras que saíram da sua boca, eu tenho certeza que eram latim. O Mon-El foi sugado para algum lugar que desconhecemos. Você se lembra da frase que você falou?
— Lembro, mas eu não vou repetir elas. Pode ser perigoso, eu posso sem querer acabar mandando você para o mesmo lugar que ele. Você estudou latim, Lins. O que significa, Zona larvae?
— Zona significa Zona, e larvae significa… — Lins olhou-me com surpresa. — Fantasma. Lenny, você mandou o Mon-El para a Zona Fantasma.
— Como você fez isso? — mamãe perguntou-me e eu apenas a olhei com a expressão de quem não tinha uma resposta para dar.
Contei à mamãe e a Lins sobre tudo o que aconteceu desde o momento que o Mon-El me tirou do carro, até o momento que eu vi o daxamita desaparecer diante dos meus olhos, quando a intenção dele era tirar a vida da minha irmã.
— Se eu acreditasse em magia, eu iria dizer que você usou magia para nos livrar daquele ser desprezível.
Magia, tá aí algo que eu nunca acreditei que pudesse existir, mas depois do que aconteceu, eu não posso simplesmente dizer que foi invenção da minha mente, foi algo totalmente real.
***
Quando a ieiu finalmente voltou da viagem a Terra-01 já fazia mais de uma semana do desaparecimento do Mon-El, e eu não aguentava mais viver nessa linha do tempo, porque quanto mais ficamos, menos eu sinto vontade de partir para o passado, principalmente após termos nos livrado do Mon-El.
— Alex me contou o que aconteceu. Vocês estão bem?
— Melhor que o Mon-El. — respondi e a sobrancelha da mamãe se levantou em questionamento. — Estamos bem, ieiu. E precisamos partir para o passado.
— Por que vocês precisam ir para o passado? O Mon-El não está mais aqui, a Lena e eu estamos juntas. Podemos construir nossa família, todos juntos.
— Não dá, ieiu. Agora eu sei que o nosso destino deve começar no passado.
— Eu amo vocês. — ieiu se aproximou e envolveu a Lins e eu em um abraço apertado, e logo a mamãe se juntou ao abraço.
— Quando a Lins e eu, seguirmos para L-Corp, queremos que vocês fiquem aqui. Que aproveitem cada segundo uma ao lado da outra, nada de L-Corp, nada de DOE. Só vocês.
— Vamos ficar bem, mães. — Lins falou olhando nos olhos delas, e finalmente elas concordaram de não nos acompanhar na ida a L-Corp.
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Srta Luthor
FanfictionLenny acreditou de verdade que embarcar na nave criada por sua mãe para viajar no tempo sem ela saber, seria apenas uma aventura a qual ele contaria em meio a muitos risos e broncas de suas mães após sua volta, mas quando a nave é atingida por um tr...
