ERROS ATRÁS DE ERROS

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Mamãe e eu estávamos concentrados na criação do extrapolador quando a Lins entrou no laboratório na companhia da Supergirl que não estava com uma expressão muito feliz no rosto.

— Algum problema?

— Nada demais, apenas Alex descobriu que a sua filha estava em Massachusetts, mais especificamente no Campus do MIT.

Mamãe cruzou os braços sobre o busto e levantou a sobrancelha em sinal de questionamento a Lins.

— Eu só estava visitando a Ruby, não estava fazendo nada demais.

— Como não estava fazendo nada demais? E se aquele ser desprezível do Mon-El descobre que você estava em Massachusetts? O que você acha que vai passar pela cabeça dele? Que somos kryptonianos, você não pode fazer isso, Lins. Vai está colocando nossa vida em risco.

— O Mon-El não…

— Chega, Kara. Você não conhece o seu namoradinho, não sabe do que ele é capaz de fazer. Foda-se, se essa é uma linha do tempo diferente. Se ele fosse uma pessoa de caráter ele não teria mudado a linha do tempo ao vir para um momento em que você e a mamãe não estava envolvidas acabando com a nossa linha do tempo, acabando com a família que vocês construíram. Kara, a primeira vez que eu usei a minha magia foi para impedir que o seu namoradinho matasse a minha irmã, então não importa em qual linha do tempo eu o encontre, eu jamais vou confiar nele. E não, a noite passada não significou que um dia poderemos ser amigos, isso nunca vai acontecer. — retirei o meu jaleco. — Vamos para casa, Lins. Precisamos conversar.

Deixamos o laboratório e seguimos para a cobertura, enquanto Kara ficou conversando com a mamãe.

— Eu não quis…

— Tudo bem, Kara. Eu te entendo, você defende um Mon-El que você conhece. O Lenny e a Lins, conheceram versões que fizeram os dois sofrerem muito. E não temos certeza que ele não irá fazer mais nem um mau aos dois, mesmo não tendo a memória de que os dois são filhos de nossas versões de uma linha do tempo que não existe mais.

— Eu sou uma péssima mãe. — Kara falou e seguiu até um banco para sentar. — Os meus filhos me odeiam.

— Kara, eles não odeiam a ieiu deles, mas eles pensam que você odeia a presença deles aqui. Pelo menos foi o que você deixou nítido para a Lins na noite passada quando falou que eles deveriam voltar para junto da mãe deles de verdade. 

— Eu não…

— Eu os vejo como meus filhos, e iria sofrer muito se eles deixassem esse tempo. Não quero perdê-los.

— Você acha que eu ainda consigo me aproximar deles? Ser ao menos um pouco da mãe que eles tiveram no futuro?

— Você quer que eu seja sincera?

— Sempre, Lena.

— Enquanto você estiver em um relacionamento com o Mon-El, eles não irão deixar que você se aproxime deles. E para ser sincera, nem eu, o quero perto deles depois de ouvir que em outra linha do tempo o Mon-El quase matou a minha filha. 

— Eu não sei o que fazer, Lena. Eu quero muito está com o Lenny e a Lins, mas eu gosto do Mon-El.

— Você o ama, Kara. Foi o que você falou na noite passada para a Lins. Ou você mentiu para a sua filha?

— Eu… eu gosto muito dele, Lena….

— Mas, não o ama. — a Luthor suspirou e levou sua mão até a de Kara. — Eu não quero ver os meus filhos machucados, Kara. Mas, não vou impedi-la de se aproximar deles, se for esse realmente o seu desejo. Mas, eu te peço. Só dar esse passo, se for realmente o que você deseja. Você é a minha melhor amiga, Kara. Ao longo da nossa amizade você foi derrubando cada barreira que eu construir para não me decepcionar com as pessoas, eu confio em você, mas se você machucar o Lenny ou a Lins, eu nunca vou te perdoar. Eles se tornaram a minha prioridade a partir do momento que eu soube que eles eram meus filhos. E entre eles e você, eu vou escolher eles, mesmo que te perder seja como ter meu coração partido em vários pedacinhos impossíveis de serem colados.

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