O quarto estava todo iluminado, ele tinha certeza que em breve ela acordaria. Dormiram juntos, no sentido literal da frase. Para quem estivesse de fora, veria um jovem rapaz estático... Quase que hipnotizado pela moça comicamente adormecida. Sua bochecha se amassava contra a cama deixando os lábios cheios com um bico "emburrado", os cabelos lisos estavam cheios de frizz pelo contato com os lençóis. Estavam com nós e mesmo assim... Para ele, Sakura era linda. Sorriu genuinamente.
Ele não estava muito diferente. Os cabelos negros como uma noite sem estrelas estava revolto. Esticou seu braço com receio, os nós dos dedos roçaram a bochecha macia da moça adormecida. Se não houvesse um ar condicionado naquele quarto, estariam minando suor devido ao calor lá fora. Sasuke se levantou logo a deixando.
X
Ela tateou a cama mas não o encontrou. Quis continuar dormindo porque os dias em alerta máxima naquele laboratório haviam lhe rendido muito cansaço. Seu corpo estava dolorido nos ombros. Escutou barulhos nas panelas e pode jurar que entre o sono, mais cedo, havia escutado barulhos de aspirador. Respirou fundo sentindo cheiro de algo como pão. Sim... Torradas? Abriu seus olhos verdes tentada. O dia estava bem claro. Havia dormido com apenas a parte de vidraria das janelas fechadas. Se levantou de sua cama, foi até o banheiro realizar sua higiene matinal e logo desceu as escadas. Encontrou Sasuke retirando um pão do forno. Caminhou até ele vendo de perto o pão perfeitamente assado. Sasuke deu um sorriso rápido e logo voltou ao que fazia.
—Você fez pão! -Ela afirmou animada, se parecia com pão de forma antes do corte. Ele retirou de um recipiente com água uma coisa amolecida. Parecia uma massa em formato de bola. Havia uma pasta verde também. Ele cortou o pão, passou manteiga de leite, passou a pasta verde, colocou alguns pedaços da "massa" branca e alguns tomates. Sasuke fechou o sanduíche e o levou ao fogo até que uma crosta fosse criada no pão. Em trinta segundos o sanduíche dela estava pronto. Ele lhe estendeu o prato.
—Pensei que gostaria. Pão com mozzarella, pesto e tomates. O pesto eu fiz com manjericão, limão, azeite... Não tínhamos nozes nem pinoli. -Sakura sorriu e logo mordeu o lanche. Quando sentiu o gosto revirou os olhos. Ia elogia-lo mas mordeu outro pedaço. Ele cozinhava bem.
—Mebuki... Mebuki fazia assim não é? -Ele perguntou gentilmente.
—Sim. -Disse Sakura contente, a moça intuiu que a mãe nunca a deixava. Sasuke com as suas habilidades paranormais deveria ter pegado a informação com ela sobre o sanduíche de pesto.
—É bom ter um desses pra gente porque lá de fora da pra sentir o cheiro! -A voz grossa e irritante de Naruto ecoou pela cozinha. Logo ele estava sentado na mesa de café.
—Bom dia Sakura, Sasuke... -Cumprimentou Hinata.
—Que bom que nos chamaram hoje porque tenho várias teorias! Testuda podia ter nos ligado antes de entrar em paranoia! -Disse Ino animada.
—Sasuke nos contou sua teoria. Faremos algumas coletas hoje para Tsuna e eu analisarmos! Estamos com uma base em baixo do hotel na vila de Buwan, aqui perto. Eu porém, acredito que passará a envelhecer como um humano normal. -Disse Kakashi. Sakura piscou algumas vezes mal se sintonizando. Sasuke suspirou.
—Chamei todos eles para me estudarem. -Disse Sasuke olhando fixamente para a cientista. Ao encarar os olhos escuros, ela entendeu o porquê... Era para tranquiliza-la. O rapaz encarou o chão e logo Kakashi. Todos usavam trajes tropicais, mal pareciam cientistas. Sasuke encarou bem os olhos escuros de Kakashi como se analisasse um segredo. Sakura achou aquilo confuso mas logo se voltou a Kakashi.
—Por que pensa assim? -Questionou a cientista retomando a última fala de Kakashi. O homem sorriu.
—Porque Sasuke agora é um adulto completo, ele sempre teve uma capacidade singular, um domínio em relação a própria existência. Ele se auto regula, como se sua consciência sobre si e suas habilidades permitissem que ele adaptasse sua imagem ao que quer parecer, ser. -Disse o homem por fim.
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His Lovely Anatomy
Science FictionCombinação. Combinação entre DNAs era a primeira etapa de um raciocínio para compreender o jovem pálido de cabelos pretos atrás do vidro no laboratório. Há cerca de 10 anos o observatório espacial de Shinju no Tsuki havia tentado alguns experimento...
