Ao amanhecer acordo com alguém batendo em minha porta, quando levanto e combate a porta para abri-la, vejo que era algumas crianças mais velhas, elas me chamam para ir tomar café da manhã, então me arrumo e desço.
Ao sentarmos na mesa, o Papa chegou para fazer uma oração, eu estranhei pois não era uma oração convencional, era como se fosse ao contrário.
Quando ele terminou, a irmã que nós pregamos a peça começou a falar:
Nadiva: Ontem a noite ocorreu um fato comigo, estava andando a noite pelo convento, para ser mais precisa fui a cozinha beber água - Ela me encara - E alguém daqui me pregou uma peça, irei descobrir quem foi e o castigo será severo. Obrigada!
Após esse discurso começamos a nos alimentarmos. O café da manhã estava uma delícia, mas, o meu tinha um gosto estranho, apenas ignorei o fato e continuei comendo.
Quando estava prestes a subir para o quarto, Primo me alcança.
Primo: S/N, agora você terá aula. - Como sempre concordo com a cabeça - Eu te levo até sua sala.
Ele começa a andar comigo ao seu lado, bom... seria a primeira vez que iria para a escola. Ao longo do caminho percebo imagens do Anticristo na parede e coisas voltadas ao Satã.
Quando chego na sala Sento-me na única carteira livre na classe que, por sua vez só havia meninas. Chega uma freira, seria ela a professora. Todas as meninas tinham por volta de quatro anos também, a maioria não sabia ler e muito menos escrever muito bem.
A professora falou que eu estava atrasada na escola, pois as outras criança já estavam conseguindo juntar as letras e compreender as silabas. A tal falou que iria me ajudar apenas nessa aula e que o resto da semana era pra eu me virar e tentar aprender sozinha para que nao ficasse para trás .
A aula passou bem rápido, quando chegou final do período de estudos fui a procura de Nihil que provavelmente estava em sua sala. Bato na porta e escuto ele dizendo "pode entrar!", então abro a porta e vou até perto do próprio:
S/N: Boa Tarde, Papa. Por um acaso alguém daqui pode me ensinar a ler e a escrever? - Ele me encara.
Nihil: Pergunte para o Primo, ele pode te ajudar.
S/N: Ouvi as freiras dizendo que ele saiu...
Nihil: Você quer o que então? Que eu te ensine? - Concordo com a cabeça - Não, estou muito ocupado.
S/N: Tá bom, quando Primo chegar eu peço para ele. Obrigada, Papa - Digo a frase com voz chorosa e saio com paços curtos e lentos, esperando que ele mudasse de ideia.
Nihil: Depois do almoço me encontre na biblioteca - Escutar aquela frase me animou.
Saio da sua sala correndo até o refeitório, busco por Terzo com o olhar, quero lhe contar a novidade porém não o acho. Vou buscar o prato para pegar a refeição, como a comida o mais de pressa possível. Guardo meu prato e vou até meu quarto.
Quando eu virei a curva que dava para o corredor dos quartos vejo Secondo chorando na frente do seu quarto, sigo até ele para perguntar o que houve:
S/N: Secondo, está tudo bem? - Ele me olha com os olhos cheios de lágrimas
Secondo: Primo... - Percebo que ele estava extremamente nervoso.
S/N: Se quiser desabafar ppde falar comigo, mas se nao quiser não precisa.
Secondo: Ele falou que eu sou um encosto, que eu nunca deveria ter nascido - O próprio desaba em choro - Eu só queria que ele gostasse de mim!
S/N: Eu te entendo...
Secondo: Não! Você não me entende! Meu Pai me odeia, meu irmão tem ódio de mim, meu outro irmão nem liga pra mim, nem sei o porque eu ainda estou aqui!
Ele entra no seu quarto e bate a porta na minha cara sem eu mesmo ter chance de falar algo. Aquela atitude dele me deixou irada com ele, finjo não ligar para ele. Andei até meu quarto para trocar a roupa. Quando desço dou de cara com Dolores, pergunto a ela aonde era a tal biblioteca, ela me aponta o caminho e eu tento achar.
Adentro a primeira porta que por sorte já era ali meu destino, ando até uma mesa onde o Papa estava sentado, quando ele percebe minha presença aponta onde devo me sentar. Quando sento ele me entrega um livro, fico sem entender:
Nihil: Vamos começar vendo as letras e depois tentando formas as sílabas, formar frases, assim em diante.
S/N: Tá bom..
Ficamos um bom tempo ali, Nihil tinha muita paciência comigo, fico feliz dele não querer me dar um peteleco. Quando saímos Nadiva estava passando no corredor, de imediato me escondo atrás do Papa, ela com um olhar vazio me encara, aquele olhar sob mim me fez ter calafrio.
Quando ela passa eu saio correndo, ao virar no corredor que dava acesso ao salão onde devo passar para chegas nas escadas, bato de frente com Terzo, demos uma cabeça um no outro, nós desequilibramos caimos ao lado do outro:
S/N: Desculpa! - Vejo seus olhos aguarem - Terzo não chore, calma! - Me levanto o mais rápido possível e ajudo ele a levantar também
Terzo: Aí! - Ele começa a chorar e eu o abraço como minha mãe fazia comigo.
Nihil: O que aconteceu?
S/N: Eu vim correndo e bati nele.
Nihil: Não chore Terzo, isso é ridículo! - Terzo engole o choro.
Terzo: Desculpa papai.
Nihil: Vai para seu quarto - Terzo sai - S/N, não vá atrás, ele não merece - Ele pega a minha mão e me puxa.
Nihil me leva até o pátio do convento e me fala para varrer as folhas que caíram da imensa árvore que ali havia, ele me entrega o rastelo e sai. Fico cerca de meia hora limpando tudo, quando eu estava terminando olho para cima e vejo Terzo me observando pela janela de seu quarto. Faço um sinal de que era para ele me esperar lá, eu iria subir logo que terminasse.
Estava chegando no final do corredor quando escuto alguém subindo as escadas, corro até o quarto de Terzo e entro mesmo sem a sua permissão:
Terzo: Que susto! O que você veio fazer aqui? - Ele diz sentado na sua cama.
S/N: Vim ver se você está bem.
Terzo: Estou bem, se for só isso pode ir.
S/N: Não seja grosso comigo, não lhe fiz nada!
Terzo: Por que não me defendeu? - Ele se levanta e vem até mim.
S/N: Bom, eu até ia...
Terzo: E porque não foi? - Ele aumenta o tom de voz.
S/N: Não fui pois meu plano era armar algo para o Nihil, sei que ele é bem arrogante com você e seus irmão, mas já que você está bravo... - Olho para ele - Tchau - Dou as costas para ele e sigo até a porta, eis que sinto ele pegar em meu braço.
Terzo: Qual o plano?
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Espero que tenham gostado e até a próxima!
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Caminho sem Volta - Terzo
FanfictionApós seus vilarejo ser destruído com ataque dos nobres, S/N e sua mãe são perseguidas por soldados e oara livrar sua filha, Cássia se rende. Ao fugir S/N chega em uma cidade onde passa a noite. Uma jovem mulher a encontra e leva até um convento, e é...
