Começo a encará-lo com certo receio, porém percebo que ele estava desesperado, não entendo o motivo de tal reação. Ficamos nos encarando por alguns segundos:
S/N: Você tá me machucando! – Ele me solta imediatamente.
Terzo: Desculpa, não era a minha intenção.
S/N: Terzo, não precisa ficar assim, irei me comunicar por cartas. – Ele se senta novamente na cadeira – Irei vender a casa do meu bisavô e comprar outra. Vou conseguir uma grana preta com isso...
Terzo: S/N, por favor, você pode me deixar a sós? Quero digerir tudo isso. – Eu me levanto lentamente e vou até ele.
Paro atrás do mesmo e coloco a mão em seu ombro, fico alguns segundos assim até que me inclino e dou um beijo em seu rosto. Saio daquele quarto, triste, porém decidida.
Sem mas nem menos chego em meu quarto é logo pego um caderno e uma caneta, ali começo a escrever cartas para todos os que mais me importavam. Eu não vou me despedir pessoalmente, só Terzo sabe de meu plano, fora que qimmse eu contsr para mais alguém eu seja castigada.
Horas se passam até que escuto alguém se aproximando, guardo tudo muito rápido as cartas e pego um livro para disfarçar, finjo que estou lendo. A porta range ao abrir e a freira Catrine me chama para jantar. Levanto de minha escrivaninha e vou para o refeitório, encontro Morris na escada e o chamo:
S/N: Morris... – Ele para, e sem olhar pra mim me respondendo.
Morris: Diga.
S/N: Olha... me desculpa, beleza? Se você está bravo comigo por conta da sua irmã... – Ele se vira e vem até mim.
Morris: Não é só por causa da minha irmã, S/N! – Ele segura firme em meus braços, e cada vez mais ele aperta – É só você lembrar do passado.
S/N: Me solta! – Tento me soltar porém ele me prende contra a parede e segura meus dois braços com mais força. Não sei o que ele fez mas não conseguia usar minhas pernas para me defender. Fico o encarando assustada.
Morris: Desde quando te conheci melhor sempre estiver com você. Te olhando te desejando. Acha mesmo que tudo que fiz por você foi a troco de um simples "obrigado"? – Ele coloca uma das pernas entre as minhas encostando o joelho em minhas partes íntimas – Sempre esperei que você me olhasse da mesma forma. Quando minha irmã me contou sobre o Terzo minha ira subiu, não bastava você serem melhores amigos, o que dificultava para mim, agora vocês se pegam? Isso acabou com ela, tanto quanto comigo... – Ele passa a mão em meus rosto de forma delicada – Você merece coisa melhor que aquele pedaço de merda humana. Vamos fugir, S/N. Fazer nossa vida juntos – Ele começa a aproximar sua boca da minha.
Eu tava em pânico totalmente paralisada. No mesmo momento Terzo sobe as escadas e fala: "que merda esta acontecendo aqui?!". Aquelas palavras tiraram me do transe, quando Morris olhar para Terzo eu mordo sua orelha, ele me legar por conta da dor, corro de seu lado.
Em um piscar de olhos Terzo vai pra cima de Morris, eu fico olhando sem saber o que fazer, desço pedir ajuda no refeitório e logo saio correndo em direção ao corredor dos dormitórios. Os dois ainda estavam se socando, porém, antes de sair Terzo estava por cima e agora inverteu as posições da briga.
Sinto alguém me abraçar e virar meu rosto pra eu não ver a briga, percebo que era Secondo que me abraçava fortemente e segurando minha cabeça conta seu contra seu peito tentando evitar que eu olhasse para os garotos brigando. Começo a chorar por conta do pânico.
Enquanto isso os outros adolescentes tentavam separar a briga. Porém só conseguiram quando Nihil chegou com a Madre, ali todo ficaram quietos, só dava para escutar meus soluços. Madre vai até os meninos e começa a brigar com eles, não pude ouvir muito pois me tiraram de lá. Fui carregada estilo noiva pelo Secondo até o refeitório, porém eu estava abraçada em seu pescoço. Acompanhado ele estavam: Dolores, Nihil, Primo e Mariah (uma cozinheira). Secondo me coloca em uma cadeira e se senta ao meu lado segurando minha mão:
Secondo: Está tudo bem, "maninha"? – Achei fofo nesse momento ele me tratar com carinho, nem sempre tivemos essa consideração.
Dolores: Mariah, prepare uma água com açúcar para ela – Dolores pede e a mesma vai para a cozinha preparar – Respira, querida – Eu estava estavam soluçando. Tento me acalmar, porém sem muito sucesso.
Secondo: Vai ficar tudo bem! – Ele me olha – Alguma coisa acontecendo lá em cima, não foi só a briga boba. Olha o estado que está essa menina! – Ele diz falando para Dolores e Nihil.
S/N: Sim... – Respondo.
Secondo: Foi com o Terzo?
S/N: Não.
Nihil: Não precisa fala frases, apenas nos responda com sim ou não. – Todos percebemos a preocupação na voz do Nihil – Quem começou a briga foi o Morris?
S/N: Não.
Dolores: Eles estão brigando por motivos bestas? – Começo a chorar novamente.
S/N: N-Não. – Tento segurar as lágrimas, mas não adiantou.
Secondo: Morris tentou fazer alguma coisa com você, não foi? Na hora que Terzo subiu pra ver se você já estava vindo viu ele e você não é? – Ele fala baixinho, porém, todos em volta de mim conseguiram escutar. Sacudo a cabeça afirmando que sim. Queria saber como ela sabia tudo tão "certo".
Dolores: Nossa! – Ela me abraça. Mariah chega com água e dá o copo para eu segurar, q irmã se solta do abraço.
Começo a beber o copo d'água, quando termino respiro fundo e tento falar o que aconteceu:
S/N: Eu fui pedir desculpas para Morris, eis que ele me apertou contra a parede e tentou me beijar... – Respiro fundo tentando segurar as lágrimas novamente – Desculpa... Aí Terzo subiu e nos viu, ele foi um anjo que me salvou.
Eu abaixo a cabeça e alguns segundos depois sinto alguém me abraçando, era um pouco desajeitado, mas, quando percebo era Nihil. Eu fico chocada com isso mas retribui o abraço. Nunca achei que esse senhor rancoroso poderia ter sentimentos, fico feliz que ele tenha amolecido esse coração de pedra.
O Papa me abraçou por um cinco segundos e me soltou, após isso a Madre desceu com os meninos e o resto do pessoal do convento. A pedido de Nihil, a Madre leva os dois garotos para a sala dele enquanto eu fiquei no refeitório com todos em minha volta querendo saber o que aconteceu. Peço para que Dolores e Secondo me tirem dali.
Sou levada para a parte externa do convento, lá fico em silêncio sentada em um banco sozinha enquanto Secondo e Dolores conversavam em outro banco.
Uma voz me chama, era Primo, ele me pedia que eu o acompanhasse. Ao chegar a seu lado ele posiciona seu braço para ficarmos de "braços dados", faço isso e ele me acompanha até a sala do Nihil, Primo abre a porta e dá espaço para passar, vejo que estavam a Madre, o Papa, os meninos, e agora eu e o Primo:
Madre: S/N, seja sincera, o que aconteceu lá.
S/N: Como assim? – Pergunto confusa.
Morris: Diga, S/N. Conte que este canalha estava fazendo com você. – Diz ele se referindo a Terzo.
Terzo: Não tem vergonha de mentir? Seu merda!
Nihil: CALEM A BOCA! – O mesmo bate na mesa – Fale S/N, e nos diga quem foi o culpado por todo esse transtorno – Ele já sabia da verdade, porém a Madre é até mesmo aquele infeliz precisava ouvir a verdade de minha boca.
S/N: Eu...
.
.
.
.
.
.
.
.
Espero que tenham gostado e até a próxima!
Digam também no que posso melhorar, isso me ajuda muito! 🥰
Deixem ideais do que posso fazer, vou adorar ler elas!
⚠️ Depois vou postar outro capítulo. Espero que tenham gostado BEIJOCAS da luluh 😚
VOCÊ ESTÁ LENDO
Caminho sem Volta - Terzo
FanfictionApós seus vilarejo ser destruído com ataque dos nobres, S/N e sua mãe são perseguidas por soldados e oara livrar sua filha, Cássia se rende. Ao fugir S/N chega em uma cidade onde passa a noite. Uma jovem mulher a encontra e leva até um convento, e é...
