Ao olhar para o portão principal, avisto Sister chegando. Aviso Terzo que iria descer. Ao chega no corredor principal encontro Sister:
S/N: Oi! – Nos abraçamos – Eu estava esperando por você!
Sister: Sério? Qual o motivo?
S/N: Meu projeto foi aceito, eu também fiz uma música, queria ser eu a primeira a contar isso para você. Não estou podendo mandar cartas...
Sister: Eu já estou sabendo, fui chamada por Nihil para falarmos sobre isso. Serei membro do Clery. E S/N, estou muito feliz por você!
S/N: Obrigado! – Fico em silêncio – Sister, você pode me aconselhar?
Sister: Sobre o que, querida?
S/N: Estou tendo sentimentos por um certo alguém, sinto que ele também. O que devo fazer?
Sister: Seja sincera com o Terzo. Fale pra ele.
S/N: Como você?
Sister: É nítido. – Ela acena para Nihil – Até, minha querida. Beijo – Ela me abraça.
Ando para fora do convento, sento-me em um dos bancos para pensar. Quando olho para frente vejo Minou que me encarava com ódio. A provoco com um sorriso e um aceno, ela se levanta e vem até mim:
Minou: Não espera isso de você, S/N! Você era minha amiga – Ela para na minha frente eu continuo sentada apenas a olhando.
S/N: Não tenho culpa que eu sou amiga do Terzo. Ele só foi desabafar sobre seu jeito escroto de agir. E Minou, você sabe que essa amizade acabou depois da cerimônia. – Vejo que ela já estava extremamente irritada, porém, continuou – Exatamente no momento que você resolveu me chamar de talarica. Lembra?
Minou: Você estava se jogando para ele, acha que não sei que vocês se pegaram na festinha? Desde sempre uma despravada! – Me levanto com ódio e fico a encarando com ódio
S/N: Olha como fala comigo, Minou! Não sou sua amiguinha ou qualquer uma que você fala o que quer e acha que vai ficar tudo bem. Eu fiquei com ele pois ele quis e estava separado, pelo que ele me contou hoje. – Fico olhando um pouco para cima, pois Minou era mais alta – Eu não tenho o menor medo de você!
Minou: Sua... – Sinto alguém nos observando, meu sexto sentido dizia que era o Papa. Faço uma cara de coitada como se eu estivesse sendo a vítima disso tudo – Puta!
S/N: Que feio, uma moça tão linda falar palavras de baixo calão. – Como eu percebi que ela já estava muito irritada mando um beijo para ela. No mesmo momento ela me dá um tapa que faz minha cara virar – Só isso? Coitada – Falo em um sussuro.
Ela pega meu cabelo e tenta me bater, claro que eu não iria deixar ela me bater muito em min, tentei me esquivar do que eu conseguia. Sister, Papa e algumas irmãs vieram correndo para o pátio após ouvirem meus gritos. Na hora Minou me jogou no banco quando viu o Papa, porém era tarde de mais, ela seria castigada por bater em uma colega.
Sister vem até mim para ver se eu estava machucada, como forma de me acolher ela me abraça enquanto o Papa e as freiras levavam Minou, ela olha para trás e eu solto um sorriso cínico para ela.
Obviamente me fiz de vítima o tempo todo, eu conto para Sister a minha versão da história, que no caso era: Terzo veio desabafar comigo, daí nós subimos no terraço, lá eu o abracei em forma de tentar o consolar e acabou que Minou viu e veio me agredir por ciúmes.
Todos acreditaram em mim pelo meu histórico com Terzo e claro meu comportamento exemplar no convento. Minou ficou irada quando descobriu que eu apenas recebi um castigo bobo que era não poder sair do convento por uma semana, enquanto o dela era ficar ficar ajoelhada no milho enquanto orava em latim e se errasse irmã Joana aumentava a quantidade des vezes que ela iria rezar.
Ao ser liberada pelo papa vou para meu quarto. Subo as escadas e quando chego no corredor D dou de cara com Morris, ele passou reto por mim sem olhar na minha cara, claramente era por conta da sua irmã. Entro no meu quarto e me deito, fico olhando para o teto, em um momento comecei a lembrar da cena, não consegui segurar a risada.
Meu olho começa a me incomodar, sinto que ele estava fechando, resolvo ir até o banheiro olhar o que estava acontecendo, quando vejo, meu olho estava inchado. Volto para meu quarto, pego um bisturi que eu tinha guardado e faço um leve corte na parte de baixo do olho inchado para o sangue sair.
Saiu uma quantia razoável de sangue, limpei com um pano qualquer que achei na minha gaveta, enquanto o não parava de escorrer eu fiquei olhando o movimento da rua pela janela, esperando que algo aconteça. Alguém entra no meu quarto sem bater, olho as pressas para ver quem era:
Terzo: Oi, você tá bem? – Ele se aproxima – Acabei de chegar da rua e Runa me contou o que aconteceu.
S/N: Pelo visto a fofoca já espalhou... – Me apoio no beiral da janela – mas eu estou bem sim Terzo, obrigado por se preocupar! – Sorrio para ele.
Terzo: Você deixou né? – Ele ri de mim – Só você mesmo.
S/N: Eu tô bem tranquila aqui, enquanto ela tá lá no porão. Sério, não entendo a Minou invocou comigo. Vocês já estavam separados na festa. A discussão de vocês hoje foi atoa.
Terzo: Também não sei – Ele se senta em sua cama – ciúmes?
S/N: Dever ser – Me sento ao seu lado na cama.
Terzo: Que isso perto do seu olho? – Ele coloca a mão no meu rosto e fica com ela lá.
S/N: Minou acertou um murro, daí começou a inchar – Coloco a minha mão sobre a dele que estava na lateral do meu rosto – Fiz um corte pro sangue sair e desinchar.
Terzo: Ah sim – Um clima começou a rolar ali, olhares sedentos por algo a mais. Terzo se aproxima lentamente ficando com boca muito perto da minha – Posso?
S/N: Nem precisa perguntar.
Começamos a nos beijar, um beijo calmo e viciante. Terzo coloca uma mão em minha cintura e a aperta, eu paro o beijo, dou selinho nele e um sorriso. Vou e me ajeito para ficar com as pernas casa uma de um lado dele e sentando em seu colo:
S/N: Só não pode por a mão – Dou outro selinho.
Ali volto a beija-lo enquanto ele ficava com as mãos apoiando seu corpo, desço minha mãos pelo seu peitoral, siinto que ele se excitou, deicido descer os beijos pelo seu pescoço, volto até parar perto da sua orelha:
S/N: Que isso Terzo? – Falo com uma voz "sedutora".
Terzo: Não tenho culpa, S/N. – Ele virá o rosto e me rouba eu selinho. Eu saio de cima dele e me deito na minha cama.
S/N: Resolva sozinho, tô muito cansada – Faço drama.
Terzo: Sacanagem, viu! – Ele se ajoelha na cama na minha frente e puxa minha pernas fazendo com que se encaixasse entre ela.
S/N: Terzo! – Ele ri e eu me sento na cama em sua frente – Filho da puta! – Começo a rir também.
Terzo: Relaxa S/N, não sou capaz de relar em um fio de cabelo seu sem sua permissão – Ele coloca uma mexa do meu cabelo atrás da minha orelha e me dá um beijo – Agora vou lá resolver um problema.
S/N: Tá bom, até mais! – Ele sai e fecha a porta.
Eu me viro na cama e começo a ter um surto de alegria, eu estava cada vez mais apaixonada pelo meu melhor amigo. De todos que já fiquei acho que nenhum foi como o Terzo, ele era tão perfeito pra mim, nos damos tão bem e todos nós dizem isso, mas, não garanto que teremos uma vida junto, isso só o futuro nos dirá...
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Espero que tenham gostado e até a próxima!
Digam também no que posso melhorar, isso me ajuda muito! 🥰
Deixem ideais do que posso fazer, vou adorar ler elas!
⚠️ Se tiver sem sentido eu faço um capítulo com o máximo de explicações possíveis para os outros capítulos ficarem coerentes.
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Caminho sem Volta - Terzo
FanfictionApós seus vilarejo ser destruído com ataque dos nobres, S/N e sua mãe são perseguidas por soldados e oara livrar sua filha, Cássia se rende. Ao fugir S/N chega em uma cidade onde passa a noite. Uma jovem mulher a encontra e leva até um convento, e é...
