Os meses passaram tão de pressa. Depois daquele dia não fiquei mais com o Terzo. Ainda nos falamos normalmente, acho que aquilo era algo momentâneo...
Hoje é aniversário do mesmo, aconselhamos ele a não tentar fugir do ritual, Secondo foi o que mais conversou com ele sobre a cerimônia.
Falei com o Papa sobre eu não querer participar do ritual do Terzo, que eu preferia viajar pra Baham ver como estava o estado da minha antiga cidade, pedi que eu fosse sozinha à cavalo e ele cedeu. Ele avisou a um dos tratadores que encilhar um cavalo para mim.
Enquanto ele fazia isso subo para meu quarto, mas antes passo no dormitório do Terzo. Bato na porta e espero ele falar que poderia entrar:
S/N: Oi! bom... – Ele se levanta e vem até mim me abraçando.
Terzo: Eu não quero fazer isso! – Ele aperta mais o abraço.
S/N: Terzo, eu entendo seu lado mas, é necessário, agora não tem como desistir – Faço um cafuné – E irei voltar hoje mais tarde, depois do ritual, não irei participar. Me recuso a te ver sofrer, mas depois tenha certeza que vou ir te ver.
Terzo: Como assim? – Ele me olha nos fundos dos meus olhos – Eu preciso de você lá, S/N!
S/N: Se eu participar irei atrapalhar, será melhor para nós dois – Tiro as mãos dele de mim e as seguro – Eu te amo, Terzo! Fica bem, tá bom? – Eu solto suas mãos e saio do quarto dele o deixando a sós.
Sigo em rumo ao meu quarto soltando algumas lágrimas, se eu fizer parte da cerimônia eu não iria deixar machucarem o Terzo, iria chorar e tentar impedir, mas se eu for para outro lugar vou ficar com a consciência pesada por não estar ao seu lado dando apoio, porque tem que ser assim? Odeio que meu ponto fraco seja ele.
Entro no meu quarto e começo a chorar, eu tentava abafar o som com o travesseiro, mas estava sendo quase impossível. Com o tempo me recomponho e troco o uniforme por uma roupa mais confortável para andar a cavalo. Saio e vejo Terzo andando lentamente para fora do corredor, eu o alcanço e o paro:
S/N: Olha Terzo, me perdoa por não ficar... – Eu o olho no fundo dos olhos – Espero que tudo saia perfeitamente bem, você sabe o quanto eu vou me culpar se algo der errado.
Terzo: Está tudo bem, S/N! – Ele virá o rosto – Fica em paz.
S/N: Desculpa novamente! – Eu estendo meu braço para darmos um aperto de mão. Terzo me puxa e me da beijo rápido.
Terzo: Vai que é o último? – Ele ri.
S/N: Vira era boca pra lá, Terzo – Dou um abraço dele – Não vai ser o último!
Logo após saio e vou para o estábulo pegar o cavalo, me despeço do tratador e peço para que ele avise ao Papa que já estou a caminho de Baham.
Saio do estábulo do convento e sigo a Baham. Começo o caminho correndo com o cavalo mas, quando chego na estrada de terra que levava a minha antiga cidade vou andando normalmente para o cavalo cansar menos.
Passou alguns minutos e já consigo ver um pequeno vilarejo. Meu peito aperta ao ver onde era minha antiga casa, lá não havia sido construído nada, estava apenas três lápides onde havia o meu nome, o da minha mãe e do meu pai. Em cada uma estava escrita uma frase em letras miúdas, desço do meu cavalo para lê-la:
S/N: Joana Eratos Lutero - Mulher que lutou até a morte contra cinco nobres guerreiros. Bartolomeu Lutero - Homem quem se doou por completo para proteger nosso vilarejo – Leio tudo em uma voz sussurranda, apenas para eu ouvir – S/N Lutero - filha do casal que desapareceu no dia da guerrilha...
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Caminho sem Volta - Terzo
FanfictionApós seus vilarejo ser destruído com ataque dos nobres, S/N e sua mãe são perseguidas por soldados e oara livrar sua filha, Cássia se rende. Ao fugir S/N chega em uma cidade onde passa a noite. Uma jovem mulher a encontra e leva até um convento, e é...
